Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Bestiário jornalístico de 2015 a 2018, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Bestiário jornalístico de 2015 a 2018
por Fábio de Oliveira Ribeiro
As opiniões expressadas pelos jornalistas durante o governo Dilma Rousseff mudaram um pouco desde que começou o desgoverno Michel Temer. Por isso resolvi fazer esse bestiário.

Governo Dilma Rousseff
Gasolina 2,50: isso é inadmissível, alguma coisa tem que ser feita, o povo não aguenta mais pagar a gasolina mais cara do planeta.
Pedaladas Fiscais: isso é crime de responsabilidade, o motivo para o impedimento existe e a presidenta deve ser afastada do cargo.
Política Externa: o imperialismo canarinho é ridículo, o Brasil não pode se alinhar ao BRICS
Cotas Raciais: não somos racistas, a política de cotas é uma aberração.
Rombo orçamentário: o país tem que cortar gastos sociais, em razão do rombo orçamentários teremos uma nova década perdida.
Juros: a taxa de juros está muito alta e isso impede os empresários de modernizar suas fábricas.
Juízes: o aumento que eles querem é justo e deve ser concedido, Dilma Rousseff criou um conflito entre os poderes ao vetar o reajuste dos juízes.
Bolsa Família: o PT está comprando os votos dos pobres, isso é um incentivo absurdo à procuração dos pobres e faz mal a economia do Brasil.
Bolsonaro: ele pode ser uma alternativa para barrar um terceiro mandato de Lula.
Lula: ele sabia de tudo e será condenado, a popularidade dele é fruto do populismo.
Planeta Terra: é redonda.
Modernidade: aquilo que não temos com o PT.
Desemprego: a redução do desemprego pressiona os salários para cima e prejudica a economia.
Salário Mínimo: está muito alto, prejudica os empresários e arrebenta com a previdência.
Eduardo Cunha: ele deve iniciar o processo de Impedimento, somos milhões de Cunhas.
Manifestações de rua: não é só pelos 30 centavos.

Desgoverno Michel Temer
Gasolina 5,00: os preços estão sendo realinhados, pois o combustível estava sendo subsidiado pelo governo.
Pedaladas Fiscais: o presidente pode fazer ajustes orçamentários, nenhuma irregularidade está sendo cometida.
Política Externa: o alinhamento do Brasil aos EUA é natural, nosso país deveria intervir na Venezuela e na Bolívia.
Cotas Raciais: o fato da maioria dos presidiários e desempregados serem negros e pardos não quer dizer que somos racistas.
Rombo orçamentário: o déficit orçamentário aumentou, mas os bancos estão tendo lucros excepcionais e isso é muito bom para a economia.
Juros: a taxa de juros está elevada, mas isso é culpa da herança maldita do PT.
Juízes: eles tiveram reajuste, mas estão ganhando pouco, o governo deve pagar o auxílio-moradia dos juízes.
Bolsa Família: Japão e Itália estão adotando o programa do bolsa-família e isso fará bem à economia daqueles países.
Bolsonaro: ele não está em condições de ser presidente.
Lula: ele foi condenado e não deve retornar ao poder, a popularidade dele é fruto de uma patologia luso-brasileira (o sebastianismo).
Planeta Terra: tem gente dizendo que a terra é chata.
Modernidade: aquilo que teremos após o fim do governo Temer, mas só se Lula não for eleito.
Desemprego: o aumento do desemprego faz bem para a economia porque acarreta redução de salários.
Salário Mínimo: a redução não prejudica o comércio, mas não vai salvar a previdência.
Eduardo Cunha: ele é um criminoso, está preso e é melhor vocês esquecerem dele (pois só assim ele poderá continuar interferindo no governo Temer).
Manifestações de rua: a passagem está mais cara porque o combustível subiu e o povo deve ficar tranquilo porque a economia vai melhorar.

