Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011
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terça-feira, 7 de novembro de 2017

O poder do Amor

Quando a guerra acabou, George entrou com seu regimento na Alemanha. Ele integrava um grupo designado para um campo de concentração perto de Wuppertal.

Foi a experiência mais chocante da sua vida. Ele estava encarregado de prestar socorro médico àqueles recém-libertos.

Caminhar no meio daquelas cabanas onde milhares de homens haviam morrido, ao longo dos anos, era um horror.

Pior era constatar os efeitos da inanição progressiva que, a cada dia, apesar da medicação e da alimentação, levava grande número deles para a morte.

Foi ali que George conheceu Bill Cody. Assim o chamavam porque tinham dificuldade em pronunciar seu nome polonês.

O que chamava atenção nele era que, apesar dos seis anos de dieta, de fome e de viver naquelas cabanas insalubres, sem ar, ele não aparentava a menor deterioração física ou mental.

Era espantoso, ainda, verificar como todos os grupos do acampamento o consideravam um amigo.

Isso era raro, levando-se em conta que aquele aglomerado de prisioneiros de todas as nacionalidades se odiavam mutuamente, quase na mesma proporção que odiavam aqueles que os haviam aprisionado.

Falando fluentemente o inglês, francês, alemão e russo, tão bem quanto o polonês, ele se tornou uma espécie de tradutor para as tropas de ocupação.

A sua compaixão pelos companheiros de prisão brilhava em seu rosto.

Qual seria o seu segredo? - Perguntava-se George.

Certo dia, em que se sentou ao seu lado, tomando um caneco de chá, Bill contou a sua história.

Morávamos no bairro judeu, em Varsóvia: minha esposa, nossas duas filhas e três garotos.

Quando os alemães chegaram à nossa rua, alinharam todos contra o muro e abriram fogo com as metralhadoras.

Supliquei para morrer com minha família. No entanto, porque eu falasse alemão, eles me colocaram num grupo de trabalho.

Ele fez uma pausa. A voz ficou embargada, enquanto olhava à distância, como se estivesse revendo a esposa e os cinco filhos.

Depois continuou: Naquele momento, eu precisei decidir se odiaria os soldados que tinham feito aquilo.

Não era uma decisão fácil. Eu era advogado. Minha prática, mais de uma vez, me havia mostrado o que o ódio podia fazer às pessoas.

Aliás, fora o ódio que acabara de matar as seis pessoas mais importantes do mundo para mim.

Então, eu decidi, fosse qual fosse o tempo que me sobrasse de vida, eu iria empregá-lo no amor a toda a criatura que viesse a entrar em contato comigo.

*   *   *

Amar a todo ser... Era esse o poder responsável pelo bem de um homem, apesar de toda a privação vivida. Apesar de toda a dor e saudade que lhe machucavam a alma.

E ali estava ele, liberto agora, trabalhando ainda pelos outros. Eram quinze a dezesseis horas por dia, tentando resolver todo tipo de problemas.

Preocupava-se em buscar documentação, registros, a fim de relocalizar pessoas cujas famílias e até mesmo cidades poderiam ter desaparecido.

O poder do amor o mantivera saudável durante seis anos de privações.

O amor continuava a lhe reger todos os atos. Sua família, agora, eram aqueles homens, mulheres e crianças que recebiam a liberdade, e precisavam reconstruir as suas vidas.

O poder do amor...

Redação do Momento Espírita, com base no  cap. 13,
do livro 
Voltar do amanhã, de George G. Ritchie
e Elisabeth Sherril, ed. Nórdica.
Em 4.11.2017.

Fonte: Momento Espírita

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

As Cinco Regras de Ouro Para as Coisas do Alto

Mesmo dentro das instituições espirituais, o dinheiro e o poder podem corromper, todos sabemos à fartura.
Assim vemos sacerdotes, bispos, padres, pastores em discursos vazios de atos e imersos em um mar de lama, corrompendo-se pelo luxo, luxúria e poder.

Mas nem todos são corrompidos! A estes que sua alma está transparente e com luz própria podemos devotar a admiração e também – só a eles – abrir os ouvidos e ouvir suas palavras, porque suas ações correspondem ao verbo.
E também somente a estes (que emanam coerência) deveria ser dado uma atribuição de condução em uma instituição espiritual, pois suas ações correspondem aos ensinamentos desse algo Maior que representam.

Quem pode discordar destas premissas?

Além da honestidade da palavra para com a ação, outras regras de conduta vem quando lançamos o olhar à vida dos grandes Mestres. Não foi a compaixão, a simplicidade, a tolerância, a incorruptibilidade e a transcendência o resumo de suas ações terrenas?
Não são estes, verdadeiramente, os fundamentos e a essência da filosofia espiritual que encontramos se olhamos os legados destes seres na Terra?
Não são estes os maiores ensinamentos – ou as regras de ouro – que se pode extrair da vida que levaram?
  • COMPAIXÃO: Amar ao próximo como a si mesmo, se colocar no lugar do outro, perdoar e compreender;
  • SIMPLICIDADE: Aversão ao endeusamento do dinheiro e do poder, amor ao que é puro e simples, e a busca de uma vida que espelhe este atributo aos discípulos;
  • TOLERÂNCIA: Nunca se permitir o ódio e o fanatismo, respeitar as posições do outro, nunca julgar;
  • INCORRUPTIBILIDADE: Não ceder ao canto da sereia terrena, à tentação do poder, à sedução do vil metal;
  • TRANSCENDÊNCIA: Buscar as coisas do alto e vivê-las verdadeiramente, sempre lutando para se tornar melhor, mais qualificado, mais reto.
Estes que hoje foram escolhidos como seus representantes na sua Igreja, o que lhe mostram? Seus pastores propagam simplicidade e amor? Ou luxo e intolerância?
Vê neles apego ao poder e ao ouro? Vociferam o discurso do ódio, da perseguição às minorias, exaltando os ânimos para a união pelo mal – pasmem – em nome da religião e de "Deus"?

Se sim, não tenha medo de fazer-se saber: são mercantilistas do Templo, vampiros devoradores do sangue dos mais pequenos, lavadores de cérebros fragilizados!

Não é este o maior pecado de todos? Em nome do alto: enriquecer, praguejar, corromper e separar os homens?
E para os fiéis que os seguem e veem tudo isso – ecos corrompidos e instrumentos destes falsários –há perdão?
É sua responsabilidade também se estas pessoas ocupam o púlpito!

Súditos fiéis:
Olhem os verdadeiros ensinamentos dos Mestres e vejam como eles trataram as minorias, os mais pequenos, os "pecadores" (mas cuidado com esta palavra julgadora!); olhem como lidaram com a riqueza material e como repudiaram todo poder terreno, só aceitando a liderança que viesse de suas ações direcionadas pelas bençãos do alto, sempre com pés no chão e uma simplicidade pacificadora.

Buscaram, enfim, viver profundamente o espiritual e, simplesmente, foram exemplo daquilo que pregaram!

Não é com estes elementos que, também, todos que buscam o transcendente e se curvam no altar deveriam agir? Não é com estas regras de ouro que deveriam construir a métrica a ser usada para impedir que os falsários dominem sua religião?

Foi-nos ensinado que enquanto há vida, há esperança e salvação – ou nossas mentes estão tão dominadas pelo mal (proferido, muitas vezes, em local sagrado pelos "grandes") que este verdadeiro ensinamento está perdido?

Qual caminho escolheremos?

Há tanta perdição quanta salvação dentro da religiosidade!
http://transcendencia1.blogspot.com.br/