Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Michel Temer Guaixará tosó tatape!

por Fábio de Oliveira Ribeiro
Aqui mesmo no GGN afirmei que Michel Temer é um duplo de Calígula. O escândalo da Shell me obrigou a desdizer minha teoria.
Michel Temer ganhou a confiança do PT afirmando que estava comprometido com o programa de governo petista, traiu o governo e adotou as propostas neoliberais rejeitadas nas urnas. Quando era vice-presidente ele nunca se empenhou o suficiente para apoiar as ações governamentais de Dilma Rousseff. Após derrubar a presidenta eleita pelos brasileiros, Temer tentou se apropriar de obras que foram realizadas por ela.
O usurpador tem medo do povo e já foi fotografado demonstrando pavor da população. Mesmo sem ter necessidade financeira, ele extinguiu as farmácias populares e mandou interromper o programa de construção de cisternas (dois programas de grande alcance humanitário). Temer recebeu um cheque de propina em seu próprio nome e nomeou Ministros envolvidos em corrupção. Logo que assumiu a presidência, ele estancou a sangria destruindo a Controladoria Geral da União (órgão público que monitorava a execução de obras públicas e fornecia ao MPF provas de indícios de corrupção).
A ausência de caráter de Michel Temer está estampada nas suas ações. Ele é traidor, preguiçoso, pusilânime, covarde, malvado, desonesto e antiético. Atingido na Inglaterra pelo escândalo da Shell, Michel Temer faz de conta que nada ocorreu. Em nenhum momento o usurpador sinalizou que vai renunciar. A mim parece evidente que falta ao usurpador honra suficiente para se suicidar. 
Temer não pode ser comparado a Calígula. Apesar de insano, Calígula foi o primeiro Imperador romano suficientemente ousado para apresentar-se diante do povo como um deus. Em razão de sua falta de caráter, Michel Temer se prece mais com um típico Macunaíma (uma mistura bem brasileira do Orc europeu com o pérfido Guaixará tupi).
Nesse sentido, não bastará o povo brasileiro derrubar Michel Temer e seu regime infame. Após a queda do usurpador o Brasil terá que exorcizá-lo à moda do Auto de São Lourenço, obra prima de José de Anchieta. Temer tem que sair da vida pública e da nossa história, mas depois que morrer ele não deve nem mesmo ganhar uma sepultura no território brasileiro. 
https://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/michel-temer-guaixara-toso-tatape-por-fabio-de-oliveira-ribeiro

terça-feira, 7 de novembro de 2017

O poder do Amor

Quando a guerra acabou, George entrou com seu regimento na Alemanha. Ele integrava um grupo designado para um campo de concentração perto de Wuppertal.

Foi a experiência mais chocante da sua vida. Ele estava encarregado de prestar socorro médico àqueles recém-libertos.

Caminhar no meio daquelas cabanas onde milhares de homens haviam morrido, ao longo dos anos, era um horror.

Pior era constatar os efeitos da inanição progressiva que, a cada dia, apesar da medicação e da alimentação, levava grande número deles para a morte.

Foi ali que George conheceu Bill Cody. Assim o chamavam porque tinham dificuldade em pronunciar seu nome polonês.

O que chamava atenção nele era que, apesar dos seis anos de dieta, de fome e de viver naquelas cabanas insalubres, sem ar, ele não aparentava a menor deterioração física ou mental.

Era espantoso, ainda, verificar como todos os grupos do acampamento o consideravam um amigo.

Isso era raro, levando-se em conta que aquele aglomerado de prisioneiros de todas as nacionalidades se odiavam mutuamente, quase na mesma proporção que odiavam aqueles que os haviam aprisionado.

Falando fluentemente o inglês, francês, alemão e russo, tão bem quanto o polonês, ele se tornou uma espécie de tradutor para as tropas de ocupação.

A sua compaixão pelos companheiros de prisão brilhava em seu rosto.

Qual seria o seu segredo? - Perguntava-se George.

Certo dia, em que se sentou ao seu lado, tomando um caneco de chá, Bill contou a sua história.

Morávamos no bairro judeu, em Varsóvia: minha esposa, nossas duas filhas e três garotos.

Quando os alemães chegaram à nossa rua, alinharam todos contra o muro e abriram fogo com as metralhadoras.

Supliquei para morrer com minha família. No entanto, porque eu falasse alemão, eles me colocaram num grupo de trabalho.

Ele fez uma pausa. A voz ficou embargada, enquanto olhava à distância, como se estivesse revendo a esposa e os cinco filhos.

Depois continuou: Naquele momento, eu precisei decidir se odiaria os soldados que tinham feito aquilo.

Não era uma decisão fácil. Eu era advogado. Minha prática, mais de uma vez, me havia mostrado o que o ódio podia fazer às pessoas.

Aliás, fora o ódio que acabara de matar as seis pessoas mais importantes do mundo para mim.

Então, eu decidi, fosse qual fosse o tempo que me sobrasse de vida, eu iria empregá-lo no amor a toda a criatura que viesse a entrar em contato comigo.

*   *   *

Amar a todo ser... Era esse o poder responsável pelo bem de um homem, apesar de toda a privação vivida. Apesar de toda a dor e saudade que lhe machucavam a alma.

E ali estava ele, liberto agora, trabalhando ainda pelos outros. Eram quinze a dezesseis horas por dia, tentando resolver todo tipo de problemas.

Preocupava-se em buscar documentação, registros, a fim de relocalizar pessoas cujas famílias e até mesmo cidades poderiam ter desaparecido.

O poder do amor o mantivera saudável durante seis anos de privações.

O amor continuava a lhe reger todos os atos. Sua família, agora, eram aqueles homens, mulheres e crianças que recebiam a liberdade, e precisavam reconstruir as suas vidas.

O poder do amor...

Redação do Momento Espírita, com base no  cap. 13,
do livro 
Voltar do amanhã, de George G. Ritchie
e Elisabeth Sherril, ed. Nórdica.
Em 4.11.2017.

Fonte: Momento Espírita