Os jornalistas brasileiros não apuram fatos. Eles apenas emitem opiniões. O critério utilizado para a construção da notícia não é científico e sim político-partidário e ideológico. Milhares de jornalistas fazem o que é necessário para manter o emprego. Alguns puxam descaradamente o saco do dono da empresa. Há profissionais movidos pelo preconceito de classe ou pelo cinismo, mas também há fanáticos religiosos e racistas despudorados.
Durante o governo Dilma Rousseff a economia do Brasil afundou por causa da crise política amplificada pela imprensa. A situação econômica do país não vai melhorar porque os jornalistas minimizam a imbecilidade da política econômica do desgoverno Temer. Estamos sendo condenados a viver no pior dos mundos. A imprensa fez o país perder a oportunidade de desenvolver sob um governo desenvolvimentista moderadamente nacionalista. E agora apoia um governo que fará o Brasil perder tudo o que tinha de bom e de valioso em troca de uma terra arrasada que garante apenas os lucros dos banqueiros e dos especuladores internacionais.
A reforma que precisamos não é política. O Brasil precisa desesperadamente de uma reforma jornalística. O poder dos donos das empresas de comunicação tem que ser reduzido, a liberdade profissional dos jornalistas deve aumentar. Mas eles devem usar a liberdade jornalística para apurar fatos. Quando se limitarem a emitir opiniões baseadas em critérios político-partidários e ideológicos os jornalistas devem dizer claramente no texto que partido político defendem e que ideologia prestigiaram, caso contrário eles devem ser punidos por um órgão estatal. 
https://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/bestiario-jornalistico-de-2015-a-2018-por-fabio-de-oliveira-ribeiro

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Xadrez da grande bacanal pós-impeachment, por Luís Nassif

