Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal do Senhor (Jo 1.1-18)


"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós".
Celebrar o Natal é recordadr e festejar o maior acontecimento de nossa história, capaz de dividir o próprio tempo entre antes e depois. É o próprio Deus que se fez carne de nossa carne. Mistério da Encarnação tão amado e celebrado por São Francisco. Mistério porque é incompreensível segundo nossos padrões humanos. Deus e homem. Majestoso e pobre. Grandioso e pequeno. Poderoso e indefeso. Divino e humano. Sãoos caminhos de Deus. Contradições divinas que nos tiram das trevas e no levam à verdadeira luz. Diante de tão grande acontecimento, só nos resta proclamar: "Glória Deus nas alturas e paz na terra aos homens.
Frei Diego Atalino de Melo
OFM
frei.diego@hotmail.com

sábado, 24 de dezembro de 2011

Missa do Galo? Por que?

Esta pergunta me foi feita várias vezes. Por que 'missa do galo' no Natal? Explico. Antigamente, muito antigamente, não existia relógio. E como é que de noite as pessoas calculavam a passagem do tempo? Pelo cantar do galo. Assim, guiadas pelo primeiro canto do galo (lá pelo meio da noite), na noite de Natal, as comunidades cristãs se reuniam nas igrejas para celebrar a Eucaristia. Por isso, apelidaram esse celebração de 'missa do galo'; por causa do canto do galo no meio da noite. Portanto, 'missa do galo' era a celebração eucarística no meio da noite de Natal, quando o galo costumava cantar pela primeira vez. Hoje, com relógio, chamamo-la de 'Missa da noite de Natal'.
Frei José Ariovaldo da Silva
OFM
Petrópolis RJ

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Análise de Retorno Financeiro

Se você tivesse comprado, em janeiro/2005, R$ 1.000,00 em ações da Nortel Networks ou da AIG , ambas gigantes da econômia americana, hoje teria R$ 59,00!

Se você tivesse comprado, em janeiro/2005, R$ 1000,00 em ações da Lucent Technologys , outro gigante da área de telecomunicações, hoje teria R$ 79,00!

Agora, se voce tivesse, em janeiro/2005, gasto R$ 1.000 ,00 em Skol (em Cerveja, não em ações), tivesse bebido tudinho e hoje vendido as latinhas vazias, teria R$ 80,00!!! 


Conclusão:
No cenário econômico atual, você perde menos dinheiro ficando sentado e bebendo cerveja o dia inteiro...
MAS É IMPORTANTE LEMBRAR, QUEM BEBE VIVE MENOS: 

a) Menos triste;
 
b) Menos deprimido;
c) Menos tenso;
 
d) Menos puto da vida!
 

Pensem nisso... e... Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chama!
Se não me chamar, pelo menos me manda as latinhas!

QUE EU VENDO TUDO

sábado, 10 de dezembro de 2011

Analfabeto Político


O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa
dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito
dizendo que odeia a política.

Não sabe o imbecil que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra,
o corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.

Texto de Bertold Brecht, escritor e teatrólogo alemão (1898/1956)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Alho


Ele só não tem uma virtude, que é perfumar o hálito; em todas as outras é insuperável.