Esta semana dei uma palestra no encontro da ANDIFES (Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior). No encontro, a mesma dúvida: qual o prazo de validade do modelo econômico e social que está sendo implementado com a tomada do poder pela organização criminosa liderada por Eduardo Cunha?
Ouso dizer que é curto.
Acompanhe o raciocínio.
Peça 1 - a legitimação de Collor e FHC
Fernando Collor ganhou a presidência por mérito próprio, por ter entendido, antes dos demais candidatos, os novos ventos que surgiam.
No plano interno, a enorme ojeriza à centralização brasiliense, remanescente do regime militar; e a desconfiança em relação aos quadros políticos que se apossaram do poder, no governo José Sarney.
No plano internacional, estava em pleno vapor a onda liberal inaugurada por Margareth Thatcher e Ronald Reagan.
Em todos os períodos da historia, os movimentos políticos internacionalistas sempre necessitaram do endosso das grandes ondas globais. Foi assim no fim da Monarquia até a Primeira Guerra. E no período pós ditadura, com as eras Collor e FHC.
A onda anti-centralização, anti-mordomia, anti-Brasília, junto com o discurso thatcheriano era tão forte que permitiu a Collor cometer enormes erros, desmanchar políticas públicas bem-sucedidas, montar maracutaias com a privatização, mediante o uso das moedas podres. Mas trazer ganhos na abertura da economia.
Já a legitimação de Fernando Henrique Cardoso decorreu exclusivamente do Plano Real. Qualquer crítica a política implementadas era respondida com a mesma frase padrão: você quer a volta da inflação?
Esse jogo permitiu que os erros de FHC, especialmente com o câmbio, levassem o país à bancarrota logo após as eleições de 1998. Com o apoio decisivo da mídia, saliente-se.
Assim, a legitimação durou um mandato. O segundo foi um governo fantasma.
Ou seja, duas experiências internacionalistas, uma que não durou um mandato sequer, outra que durou apenas um mandato, mesmo tendo o enorme handicap do fim da inflação.
Peça 2 - os fatores de (des)legitimação de Temer
O primeiro  fator de deslegitimação é o mais óbvio: Temer é o segundo homem na hierarquia de uma organização criminosa presidida por Eduardo Cunha. Ponto. Seria o mesmo que pretender modernização com um Fulgêncio Batista na Cuba pré-Fidel, um Rafael Trujillo na República Dominicana, um Noriega, no Panamá.
Pode-se conseguir a modernização com um déspota esclarecido. Com um bandido, nunca.
A razão é simples.
·       Toda organização criminosa quer roubar.
·       Processos de mudança abrem enorme espaço para negócios.
·       Subordinando as mudanças ao roubo, perde-se a perspectiva de qualquer projeto estruturante ou legitimador.
Portanto, cortem essa história de que a disputa é entre dois projetos de país: um suposto projeto petista e um suposto projeto liberal da Ponte para o Futuro. É entre a modernidade e o banditismo, que é inerente ao modelo de implementação das medidas previstas na tal Ponte.
Pretender mudanças no ambiente político atual significa abrir o cofre do banco e dispensar  a segurança. É o que está sendo feito, aliás.
Peça 3 - os templários do liberalismo
O segundo fator é a visão extremamente tecnocrática e amadora dos templários do liberalismo.
Há uma estratégia para a guerra e outra para a vitória. A guerra permite toda sorte de radicalização do pensamento, a criação de utopias, o pretíssimo no branquíssimo, a exploração da figura do inimigo, como acontece com todos os arautos das guerrilhas ideológicas.
Já o exercício do poder exige discernimento e avaliação correta sobre os limites da realidade, conhecimento das engrenagens políticas, sociais  e econômicas de um país complexo, o ritmo de implementação etc.
Por aqui, os liberais lançaram diversos esquadrões armados de slogans e, no poder, não colocaram um maestro com conhecimento da posologia, do ritmo de implementação de mudanças, dos limites, das restrições impostas pela realidade. São os slogans se tornando políticas de Estado.
Desde o Cruzado o país é vítima desses cabeções, que julgam que quanto mais radical, mais virtuosa a política. Só ganham sabedoria depois que são expulsos do poder pelos excessos cometidos.
Em toda essa balbúrdia, nenhum aceno social, nenhuma palavra em direção aos direitos de minorias, nenhuma tentativa de legitimação.
Toda a estratégia é de curtíssimo prazo, de olho exclusivo no mercado e de acordo com a visão dos GPS, 3Gs e o escambau do mercado. Consiste em adquirir um ativo, rentabilizá-lo no curto prazo e passá-lo adiante, ganhando na sua valorização imediata.
Está aí o desastre da Estácio de Sá para comprovar os efeitos do padrão GP de rentabilidade máxima.
Hoje, o ativo é o Brasil.
Peça 4 – a economia em 2018
2018 entrará com o seguinte ritmo:
1. PEC do Teto: não passará do primeiro ano
A menos que se aceite como inócuo o desmantelamento de todos os serviços públicos, a PEC do Teto é inviável. Quando as multidões, abraçadas com prefeitos e governadores, entidades sindicais, associações saírem às ruas exigindo remédios, saúde, educação, segurança, o que o Planalto irá fazer? Colocar na frente do lago o Marcos Lisboa e o Monsueto de Almeida com uma calculadora, para explicar a lógica do plano?  Terá as mesmas explicações que o inacreditável Paulo Hartung no Espírito Santo.
2. Os efeitos da lei trabalhista ficarão claros
Uma legislação que precisaria, de fato, ser modernizada, é empurrada goela abaixo, sem garantia de continuidade. O efeito imediato é esse massacre, do qual o caso Estácio de Sá se tornou o exemplo mior.
3. Vôo de galinha da economia
Não adianta os comentaristas da Globo celebrarem 0,1% de crescimento como se fosse recuperação. É a mesma coisa que comemorar o fato de ter parado de cair a popularidade de Temer, quando chega próxima de zero. Trata-se apenas de um processo cíclico, que sucede às grandes quedas. A economia continuará amarrada aos enormes passivos do período de crise, a uma política fiscal e monetária pró-cíclica (isto é, que acentua o ciclo de recessão) sem nenhuma alavanca capaz de relançá-la.
4. A humilhação do país nas mãos de uma quadrilha
A cada dia que passa, mais vai caindo a ficha geral de que o país está nas mãos de uma quadrilha. E, agora, uma quadrilha avalizada pelo único candidato do continuísmo com alguma possibilidade, Geraldo Alckmin.
Peça 5 - as eleições de 2018
O golpe foi uma aliança dos seguintes setores:
PSDB-mídia + Judiciário + Ministério Público + evangélicos + quadrilha de Temer-Cunha