Para começar, o tempero. Alho socado e refogado dá vida à maioria dos pratos, as sopas modestas que o digam. Fatiado e cozido, na água, no azeite ou no vinho, acompanha altos pratos de carnes, frango, peixe, vegetais, cogumelos. Uma vinha-d’alhos é fundamental para purgar carnes mais pesadas antes de assar ou cozinhar. Um pão de alho para abrir os trabalhos da mesa é sempre bem-vindo. Qualquer patê que se preze leva um dentinho de alho. Uma conserva de alho no molho de soja – basta descascar, cobrir com o molho escuro e deixar alguns dias – acompanha bem qualquer prato e é um tira-gosto delicioso. Dentes grandes podem ser assados no espeto. Para temperar o feijão, pode-se colocar uma cabeça de alho inteira, sem descascar, e depois espremer o creme com uma colher de pau, retirando a palha.
Consta que a primeira greve da história aconteceu quando os escravos que construíam as pirâmides do Egito deixaram de receber sua porção diária de alho, que estava em falta no mercado. "Assim não é possível trabalhar", resolveram eles, e cruzaram os braços. Atribuíam ao alho seu vigor, sua disposição.
Não é para estranhar. Há milênios que o alho afasta vampiros, vermes e parasitas em geral, é antiespasmódico, neutraliza gases, estimula a secreção de bile, é digestivo, diurético, tonificante, expectorante, baixa a febre. Usado constantemente na alimentação, cru e cozido, equilibra as taxas de colesterol e triglicerídeos; reduz a hipertensão, regula a glicose do sangue, previne contra tumores malignos, relaxa os vasos sanguíneos evitando a arteriosclerose. Descongestiona as vias respiratórias e trata a bronquite. Ajuda a eliminar toxinas, pois contém muito enxofre. Também contém germânio, que facilita a absorção de oxigênio pelas células. Preserva vitaminas; contém B6 e selênio, facilita o aproveitamento da B1. Desintoxica, acalma e aumenta a capacidade do organismo de resistir ao frio e ao calor. Combina muito com carnes e feijões, mas pode ser comido com outros alimentos mais leves em quantidade menor.
O extrato de alho é usado atualmente como antibiótico em infecções importantes, principalmente por fungos; funciona contra vírus da herpes e outros relacionados; aumenta a ativação das células T e acentua a função antitumoral das macrófagas; aumenta a imunidade contra uma série de agentes infecciosos.
Num estudo de 1944 a conclusão era de que o alho tinha um poder maior e mais abrangente do que todos os outros antibióticos por ser ao mesmo tempo bactericida, fungicida, vermífugo, antiviral e antiprotozoário. Atualmente, 72 diferentes infecções podem ser evitadas usando alho. Na Rússia é o remédio mais comum contra gripes, resfriados, tosse e desordens intestinais. Na Polônia é usado contra gastroenterocolite, dispepsia, pneumonia, nefrose e septicemia. Na China, doses altas de alho têm sido empregadas no tratamento da meningite criptocóccica, infecção fúngica que não cede a antibióticos comuns.
O cheiro do alho, que fica no corpo durante várias horas, diminui bastante se ele for ingerido junto com um alimento protéico – carnes, lácteos, ovo, feijões; está ligado à alicina, o poderoso princípio ativo, e não há como obter os bons efeitos sem pagar o preço. Mastigar uns raminhos de salsa depois de ingerir o alho pode ajudar a reduzir o hálito. Tomar um copinho de vinho tinto, segundo os franceses, também. Chupar um ou dois cravos-da-índia. Beber extrato de clorofila.
Para fazer óleo de alho em casa, soque uns dois dentes de alho bem socados (dizem que espremer não serve, socar é que libera os agentes importantes), misture com azeite de oliva, deixe três dias na temperatura ambiente, coe e guarde na geladeira. Amorne quando for usar para dor de ouvido em bebezinhos e crianças maiores, pingue duas ou três gotinhas e tampe com um pedaço de algodão.
Extrato frio de alho se faz deixando vários dentes de alho de molho em meia xícara de água durante 8 horas.
Água de alho: socar 2 a 4 dentes de alho, colocar num copo de água quente e deixar durante a noite. De manhã coar e beber; repetir durante vários dias.
Azeite de alho: encher 1/3 de um vidro com dentes de alho descascados, completar com azeite, deixar descansar por 7 a 10 dias num lugar escuro, coar e usar diariamente às refeições.
"Manteiga" de alho: socar alguns dentes de alho e misturar bem com azeite de oliva e salsinha picada. Passar no pão para comer de manhã ou a qualquer hora.
Suco de alho: socar alguns dentes, espremer num pano, usar meia colher de chá diluída em água e beber 2 ou 3 vezes por dia.
Tintura de alho: deixar 200 gramas de dentes de alho descascados em um litro de brandy ou conhaque de boa qualidade durante 14 dias, numa temperatura de 30o C, numa garrafa arrolhada. Sacudir várias vezes por dia. Coar e guardar até um ano, tomando 5 a 25 gotas, várias vezes por dia, conforme a necessidade.
Chá de alho: 25 gramas de alho fervidos em um copo grande de água ou leite durante vinte minutos, tomar duas vezes ao dia contra todos os vermes. Oxiúros: fazer esse tratamento na lua minguante, durante três ou quatro dias. Uma variação: macerar 2 dentes de alho sem casca numa tigela de leite durante 24 horas, e tomar tudo, pela manhã, em jejum, 3 dias seguidos.
Cápsulas de alho: duas cápsulas, três vezes ao dia, com a comida.
Contra tosse, misturar alho socado com mel.
Contra vermes em crianças, colocar alguns dentes de alho nos bolsos da roupa, fazer um colarzinho com dentes de alho ou colocar fatias finas de alho nos sapatos para a alicina ser absorvida através da pele.
Ressalva: a reação de algumas crianças ao contato direto entre o alho e a pele não foi boa, gerando bolhas como se houvesse uma queimadura no local. É bom testar com cuidado.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Juventude e Abuso de Álcool


O uso do álcool por crianças e adolescentes é motivo de preocupação.Muitos jovens bebem regularmente, motivados pelo fácil acesso e por se tratar de droga lícita e socialmente aceita. A Lei 9.294/96, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, não é observada, nem seu cumprimento fiscalizado pelas autoridades. Além do estímulo da propaganda e doa amigos, o álcool é em geral propiciado pelos próprios familiares do adolescente. A bebida é tida como elemento de socialização, de autoafirmação e de inclusão do mundo adulto. Seu efeito desinibidor parece tornar os jovens mais seguros e impetuosos. Seu uso frequente produz danos ao cérebro, afetando a memória e prejudicando a aprendizagem, além de desenvolver problemas familiares e comportamentos de risco.   
         
Luiz Fernando Conde Sangenis
Folhinha Sagrado Coração de Jesus

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CÁLCULO DE GÊNIO OU DE LOUCO?!

FAÇA O TESTE. SE PUDER, EXPLIQUE-ME COMO O CARA BOLOU ESSA MALUQUICE, PORQUE TEM COISAS QUE NEM PITÁGORAS EXPLICA...   
  
Pegue uma calculadora porque não dá pra fazer de cabeça...
1 - Digite os 4 primeiros numeros de seu telefone;
2 - multiplique por 80.
3 - some 1.
4 - multiplique por 250.
5 - some com os 4 últimos números do mesmo telefone.
6 - some com os 4 últimos números do mesmo telefone de novo.
7 - diminua 250.
8 - divida por 2. 

  
Reconhece o resultado??????? 

Para essa eu tiro o chapéu..... Quem se habilita a explicar?
 

domingo, 9 de outubro de 2011

Com Texto Livre: A nau da Globo encalhou no STF

A nau da Globo encalhou no STF
O comando de perversidades da REDE GLOBO deve estar atônito com a repercussão e as conseqüências da campanha liderada pelo grupo. Denúncias ...

domingo, 25 de setembro de 2011

Tucanagem


Nos tempos nefastos de FHC a Globo varria a corrupção para de baixo do tapete , só dava notícias agradáveis ao PSDB e gangue , lutou pela reeleição do ex-presidente , escondeu o filho , que hoje sabemos que não era dele , com a repórter da Globo , ajudou no "Apagão" atuando como um órgão governamental de utilidade pública , não levantou uma única crítica com o despreparo e a falta de planejamento do ex-governante , elogiava todos os ministros como luminares , apesar das filas do INSS que humilhavam aposentados e pensionistas , que hoje é apenas uma má lembrança para o povo brasileiro. A Globo nunca elogiou Lula , o homem que colocou o Brasil no mapa do mundo , que diminuiu a pobreza , que respeitou o ser humano e que legou um país muito melhor do que o falido Brasil de FHC. A Globo é aquela que ia todo domingo na Casa da Dinda ver o Collor andar de motocicleta e jet ski. A emissora e o jornal elogiavam Collor diariamente , era uma festa. Mas agora com o povo brasileiro no poder a Globo se transformou em arauto da honestidade. É triste !