O amálgama que junta juízes, procuradores e deputados é o moralismo pré-histórico da ultra-direita, seu discurso contra direitos das minorias, contra o casamento homoafetivo e todos os avanços das modernas democracias.
Não é por outro motivo que, na CPI da JBS, celebrou-se o acordo dos governistas, poupando a Lava Jato das denúncias de Tacla Duran.  Foi a constatação óbvia de que a Lava Jato é essencial para a manutenção do continuísmo.
A noite do terror não terá vida longa por várias razões:
A implosão do núcleo do golpe
A construção institucional de um país depende da Constituição e de de um conjunto de leis, de práticas. A institucionalidade impõe limites, não apenas legais, mas de conduta a todos os poderes.
Quando se atravessa o Rubicão, como no caso do impeachment, todo esse edifício rui. Se se pode derrubar uma presidente ao arrepio da Constituição, tudo o mais será permitido. Que o diga o excelso Ministro Luís Roberto Barroso, principal padrinho do estado de exceção e da flexibilidade da Constituição.
E aí vira a suruba portuguesa, com procuradores desmoralizando Ministros do STF pelo Twitter, Ministros do STF sendo desmoralizados sem necessidade de ajuda externa, negociatas à luz do dia, na forma de venda de estatais, venda de projetos de lei, venda de proteção, Judiciário colocando adversários em cana (como no caso do ex-governador Garotinho), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) punindo juízes legalistas. E cada um tentando puxar a brasa para a sua sardinha e vivendo intensamente como se não houvesse amanhã, não houvesse feios a essa orgia de poderes individuais.
Quando o golpe é conduzido por um poder central - um ditador ou uma corporação, como foi o caso de 64 -, ele se impõe sobre a balbúrdia geral. Quando o golpe é a balbúrdia, se esgota em suas próprias contradições.
O núcleo do impeachment virou de tal modo uma casa da mãe Joana que o presidente quer continuar, o Ministro da Fazenda quer o lugar do presidente, o maior aliado, PSDB, quer lançar candidato, mas não sabe se fica ou se sai, os jornais multiplicam-se em seminários de pouca relevância e alto patrocínio de estatais e, ao mesmo tempo, fingem que criticam o governo, para não se desmoralizar de vez perante os leitores.
Esse é um quadro sintético do que está acontecendo com os vitoriosos do golpe. Completa-se o quadro com a incapacidade de gerar sequer um candidato competitivo para 2018.
A impossibilidade do Estado de Exceção
Se não podem manter o poder pelo voto, manteriam pelo estado de exceção.
No curto prazo, a Lava Jato e o TRF4 dão conta. No médio, não.
A Constituinte de 1988 mostrou o avanço das organizações civis, invisibilizados pela mídia. De repente, como que do nada, surgiram grupos organizados indígenas, negros, de camponeses, de direitos humanos, de quilombolas etc.
Hoje em dia, com o advento das redes sociais, e com o próprio desenvolvimento nacional com as grandes conferências, os grupos de interesse multiplicaram-se. Há organizações de defesa dos deficientes, da Amazônia, dos LBTGs, das mulheres, da educação, da saúde, da assistência social, da ética nas empresas. Cada estado tem seu coletivo, suas organizações próprias, sem contar o sistema tradicional dos sindicatos e associações.
Hoje em dia, mesmo em setores empoderados pela direita - como Polícia Federal e Ministérios Públicos - existem os coletivos democráticos. Mais: todos os movimentos sociais apostam na democracia, esvaziando a tese do golpe preventivo.
Esses avanços, por sua vez, desenvolveram um mercado de opinião publicada – por tal, entenda-se o público classe média midiática -, menos estridente que os MBLs da vida, mas que gradativamente vai se tomando de enjoo com o discurso da indignação vazia e com os preconceitos da ultradireita.
Como já previsto em outros artigos, cada vez mais o primeiro time da imprensa brasileira tenta vestir o figurino do conservador inglês, conservador na economia, liberal nos costumes e discreto no linguajar.
É um movimento lento, que tende inicialmente a poupar o principal aríete da ultra-direita – os abusos da PF e do MPF no padrão Lava Jato -, mas que é irreversível no sentido de combater os excessos radicais.
Tudo isso demonstra uma musculatura e uma vitalidade que torna impossível qualquer veleidade de ditadura de médio ou longo prazo.
A inviabilidade Eleitoral da Ponte
Por outro lado, a Ponte para o Futuro não resiste a um teste de urna. É inviável eleitoralmente.
Não foi o petismo que deu a vitória a Dilma Rousseff em 2014, mas divisão do país entre o anacrônico e o moderno. A cada dia que passa, mais a face do golpe se confunde com as práticas mais anacrônicas.
Ontem, foi a vez do Congresso trazer de volta os manicômios. E há razões para isso. Em outros tempos, os manicômios eram fonte de enriquecimento de diversos coronéis políticos, como o ex-deputado Inocêncio de Oliveira. Sempre foram uma fonte inesgotável para sugar recursos do INSS.
Peça 6 – o fruto da árvore proibida
Com o início da era FHC, o PSDB abriu mão definitivamente das teses modernizantes. Tornou-se um partido rancoroso, sem identificação maior com os avanços sociais e morais. E negociando cada vez mais com lobbies externos, das incursões pioneiras de Pedro Malan no Banco Mundial, e de José Serra com a Nordisk, no episódio rumoroso de licitação de insulina, quando era Ministro da Saúde aos jogos atuais com a lei do petróleo.
Com todos seus defeitos, com todos os erros cometidos, com a falta de visão de Nação, com os erros econômicos da era Dilma, com a leniência da era Lula com mercado e mídia, o PT continua sendo o desaguadouro dos movimentos modernizadores apartidários.
Se num passe da mágica, a Lava Jato, com Temer, PSDB, Gilmar, mídia e a rapa conseguissem eliminar o partido, ainda assim toda essa frente social se manteria unida em torno do partido ou candidato que exprimisse esses valores.
Tudo isso porque deixaram o país provar o fruto da árvore proibida.
Durante algum tempo, o Brasil aprendeu que é possível erradicar a pobreza com políticas bem concebidas, que a redução da pobreza aumenta o mercado interno, produzindo um circulo virtuoso. Aprendeu que possível desenvolver uma indústria da saúde, avançar na educação, participar dos jogos diplomáticos internacionais, criar uma indústria de defesa, remontar a indústria naval.
Podem destruir enquanto tem tempo.
Mas no fundo da memória nacional já foi plantada a palavra de ordem: nós podemos!
https://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-da-grande-bacanal-pos-impeachment-por-luis-nassif