http://bit.ly/pvCcy4

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dia do Rádio

Quem trabalha com rádio costuma dizer que ele é um veículo apaixonante. Com suas características, o rádio cria espaço privilegiado para o cultivo de uma relação de proximidade entre comunicador e ouvinte. Ao mesmo tempo que fala para milhões de pessoas, dirige-se a cada ouvinte em particular. É como se o radialista estivesse ali pertinho, conversando com quem lhe ouve, como um amigo, um companheiro na solidão. Mesmo com o surgimento de meios de comunicação mais modernos, o rádio permanece firme, com seu público fiel. O motivo para tanta persistência é simples: além da tecnologia, o rádio se constrói com paixão, sentimento, proximidade e companheirismo.
Frei Gustavo Wayand Medella, OFM
gmedella@gmail.com

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Anúncio

O dono de um pequeno comércio, amigo do grande Olavo Bilac, abordou o poeta na rua:
- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal? Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu.


'Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda'.


Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.


- Nem penso mais nisso - disse-lhe o homem. - Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!


Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás de miragens e falsos tesouros. Valorize o que você tem, a pessoa que está ao seu lado, os amigos que estão perto de você, o emprego que Deus lhe deu, o conhecimento que você adquiriu, a sua saúde, o sorriso, enfim tudo aquilo que nosso Deus nos proporciona diariamente para o nosso crescimento espiritual.


'A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.'


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sonsinha


Soninha, uma questão de perda de rumo

Por Walter Decker
06/09/2011 - 10h30
Soninha posa para revista e fala sobre proximidade com Serra
 DE SÃO PAULO
Soninha Francine posou para a revista "Mymag" e falou sobre o período em que foi subprefeita da Lapa e dos rumores sobre sua proximidade com o ex-governador José Serra.
A informação é da coluna Mônica Bergamo publicada na Folha desta terça-feira
 
Sobre sua proximidade ao ex-governador José Serra, Soninha disse que "ele ficou muito abalado". A ex-vereadora afirma ainda que só não ficou nua em um protesto de cicloativistas porque as filhas disseram: "Mãe, não inventa".
Atualmente, a ex-vereadora é superintendente da Sutaco (Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades), uma autarquia de artesanato no governo de São Paulo.
Soninha, que foi coordenadora da campanha virtual do tucano José Serra nas eleições presidenciais, recebeu o convite de Davi Zaia (PPS), secretário do Emprego e Relações de Trabalho. Presente na cerimônia de posse, Zaia assumiu a secretaria para preencher a cota do PPS na gestão Geraldo Alckmin (PSDB).

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Alzheimer


Sobre o Alzheimer, vale a pena ler mesmo que você não tenha este problema na família.Abs
Roberto Goldkorn é psicólogo e escritor


Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia 'o Infalível'. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastóideo.

O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer.


Aliás, fico até mais tranqüilo diante do 'eu não sei ao certo' dos médicos; prefiro isso ao 'estou absolutamente certo de que....', frase que me dá arrepios.

E o que fazer... para evitarmos essas drogas?

Como?

Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida 'bandida'.

Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai; não cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho: descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos.

Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos.. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos sessenta anos.

Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas 'bobagens' e viveram vidas medíocres e infelizes - muitos nem mesmo tinham consciência disso.

Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro. Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha? 
Hum... Preocupante). Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse 'melhor morrer de vodca do que de tédio', eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.

Dicas para escapar do Alzheimer:

Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.

Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos neurônios', é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso; limitam o cérebro.

Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios 'cerebrais' que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional.
Tente fazer um teste:
- use o relógio de pulso no braço contrário;
- escove os dentes com a mão contrária da de costume;
- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes;
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho.

A proposta é mudar o comportamento rotineiro!
Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar!
Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?
Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse com a mão esquerda?
FAÇA ESTE TESTE E PASSE ADIANTE PARA SEUS (SUAS) AMIGOS (AS).
'Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer!'
Sucesso para você!!!
A cada 1 minuto de tristeza perdemos a oportunidade de sermos felizes por 60 segundos.
 
Obs.: Esta mensagem foi enviada por mim, com a mão esquerda.

Copiei isso de um e-mail que recebi de um amigo.

sábado, 16 de julho de 2011

O poder da fé

Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo
1. Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. – Jesus respondeu, dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. – E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. – Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? – Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, 17:14 a 20.)

2. No sentido próprio, é certo que a confiança nas suas próprias forças torna o homem capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si. Aqui, porém, unicamente no sentido moral se devem entender essas palavras. As montanhas que a fé desloca são as dificuldades, as resistências, a má vontade, em suma, com que se depara da parte dos homens, ainda quando se trate das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas são outras tantas montanhas que barram o caminho a quem trabalha pelo progresso da Humanidade. A fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, assim nas pequenas coisas, que nas grandes. Da fé vacilante resultam a incerteza e a hesitação de que se aproveitam os adversários que se têm de combater; essa fé não procura os meios de vencer, porque não acredita que possa vencer.

3. Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas. 

A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A fé vacilante sente a sua própria fraqueza; quando a estimula o interesse, torna-se furibunda e julga suprir, com a violência, a força que lhe falece. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.

4. Cumpre não confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus. Por essa razão é que os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado, cedo ou tarde, pela decepção e pelos malogros que lhe são infligidos.