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Michel Temer Guaixará tosó tatape!

por Fábio de Oliveira Ribeiro
Aqui mesmo no GGN afirmei que Michel Temer é um duplo de Calígula. O escândalo da Shell me obrigou a desdizer minha teoria.
Michel Temer ganhou a confiança do PT afirmando que estava comprometido com o programa de governo petista, traiu o governo e adotou as propostas neoliberais rejeitadas nas urnas. Quando era vice-presidente ele nunca se empenhou o suficiente para apoiar as ações governamentais de Dilma Rousseff. Após derrubar a presidenta eleita pelos brasileiros, Temer tentou se apropriar de obras que foram realizadas por ela.
O usurpador tem medo do povo e já foi fotografado demonstrando pavor da população. Mesmo sem ter necessidade financeira, ele extinguiu as farmácias populares e mandou interromper o programa de construção de cisternas (dois programas de grande alcance humanitário). Temer recebeu um cheque de propina em seu próprio nome e nomeou Ministros envolvidos em corrupção. Logo que assumiu a presidência, ele estancou a sangria destruindo a Controladoria Geral da União (órgão público que monitorava a execução de obras públicas e fornecia ao MPF provas de indícios de corrupção).
A ausência de caráter de Michel Temer está estampada nas suas ações. Ele é traidor, preguiçoso, pusilânime, covarde, malvado, desonesto e antiético. Atingido na Inglaterra pelo escândalo da Shell, Michel Temer faz de conta que nada ocorreu. Em nenhum momento o usurpador sinalizou que vai renunciar. A mim parece evidente que falta ao usurpador honra suficiente para se suicidar. 
Temer não pode ser comparado a Calígula. Apesar de insano, Calígula foi o primeiro Imperador romano suficientemente ousado para apresentar-se diante do povo como um deus. Em razão de sua falta de caráter, Michel Temer se prece mais com um típico Macunaíma (uma mistura bem brasileira do Orc europeu com o pérfido Guaixará tupi).
Nesse sentido, não bastará o povo brasileiro derrubar Michel Temer e seu regime infame. Após a queda do usurpador o Brasil terá que exorcizá-lo à moda do Auto de São Lourenço, obra prima de José de Anchieta. Temer tem que sair da vida pública e da nossa história, mas depois que morrer ele não deve nem mesmo ganhar uma sepultura no território brasileiro. 
https://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/michel-temer-guaixara-toso-tatape-por-fabio-de-oliveira-ribeiro