5. O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé.

http://blogluzevida.blogspot.com/2010/12/o-poder-da-fe.html

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Serra acabou, a intolerância persiste


 Um dos recursos de legitimação mais utilizados pela velha mídia é o da criação de Vampiros: o político que encarna o mal, tem sete vidas, sempre volta para assombrar, deixando a opinião pública assustada e confiante de que apenas a mídia será capaz de defendê-la.
Após a redemocratização, foram candidatos a Vampiro da vez sucessivamente Paulo Maluf, Orestes Quércia, ACM não, Fernando Collor, Renan Calheiros, José Sarney e, mais recentemente, Lula - apesar de sua enorme aceitação popular.
Nos últimos dois anos, porém, a realidade política impôs José Serra como candidato efetivo a vampiro da vez - mesmo tendo o apoio dos caçadores de vampiros. E aí por razões objetivas. Sua vitória nas eleições significaria mergulhar o país em uma noite de São Bartolomeu, em um banho (simbólico) de sangue, em uma guerra que racharia inexoravelmente a vida nacional.
Pois o Vampiro não morreu, porque não era Serra. Este foi apenas um instrumento, um desmiolado de voo curto, um ambicioso sem escrúpulos que colocou biografia, amigos, lealdades a serviço do verdadeiro Vampiro: o clima de intolerância que sacode o Brasil há vários anos, como ferramenta política única de oposição.
Hoje em dia, Serra parece cada vez mais o empregado do vampiro, aquele personagem que frequenta o palácio do Drácula com andar trôpego, pronunciando frases desconexas, se ajeitando sempre que vê uma máquina fotográfica ou uma câmera de TV. Quem conhece os meandros da imprensa sabe que, por trás da suposta blindagem que ainda cerca Serra, ele se tornou o personagem preferencial de fotógrafos e editores para fotos em posição ridícula - é a maneira sutil com que o jornalismo enterra seus mortos.
O enterro simbólico se deu hoje, com a publicação do primeiro artigo de Aécio Neves como colunista da Folha. A empresa deve muito a Serra. O jornal retribuiu durante a campanha. No final, percebeu que Serra tinha se tornado  peso excessivo. Quando a atenção total do Brasil se concentrava em sua figura - na qualidade de candidato a presidente - veio à tona o dissimulado, o pregador maluco acenando com o fogo do inferno, invadindo casas simples para ler a Bíblia, pedindo ostensivamente cabeça de jornalistas.
As mudanças de Serra
Antes de expor sua verdadeira personalidade, Serra era um político que conseguia encontrar o eixo nas ideias de meia dúzia de personagens próximos. Na economia, nos desenvolvimentistas da Unicamp e da UFRJ, em Lessa, Conceição, Belluzzo; no campo industrial, em Paulo Cunha, do grupo Ultra; na saúde, colou em David Capistrano que lhe permitiu construir sua grande obra pública; nas finanças públicas, no grande José Roberto Afonso - apesar de Serra ter passado a vida vendendo a falsa ideia de que foi o criador dos modernos modelos de orçamento público (que existem desde 1964); na inovação, em um grupo de tecnólogos da Unicamp.
Enganou a quase todos apresentando-se como o grande campeão capaz de colocar os conceitos em prática, o anti-Malan, o anti-FHC que faria acontecer. Sua frase predileta era: "Eu faço acontecer".
A decepção com Serra surgiu já no governo do Estado. Gradativamente, sua não-atuação passou a expor o vazio de ideias e ação. Em plena crise de 2008, aplicou um arrocho fiscal no Estado. Nos momentos mais graves de seu governo, fugiu.
Foi assim nas enchentes que destruíram São Luiz do Paraitinga e inundaram São Paulo. Não participou de uma reunião sequer - repito, de nenhuma reunião sequer - com a Defesa Civil do Estado. Levou três dias para se pronunciar e o máximo que fez foi uma twittada dizendo estar tomando providências.
Foi Serra o grande responsável pelas enchentes, ao cortar os investimentos no desassoreamento do rio Tietê. Mas fez com que a conta fosse jogada em Kassab e nos munícipes "que jogam lixo nas ruas".
O mesmo aconteceu na crise de 2008. Empresários e centrais sindicais tentando marcar reunião para enfrentar a crise. E Serra isolado no seu gabinete, fugindo, aumentando impostos através da substituição tributária. Só aceitou recebê-los quando veio o aviso de que estava sendo preparada uma manifestação na frente do Palácio Bandeirantes, de industriais e sindicalistas.
No episódio da invasão da USP, revelou-se seu traço mais marcante e negativo: o do valente nas sombras. Definiu-se uma diretriz importante, a de alinhar universidades e institutos com metas do Estado. Faltaram as metas. Em seus quatro anos de governo, em nenhum momento o "desenvolvimentista" Serra, o homem do PPA (Plano Plurianual) logrou construir um documento sequer que definisse diretrizes para São Paulo, vocações, metas.
O que pretendia das Universidades era apenas o de impor seu tacão, mandar, desmontar - como fez na Cultura, com o infeliz João Sayad. Colocou um Secretário truculento, a USP reagiu, Serra estimulou a reitora e chamar a PM. Quando sobreveio o conflito, deixou a reitora exposta aos lobos, tirou o secretário infeliz, colocou um mais jeitoso. Mas abandonou completamente a ideia da coordenação de pesquisas. Bastava surgir um obstáculo para Serra desistir.
O episódio da greve da Polícia Civil foi similar. O embate ocorreu devido à resistência de Serra em receber representantes da categoria. Cortou o diálogo até que explodiu o conflito. Na semana seguinte, o valente Serra concedeu redução de prazo de aposentadoria para os policiais.
Na área de inovação, mesmo tendo como aliados os principais nomes do governo FHC, nada fez. Um dia indaguei de um desses oficiais da inovação a razão de nada andar em São Paulo. E ele, desanimado: "O homem (Serra) tem implicância com a Universidade".
O desmonte atual da TV Cultura e o aparelhamento da Secretaria da Cultura é apenas o ato final de sua participação no governo do Estado.