sábado, 28 de outubro de 2017

HITLER PODE TER SE ESCONDIDO NA COLÔMBIA APÓS A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Uma fotografia de 1954 poderia dar credibilidade às teorias de que o líder nazista Adolf Hitler simulou o seu suicídio e fugiu para a América Latina, onde ele teria escondido sua identidade real sob o nome de Adolf Schrittelmayor; no meio da grande desclassificação dos documentos da CIA e do FBI relacionados ao assassinato do ex-presidente John F. Kennedy, o interesse em outras figuras históricas, figuras de documentos previamente desclassificados pelas agências de inteligência dos EUA, foi alimentado; assim, a atenção de vários meios de comunicação se concentrou em um arquivo da CIA que parece confirmar as teorias que Adolf Hitler fugiu para a América Latina após a Segunda Guerra Mundial.
Uma fotografia de 1954 poderia dar credibilidade às teorias de que o líder nazista Adolf Hitler simulou o seu suicídio e fugiu para a América Latina, onde ele teria escondido sua identidade real sob o nome de Adolf Schrittelmayor; no meio da grande desclassificação dos documentos da CIA e do FBI relacionados ao assassinato do ex-presidente John F. Kennedy, o interesse em outras figuras históricas, figuras de documentos previamente desclassificados pelas agências de inteligência dos EUA, foi alimentado; assim, a atenção de vários meios de comunicação se concentrou em um arquivo da CIA que parece confirmar as teorias que Adolf Hitler fugiu para a América Latina após a Segunda Guerra Mundial

https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/324740/Hitler-pode-ter-se-escondido-na-Col%C3%B4mbia-ap%C3%B3s-a-Segunda-Guerra-Mundial.htm