O comandante das trevas

O único campo em que Serra agia com naturalidade era nos bastidores, articulando as piores baixarias que a política brasileira já testemunhou. Numa ponta, alimentava seus criadores de dossiês. Na outra, se alinhou com o pior esgoto que a imprensa brasileira produziu. Através dessas manobras, conseguiu que blogueiros e parajornalistas de grandes publicações atacassem um a um os "inimigos" criados por sua imaginação: José Anibal, Franklin Martins, Eliane Cantanhede (com quem invocava na época), Kennedy Alencar, Geraldo Alckmin, Aécio Neves.
Ao mesmo tempo, convenceu os jornalões a participarem do episódio mais desgastante da moderna história da mídia: a defesa de Daniel Dantas no caso Satiagraha. Todos os que ousaram apontar Dantas como financiador de Marco Valério foram fuzilados pelos próprios companheiros. Um lobista de quinta categoria foi alçado à condição de "pensador político", para que os podres de Serra, que veiculava, pudessem ganhar eficácia.
Não se poupou nada. Atacaram jornalistas, seus familiares, expuseram suas esposas, espalhando uma infâmia ampla pela rede. E todos os autores eram ligados umbilicalmente a Serra.
A pá de cal na biografia de Serra será a elucidação final de suas relações com Dantas.
A senilidade política de Serra não poupou nenhum dos seus seguidores. Muitos, especialmente os novos aliados da mídia, foram seduzidos pela promessa de serem os novos donos do Brasil. O festival de deslumbramento, o oba-oba recíproco com que se saudavam a cada lançamento de livro da "turma", a facilidade com que montavam redes de assassinato de reputação - não apenas de adversários políticos de Serra, mas de pessoas do meio artístico, escritores, intelectuais com quem tivessem desavenças ou mera inveja - entrará nos anais da imprensa brasileira, como um de seus momentos mais deploráveis.
Mas não apenas eles. Aliados antigos, alguns com bela biografia, acabaram induzidos a atos canalhas, como se a prova de lealdade fosse o de cometer um ato vil em benefício do chefe. O que explica um sujeito com a biografia de Luiz Antonio Marrey Filho, Secretário de Justiça de Serra, pressionar o jornal "Valor" até o limite, para publicar um artigo em que acusava uma jornalista de estar a serviço da indústria do tabaco? O "crime" da jornalista foi ter criticado o instituto da delação na Lei do Fumo. Apenas isso.
Daqui para frente, só restará o Serra "comandante das trevas". Cada vez mais deixará de ser personagem dos jornais, mas continuará alimentando-os com dossiês. Seus comandados, agora, não são mais colunistas da velha mídia, mas "trolls" de Internet - enquanto puder mantê-los com as verbas da Secretaria da Cultura.

Os novos velhos tempos

Não cometerei a tolice de comparar esse clima com o nazismo e Serra com Hitler. Mas mostra com notável didatismo como as circunstâncias geram personagens improváveis.
O que ocorreu com parte do Brasil nos últimos anos espelha de forma ampla a "psicologia de massa do fascismo". Aliás, não apenas com o Brasil. Aqui se repetiu com notável exagero o que foram os Estados Unidos na campanha de Obama, o que são os movimentos xenófobos na Europa. São tempos de profundas transformações que trazem, no bojo, as sementes da intolerância: a resistência dos que não querem ceder aos que sobem; a impaciência dos que querem subir.
Serra foi apenas o ator destrambelhado de um enredo que não foi ele quem criou.
Serve apenas como caricatura para comprovar como as circunstâncias agem sobre a história. De repente, um político que se presumia racional, com história, uma vida política algo medrosa, mas cartesiana, se dá conta das circunstâncias e expõe seu lado mais doentio - que era apenas pressentido de leve no período da suposta "normalidade". Até onde teria ido se uma tragédia o colocasse no comando do país?
Digam aí, Lessa, Conceição, Belluzzo, eu mesmo, quando poderíamos supor que aquele Serra lá de trás, que fazia profissão de fé no desenvolvimentismo, na sensibilidade social, pudessem aflorar dessa maneira?

Serra-FHC

Em todo esse processo, só não consegui entender ainda completamente as relações FHC-Serra. Na entrevista à revista Piauí, em algumas manifestações esporádicas, FHC - com sua inteligência e acuidade - sempre foi a pessoa que melhor entendeu as fraquezas de Serra. Muitas vezes relutou em apoiá-lo. Sequer queria indicá-lo Ministro. Aliás, tenho parcela da culpa com uma coluna de dezembro de 1994, quando critiquei acerbamente FHC por temer Ministros com luz própria no seu Ministério.
Nas eleições de 2002, Serra dizia ter sido boicotado por FHC porque este supostamente saberia que seu (de Serra) governo seria muito melhor que o dele. Puro autoengano.
FHC sabia mais do que ninguém que Serra nunca teve luz própria e possuía características perigosas em um governante – a pior delas, o ódio permanente contra qualquer pessoa que ousasse criticá-lo.
O que teria levado FHC a apoiar Serra como candidato à presidência, em detrimento de um candidato muito mais competitivo, como Aécio Neves? Tenho para mim que foi a herança emocional de dona Ruth Cardoso e a emotividade que a idade traz para as pessoas, as lembranças de exílio, sei lá.
Serra se foi. O clima que o cercou continua.
Nos próximos anos, a intolerância continuará sendo a marca principal da política brasileira, nos dois lados do muro. Qualquer político que se aventure a campeão das oposições, por mais cordato que seja, acabará atraído pela massa crítica da intolerância, pelo menos até que se esgotem os princípios que nortearam a era Lula. Na outra ponta, haverá acirramento das posições políticas de grupos mais à esquerda do governo em relação à própria dinâmica de tentativa de preparar o segundo tempo do modelo. E a fome de sempre dos que rodeiam o poder.
Enfim, um belo desafio para a consolidação da democracia brasileira, com novos personagens vergando o fardão de vampiro.
Mas o verdadeiro vampiro sendo a intolerância que continua permeando a vida política nacional.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Serra buscou com EUA tecnologia para grampear


Atualizado às 14h45
Nassif,
Durante toda essa semana a pública divulgará em seu site alguns dos telegramas sigilosos da embaixada americana que estão em posse do Wikileaks.
Um desses telegramas já divulgado chama atenção pelo inusitado da informação. Diz respeito a José Serra e suas movimentações em direção ao embaixador americano em busca de ajuda para resolver os problemas de segurança de São Paulo.
Logo que tomou posse do governo de São Paulo Serra teve uma reunião com o embaixador americano para buscar orientação sobre como lidar com os ataques terroristas ao sistema metroviário e de trens metropolitanos do Estado, atribuidos ao PCC.
Uma parceria formada a revelia do governo federal. O telegrama deixa claro que funcionários do metrô selecionados pelo governo Serra receberam treinamento dos E.U.A sem conhecimento do Itamaraty.
A insistência de Serra em aprofundar essa parceria e estendê-la para outros setores levou o subsecretário Burns e o embaixador Sobel ressaltarem que seria importante obter aprovação do governo federal e destacaram que o Ministério de Relações Exteriores, o Itamaraty, “é às vezes sensível quanto a esses assuntos”. O embaixador americano advertiu que “o governo estadual talvez precise de ajuda para convencer o governo federal sobre o valor de ter os Estados Unidos trabalhando diretamente com o Estado”.
Serra disse que ele gostaria de falar com a mídia sobre a necessidade dessa ajuda.
A íntegra do telegrama conforme divulgada pela pública, poder ser lida aseguir:
Da Agência Pública
Nova leva de documentos do Wikileaks revelam que Serra queria treinamento para lidar com bombas e ameaças no transporte público, que seriam de autoria da facção
Por Daniel Santini, especial para a Pública
Assim que assumiu o poder como governador de São Paulo, em janeiro de 2007, José Serra (PSDB) foi procurar o embaixador dos Estados Unidos no Brasil Clifford M. Sobel para pedir orientações sobre como lidar com ataques terroristas nas redes de metrô e trens, atribuídos por membros do governo paulista ao PCC.
O encontro foi o primeiro de uma série em que, como governador, Serra buscou parcerias na área de segurança pública, negociando diretamente com o Consulado Geral dos Estados Unidos, em São Paulo, sem comunicar ao governo federal. É o que revelam relatórios enviados à época pela representação diplomática a Washington e divulgados agora pela agência de jornalismo investigativo Pública, em parceria com o grupo Wikileaks.
Os documentos, classificados como “sensíveis” pelo consulado, são parte de um conjunto de 2.500 relatórios ainda inéditos sobre temas variados, que foram analisados em junho por uma equipe de 15 jornalistas independentes e serão apresentados em reportagens ao longo desta semana. Os telegramas que falam dos encontros de Serra com representantes dos Estados Unidos também revelam a preocupação do então governador com o poder do Primeiro Comando da Capital (PCC) nas prisões.
Após tomar posse como governador, a primeira reunião de Serra com representantes dos Estados Unidos, realizada em 10 de janeiro de 2007, é descrita em detalhes em um relatório no dia 17.
Na conversa, que durou mais de uma hora, Serra apontou a segurança pública como prioridade de seu governo, em especial na malha de transporte público, disse o Estado “precisava mais de tecnologia do que de dinheiro” para combater o crime e indagou sobre a possibilidade de o DHS (Departament of Homeland Security) treinar o pessoal da rede de metrô e trens metropolitanos para enfrentar ataques e ameaças de bombas.
Semanas antes, três bombas haviam explodido, afetando o sistema de trens, conforme noticiado à época.
Em 23 de dezembro de 2006, um artefato explodiu próximo da estação Ana Rosa do Metrô. No dia 25, outra bomba explodiu dentro de um trem da CPTM na estação Itapevi, matando uma pessoa, e uma segunda bomba foi encontrada e levada para um quartel. Em 2 de janeiro de 2007, um sargento da Polícia Militar morreu tentando desarmar o dispositivo.
Segundo o documento diplomático, “membros do governo acreditam que o Primeiro Comando da Capital (PCC) pode ser o responsável pelos episódios recentes”.
O secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, chegou a entregar uma lista com questões sobre procedimentos adotados nos Estados Unidos e manifestou interesse em conhecer a rotina de segurança do transporte público de Nova York e Washington.
Também participaram desse primeiro encontro o chefe da Casa Civil Aloysio Nunes Ferreira, o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, o secretário de Transportes, Mauro Arce, o coordenador de segurança do Sistema de Transportes Metropolitanos, coronel Marco Antonio Moisés, o diretor de operações do Metrô Conrado Garcia, os assessores Helena Gasparian e José Roberto de Andrade.
Parceria estabelecida
As conversas sobre as possíveis parcerias entre o governo de São Paulo e os Estados Unidos na segurança da rede de metrô e trens metropolitanos continuaram na semana seguinte, quando Portella se reuniu com o cônsul-geral em São Paulo, o adido do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (Departament of Homeland Security – DHS) no Brasil e o responsável por assuntos políticos do consulado.
O encontro aconteceu em 17 de janeiro de 2007 e foi relatado em relatório no dia 24.
Acompanhado do secretário adjunto de segurança pública, Lauro Malheiros, e de outras autoridades da área, Portella falou sobre as dificuldades encontradas pelo Metrô em garantir a segurança da rede e informou sobre a tragédia ocorida nas obras da estação Pinheiros, dias antes (12 de janeiro de 2007), quando um desabamento provocou a morte de sete pessoas. No relatório, os representantes dos Estados Unidos destacam que a linha amarela é a primeira Parceria Público-Privada do Brasil e que o projeto foi lançado em meio à “grande fanfarra”.