sábado, 7 de outubro de 2017

Em meio ao deserto, eis que surge Haddad e a esperança de que o Brasil tem jeito

Em meio ao deserto, eis que surge Haddad e a esperança de que o Brasil tem jeito

por Walter Santos, publisher da Revista NORDESTE e do Portal WSCOM
Quem esteve em João Pessoa durante a semana finda em uma série de Palestras com setores intelectuais da cidade discutindo a ocupação ordenada da Urbe, formas de uso da Política na direção do bem coletivo e os efeitos do desmonte das Políticas Culturais é o pós Doutor Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, demonstrando estar preparado para, se for preciso, mostrar que o Brasil tem jeito de se resolver. Fez o que andara fazendo dias atrás em Recife, ou seja, ampliando seu network.
Haddad se impõe na cena por ele próprio, embora seu futuro passe por diversos outros fatores, entre os quais a conjuntura jurídico - política em torno de Lula, que se não for apeado como o Juiz Sérgio Moro sinaliza, é o ex-prefeito paulista quem reúne as condições básicas de uma cara nova, estilo diferenciado e domínio tático do uso proativo da política na direção, repito, do bem coletivo.
Sem tirar nem por, ele expõe com clareza princípios e formas de ação à base conceitual do filósofo alemão Max Weber, segundo o qual, a solução está na Política - diria mais com P maiúsculo.
Além do conceito, a práticaNo Teatro de Arena, em João Pessoa, Haddad se expôs por inteiro com domínio sereno e seguro sobre o fazer político a partir de atitudes próprias, diferenciadas e apropriadas ao novo tempo, como ele exerce ao, por exemplo, optar por não ter veículo particular e fazer uso diário das opções públicas, como Uber, ônibus, metrôs, etc.
É que em torno dele e de sua vida está o conceito de Ser social com base em nova postura contemporânea na qual é possível adotar Políticas de solução para o Bem coletivo à base de decisões difíceis, mas sensatas, de não apego ao Poder sabendo fazer uso dele em benefício da coletividade e não do interesse particular ou de fazer da Política um balcão de negócios.
Como ele encarou a derrota
O ex-prefeito tem noção exata do tsunami que o afetou em cheio em 2016 na avalanche de preconceitos contra o PT, diante da onda de ódio às políticas de inclusão sob argumento da falsa moral contra a corrupção, mas nem por isso deixa de entender o revezamento político como elemento importante para a Democracia.
Para ele, em algum tempo seria fundamental o PT entender que algum tempo haveria de deixar o Poder, pois faz parte do processo político, daí sua crítica dura a Temer e Aécio que não souberam esperar e alcançar o Poder por meios lícitos preferindo construir o Golpe.
Haddad sabia tanto dos efeitos e da iminente derrota que, mesmo assim, não parou de experimentar com Políticas ousadas em São Paulo, sobretudo na mobilidade urbana com resultados fantásticos, mas duramente atacados à época pela elite e taxistas paulistas.
Formas de mudar para melhor
Pela primeira vez, depois de décadas, Haddad ousou encarar e modificar o Plano Diretor de São Paulo servindo-se de novos conceitos sobre a Urbe, seus principais interessados - a população, e as Políticas Públicas direcionadas ao futuro da cidade à base de mudanças sólidas priorizando o Coletivo no uso dos bens e das próprias políticas.
Exemplo clássico: na Mobilidade Urbana, grave problema das urbes e em especial de São Paulo, Haddad simples fez uso do que está no Código nacional, no qual se prioriza primeiro o Pedestre, o Ciclista, o Transporte Público para, em último plano, estar o Veículo de uso particular.
Isto chama-se novo ordenamento e conceito cultural de Políticas Públicas com base em decisão Política difícil, mas corajosa e indispensável para o bem coletivo de São Paulo, e não só dos ricos dos Jardins.
Haddad assanhou a elite e os taxistas ao adotar limite de velocidade, faixas exclusivas e acatar o Uber como alternativa de transporte, pagou o preço da ousadia, mas os dados estatísticos provam com a redução dos acidentes e melhor agilidade do trânsito que ele estava certo.
Progressista além do PT
Embora seja Político com desapego ao Poder pelo Poder, Fernando Haddad se insere no contexto nacional como o melhor quadro além de Lula, sem dúvidas o mais preparados dos presidentes e líderes políticos.
Mas Haddad vai além do PT e seus avanços e vacilos porque sua postura amplia o leque e diálogo com os diversos segmentos sociais porque sua escala de valores não se fixa nem se pontua ao campo restrito do sindicalismo, mesmo importante, porque a sociedade é muito maior e ele tem base de convivência e negociação claras.
Trocando em miúdos, quando o Brasil conhecer Fernando Haddad do Oiapoque ao Chuí então a partir desse instante certamente seu nome será lembrado e ungido como pronto e preparado para presidir o Pais por mérito e domínio da Política na direção do bem Coletivo.
https://www.brasil247.com/pt/colunistas/geral/321262/Em-meio-ao-deserto-eis-que-surge-Haddad-e-a-esperan%C3%A7a-de-que-o-Brasil-tem-jeito.htm