Portella falou sobre os episódios anteriores de bombas e ameaças no metrô e “respondeu a uma série de questões preparadas pelo adido do DHS sobre a estrutura da rede” e disse que depois que as inspeções foram reforçadas, por causa das ameaças de bomba, mais pacotes suspeitos foram encontrados, e que mesmo “um saco de bananas ou de roupa suja” têm de ser examinados, o que provocava atrasos e paralisações no metrô. Novamente o PCC é mencionado: “Autoridades acreditam que a organização de crime organizado Primeiro Comando da Capital (PCC) pode ser responsável pelos ataques e relatam a prisão de um membro do PCC responsável pelo assassinato de um juiz em 2002”.
No final, Portella designou, então, o coronel da Polícia Militar José Roberto Martins e o diretor de Segurança do Metrô Conrado Grava de Souza para dar continuidade à parceria proposta.
Itamaraty
Nos meses seguintes, Serra voltou a se encontrar com representantes dos Estados Unidos e insistir em parcerias para lidar com o PCC.
Em 6 e 7 de fevereiro, conversou com o subsecretário de Estado dos EUA para Negócios Políticos, Nicholas Burns. De acordo com relatório de 1º de março de 2007, falou no encontro sobre a “enorme influência” que a organização tem no sistema prisional no Estado e pediu ajuda, incluindo tecnologia para “grampear telefones”.
Sua assessora para assuntos internacionais Helena Gasparian agradeceu a assistência na questão da segurança nos transportes públicose afirmou que a participação dos Estados Unidos foi “imensamente útil”.
Diante da sugestão de novas parcerias, o subsecretário Burns e o embaixador Sobel ressaltaram que seria importante obter aprovação do governo federal e destacaram que o Ministério de Relações Exteriores, o Itamaraty, “é às vezes sensível quanto a esses assuntos”.
O relatório afirma que “o governo estadual talvez precise de ajuda para convencer o governo federal sobre o valor de ter os Estados Unidos trabalhando diretamente com o Estado”. Serra disse que ele gostaria de falar com a mídia sobre a necessidade dessa ajuda.
Questionado pela agência Pública sobre esses relatórios, o professor Reginaldo Nasser, especialista no estudo de relações internacionais, de segurança internacional e de terrorismo da PUC de São Paulo, criticou a postura dos governador Serra e disse que acordos deste tipo devem ser intermediados pelo Itamaraty.
“Os Estados Unidos têm pressionado o Brasil para colocar terrorismo no Código Penal e o país até agora resistiu. Este tipo de acordo é uma relação de Estado para Estado e precisaria passar pelo governo federal”, explicou, destacando que, desde os ataques de 11 de Setembro, os Estados Unidos assumiram uma postura de polícia internacional. “Agentes agem com ou sem autorização em outros países, prendem, torturam e assassinam”, diz.
A assessoria de imprensa do Itamaraty disse que ninguém se posicionaria sobre as revelações dos documentos. Procurado por meio de sua assessoria, o ex-governador José Serra não retornou o contato da reportagem.
Por H. C. Paes
E talvez, só talvez, ele devesse ter procurado o MRE para pedir autorização para firmar convênio de assistência técnica e treinamento com autarquia pública de estado soberano estrangeiro.
E talvez, só talvez, alguém devesse ter lembrado ao Serra que a legislação brasileira não tipifica o terrorismo e, portanto, não há que se falar em treinamento para combater um tipo de crime que não existe formalmente no Brasil.
E talvez, só talvez, o Serra devesse ter ligado para o Walter Maierovitch para que este explicasse para ele a diferença entre ação armada do crime organizado voltada contra forças de segurança do estado como represália (o que o PCC fez, atacando delegacias) e uso de violência indiscriminada contra uma população civil com o objetivo de provocar a queda do governo, a expulsão de uma força invasora ou transmitir uma mensagem política (a definição de terrorismo).
O Brasil não tem terrorismo. Não oprimimos minorias, não temos movimentos separatistas, não metemos o nariz onde não somos chamados, não temos sequer os terroristas domésticos à moda de Timothy McVeigh. Não podemos ceder à paranóia dos estadunidenses. Eles que resolvam os problemas que criaram ao invés de tentar impingir a mesma mentalidade de choque aos outros.
Wittgenstein, Russell e um monte de outros pensadores - segundo me contam fontes secundárias, pois não li os originais - chamaram nossa atenção para a importância de atribuir um significado claro à linguagem, de forma a manter o pensamento claro. Chamar de terrorismo o que o PCC fez é o mesmo que chamar o assassino do Realengo de terrorista.
E não adianta vir com a história de que o PCC causou terror à população civil. Usar associações excessivamente amplas para justificar o que deveria ser uma unidade conceitual estreita é apenas uma maneira de confundir e semear insegurança. Afinal, até o boi da cara preta é capaz de causar terror... a uma criança de cinco anos. Para se falar em terrorismo - e mais ainda, para tipificá-lo legalmente - é preciso falar em motivações, causas,modus operandi, padrões de recorrência, e um monte de outras coisas que não interessam aos propaladores da mentalidade de choque.
Porque convém a eles convencer as pessoas a declarar guerra a uma palavra antes de saber o que ela significa. Haja vista que, nesse caso, a guerra é por definição infinita.

sábado, 25 de junho de 2011

O filho do Brasil


O FILHO DE MIRIAN DUTRA

A informação de que não é  de FHC o filho de Mirian Dutra resolve um enigma na minha cabeça.
Conheço bastante a pessoa que namorou Mirian após a separação de FHC. Foi apresentado a ela pelo jornalista Luiz Fernando Mercadante, no tempo em que dirigia a Globo em Brasilia.
Quando surgiram os primeiros rumores sobre a gravidez de Mirian, Mercadante - que jamais foi admirador de FHC - me garantia que o filho não era dele. E dizia na condição de chefe e amigo de Mirian e da pessoa que apresentou a ela o namorado seguinte.
Quando FHC reconheceu o filho, me deu um nó na cabeça. Nao havia como Mercadante ter se enganado, pois acompanhou de perto a vida da moça naqueles momentos. Me parecia impossível o próprio namorado ter se enganado a respeito da cronologia. Mercadante na época me contou o nome e a profissão do verdadeiro pai.
Agora, o mistério se desfaz.

sábado, 7 de maio de 2011

Paulo Fonteles Filho denuncia a própria “morte”


Circulam no Pará boatos sobre a morte de Paulo Fonteles Filho

Ontem, 5 de maio, circulou pelas redes sociais que teriam me assassinado em um bar, junto à minha mulher, em Belém.
por  Paulo Fonteles Filho,  via Vermelho, por sugestão  de Urariano Mota e Alípio Freire
A coisa foi tão contundente que jornalistas, amigos, foram até a casa de minha mãe, no bairro do Telégrafo, confirmar se eu havia mesmo sido morto. Houve ligações para o Ciop e até o Secretário de Segurança Pública do Pará, Luís Fernandes, fora acordado de madrugada para confirmar o ocorrido.
E a notícia parece que continua circulando. O Vítor Haôr, jornalista marabaense acaba de me ligar neste momento, às 13:42, perguntando se a macabra notícia era verdadeira. Falei com ele e disse que estava bem, e vivíssimo da silva.
Na alta madrugada, quando dormia candidamente ao lado de minha mulher, irmãos e primos quase derrubaram a porta de meu apartamento e ao me avistarem, sonolento, disseram que eu tinha morrido. Quase morri mesmo, de susto.
O ocorrido poderia render boas gargalhadas, no futuro, se tal acontecimento não fosse de tanto mau-gosto e se a repercussão não tivesse chegado a tão longe: amigos em Macapá e até na distante Porto Alegre já estavam velando-nos.
Acontece que toda essa “papagaiada” tem endereço certo: continuar intimidando-nos.
Não apenas a mim, mas, sobretudo, o trabalho desenvolvido para desnudar os acontecimentos violentos praticados pelas forças de repressão da ditadura militar no combate ao movimento guerrilheiro do Araguaia.
Ontem, no dia de minha “morte”, passei toda a manhã e parte da tarde testemunhando num processo interno da Abin-PA.
Tal processo versa, dentre outras coisas, sobre possíveis ocultações de cadáveres de desaparecidos políticos e destruição de documentos da ditadura por servidores da Abin-PA. Tais servidores, Magno José Borges e Armando Souza Dias, são ex-militares, foram do Doi-Codi e atuaram na repressão à Guerrilha do Araguaia. Nos autos do processo quatro servidores da agência confirmam que ambos foram do famigerado Doi-Codi.
Um ex-mateiro daqueles sertões disse-me, à quinze dias atrás, que um tal de Capitão Magno, esse o nome verdadeiro, era quem cortava cabeças e mãos e estas eram enviadas à Belém, nos idos dos anos 70. Cabe dizer que Magno José Borges atualmente é vice-superintendente da Abin-Pa.
Essas denúncias não são novas.
Em 2001, como Vereador de Belém, fui a tribuna da Câmara Municipal tratar do assunto.
Em 2008, o “Diário do Pará”, através do jornalista Ismael Machado fez longa reportagem sobre o caso. Neste mesmo ano, representei ao Ministério Público Federal sobre a questão da Abin-Pa. Está tudo postado em meu blog sobre a chamada “A luta entre o velho e o novo na Abin”, em fevereiro deste ano de 2011.
Lá no Sul do Pará, em São Domingos do Araguaia, meus companheiros também foram acordados com a minha “morte”. Fico sabendo, através de contato telefônico, que no último sábado, 30 de Abril, houve uma reunião de ex-soldados que estão abrindo o que sabem sobre a guerrilha com o representante da direção nacional do PC do B, como eu, no Grupo de Trabalho Tocantins, Sezostrys Alves da Costa em Marabá. E que no dia da reunião, uma caminhonete de vidro fumê, novamente, andou rondando a casa deste companheiro em atitude suspeita.
Sezostrys diz, ainda, que mais pessoas estariam recebendo telefonemas anônimos.
O fato é que mais de dez pessoas estão sob ameaças das viúvas da ditadura militar.
Acontece que desde junho do ano passado temos denunciado a questão.
Tais ameaças já foram informadas ao Ministério da Defesa, ao Ministério da Justiça, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, através da Comissão de Mortos e Desaparecidos e à Policia Federal. Isso sem falar que a própria OAB nacional, onde fizemos reunião semana passada, também informada sobre tais acontecimentos.
A imprensa paraense e nacional já tratou de repercutir o assunto e o PCdoB já fez até nota pedindo providências.
O problema é que até agora nada aconteceu para apurar as coisas, nada, absolutamente nada.
O que causa espécie é que estamos participando de uma investigação federal, no estado democrático de direito, “por dentro” das instituições republicanas e as mesmas instituições, que dizem defender radicalmente à abertura dos arquivos e o achamento dos despojos de desaparecidos políticos, nada fazem para proteger-nos e, por fim, desbaratar os últimos bastiões da repressão política do país.
Se alguma coisa nos acontecer a responsabilidade deve ser, também, imputada à manifesta letargia com que o aparato estatal brasileiro têm tratado as denúncias, que há muito temos feito, sobre as ameaças aos trabalhos de descortinar nossos anos-de-chumbo.
http://bit.ly/j99zee