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

PF que deu 60 dias para prisão de Lula deve ser investigado, diz defesa

Jornal GGN - O delegado Igor Romário de Paula comenteu infração disciplinar e praticou abuso de autoridade e coerção moral contra Lula ao dizer à imprensa que o ex-presidente pode ser preso em "30 ou 60 dias", a depender da conclusão de dois inquéritos pela Polícia Federal - sobre o sítio de Atibaia e a empresa de palestras LILS.
Em nota à imprensa, Cristiano Zanin Martins, um dos advogados que forma a banca de defesa de Lula, explicou que o degelado ainda adotou uma conduta incompatível com o Código de Ética da Polícia Federal ao se referir a Lula de maneira indevida - como se já fosse culpado antes mesmo da conclusão do inquérito - e deveria ser investigado por comentar na mídia o conteúdo de uma apuração em andamento.
"A divulgação pela imprensa de fatos ocorridos na repartição configura transgressão disciplinar segundo a lei que disciplina o regime jurídico dos policiais da União (Lei no. 4.878/65, art. 43, II). Além disso,  a forma como o Delegado Federal Igor Romário de Paula se dirige ao ex-Presidente Lula é incompatível com o Código de Ética aprovado pela Polícia Federal (Resolução no. 004-SCP/DPF, de 26/03/2015, art. 6o, II) e com a proteção à honra, à imagem e à reputação dos cidadãos em geral assegurada pela Constituição Federal e pela legislação infraconstitucional e, por isso, será objeto das providências jurídicas adequadas", diz Zanin.
"Agentes públicos que se valem do cargo para promover atos lesivos à honra de Lula ou de qualquer cidadão cometem abuso de autoridade, na forma do artigo 4o., alínea h, da Lei no. 4.898/65. Por isso, o conteúdo da entrevista concedida pelo Delegado Federal Igor Romário de Paula deve ser investigada e punida, se constatada ocorrência do ilícito, independentemente de timing. Ninguém está acima da lei, quanto mais as autoridades encarregadas de garantir o seu cumprimento", comentou.
Abaixo, a nota completa:
Sobre a entrevista concedida pelo Delegado Igor Romário de Paula ao portal UOL (27/01/2017), fazemos os seguintes registros, como advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva:
1- A divulgação pela imprensa de fatos ocorridos na repartição configura transgressão disciplinar segundo a lei que disciplina o regime jurídico dos policiais da União (Lei no. 4.878/65, art. 43, II). Além disso,  a forma como o Delegado Federal Igor Romário de Paula se dirige ao ex-Presidente Lula é incompatível com o Código de Ética aprovado pela Polícia Federal (Resolução no. 004-SCP/DPF, de 26/03/2015, art. 6o, II) e com a proteção à honra, à imagem e à reputação dos cidadãos em geral assegurada pela Constituição Federal e pela legislação infraconstitucional e, por isso, será objeto das providências jurídicas adequadas;
2- Ao renovar uma abordagem sobre hipotética privação da liberdade do ex-Presidente sob o enfoque de “timing” ou sentido de oportunidade, o Delegado Federal Igor Rodrigo de Paula deixa escancarada a natureza  eminentemente política da operação no que diz respeito a Lula. Há pré-julgamento, parcialidade, vazamentos e comportamentos que violam a ética e a conduta profissional por parte de diversas autoridades envolvidas nas investigações e processos referentes ao ex-presidente. É o “lawfare”, como uso da lei e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política, exposto reiteradamente pela defesa de Lula, que fica cada vez mais claro a cada pronunciamento de agentes públicos que participam da Operação Lava Jato;
3- Agentes públicos que se valem do cargo para promover atos lesivos à honra de Lula ou de qualquer cidadão cometem abuso de autoridade, na forma do artigo 4o., alínea "h", da Lei no. 4.898/65. Por isso, o conteúdo da entrevista concedida pelo Delegado Federal Igor Romário de Paula deve ser investigada e punida, se constatada ocorrência do ilícito, independentemente de "timing". Ninguém está acima da lei, quanto mais as autoridades encarregadas de garantir o seu cumprimento;
4-  A declaração do delegado Igor de Paula caracteriza coerção moral ao ex-Presidente e ataque à sua imagem pública. É inadmissível que um agente do estado se pronuncie sobre investigação ainda em curso, sob sua responsabilidade, com o claro objetivo de constranger um cidadão, em desrespeito ao direito de defesa e ao devido processo legal.
O fato presente é mais uma evidência de que alguns integrantes e mesmo coordenadores da Operação Lava Jato desviaram-se do objetivo da investigação, para atuar na perseguição ao ex-presidente, mesmo sem existir evidências de delitos ou provas de qualquer tipo contra Lula.
Cristiano Zanin Martins
http://jornalggn.com.br/noticia/pf-que-deu-60-dias-para-prisao-de-lula-deve-ser-investigado-diz-defesa