Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Continua a péssima gestão no sistema de transporte do Estado


Publicado em 23-Mai-2013
Enquanto o governador paulista Geraldo Alckmin dá seu show de aparelhamento da máquina pública e fisiologismo, e como se dispusesse de um botim distribui cargos em troca de apoio à sua releição ano que vem, continua a péssima gestão no sistema de transporte do Estado.

O metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e seus trens continuam parando por falta de manutenção e investimentos em melhorias e ampliação das redes que atendem o subúrbio da capital e da Grande São Paulo.

Aí somam-se falta de manutenção e investimentos e incompetência e incúria de seus dirigentes, nomeados pela cúpula do tucanato em troca de apoio político. Para eles, o que interessa, agora, é a reeleição do ano que vem.

E assim tivemos a pane da semana no metrô - as vezes são várias por semana. Ontem, no começo da tarde, uma falha em um equipamento de via nos trilhos entre as Estações Conceição e Jabaquara, da Linha 1-Azul do Metrô, Zona Sul paulistana, reduziu a velocidade de circulação dos trens em toda a linha, ligação das zonas Norte e Sul da capital.

Os trens ficaram mais tempo parados nas estações e o intervalo entre as composições foi maior. O metrô informou que a pane começou às 12h20 e só foi solucionada quase uma hora depois, às 13h09. A Companhia do Metropolitano não detalhou a natureza exata da nova falha, mas explicou que enquanto durou, os trens circularam entre as duas estações por uma única via. Daí o motivo da lentidão. A São Paulo Transportes (SPTrans), empresa da Prefeitura paulistana, precisou enviar 10 dez ônibus para auxiliar os passageiros nesse trecho da linha.

(Foto: GabrieldaSobreira/Wikipedia)


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Stephen Hawking: “não sobreviveremos mais mil anos neste frágil planeta”



Não é de hoje que o físico inglês Stephen Hawking vem fazendo alertas de que a humanidade anda abusando do planeta, mas não no sentido de que vamos destruir a natureza, e sim de que vamos acabar nos explodindo de verde-e-amarelo sozinhos. Afinal o planeta é um sistema auto-regenerativo que já passou por coisa muito pior. Em última análise, o planeta está bem, mas nós estamos ferrados.
Em 2010 Hawking disse em entrevista que não conseguiremos evitar desastres pelos próximos 100 ou 1.000 anos, e que “a humanidade não deve colocar seus ovos em apenas uma cesta ou planeta”. O único porém é achar uma nova casa.
Agora, em declaração recente, Stephen Hawking foi categórico: se não deixarmos a Terra em busca de novos planetas, vamos sumir em mil anos.
Durante visita ao Hospital Cedars-Sinai de Los Angeles para pacientes que, como ele, sofrem de esclerose lateral amiotrófica (ELA), Hawking disse:
Precisamos continuar a explorar o universo pelo bem da humanidade. Se entendermos como o universo opera, podemos controlá-lo de alguma forma. (…) Nós não sobreviveremos outros mil anos sem escapar deste frágil planeta.
Não que não hajam esforços para encontrar outros planetas habitáveis: dentre os vários exoplanetas consideravelmente habitáveis, há um em especial que pode ser um gêmeo da Terra: Kepler-22b. Ele orbita uma estrela semelhante ao Sol dentro da chamada zona habitável. Há especulações de, no caso de ele ter um Efeito Estufa semelhante ao da Terra (que Sagan não permita que seja igual ao de Vênus), sua temperatura média ficaria na casa do 15º C. Claro, o único porém é a distância: “apenas” 620 anos-luz da Terra.
Há também os planetas-gêmeos Tau Ceti e e Tau Ceti-f a apenas 12 anos-luz, mas a existência deles não foi confirmada.
Querendo ou não, ainda vamos ficar um bom tempo por aqui. Mas se as previsões de Hawking estiverem corretas, agora temos um deadline. E ele não é alguém que a comunidade científica costuma ignorar, dado seu histórico.
Stephen Hawking é, sob todos os aspectos, um assombro. Uma mente genial presa num corpo decrépito, seus feitos na área da Física Quântica se tornam ainda mais sensacionais se lembrarmos que o médico que o diagnosticou com ELA lhe deu só dois anos de vida. Isso foi em 1963; Hawking hoje tem 71.
A comunidade médica simplesmente não sabe como ele permanece vivo até hoje; pessoas diagnosticadas com ELA geralmente não vivem mais do que 10 ou 12 anos, e 50 definitivamente é incomum.
Confinado em uma cadeira de rodas desde a juventude, Hawking hoje se comunica através de um sistema complexo: um pequeno sensor infravermelho instalado em seus óculos prescruta seu rosto, enquanto ele olha para um cursor na tela percorrendo vários caracteres. Ao detectar um movimento de sua bochecha, ele marca a letra. Tal método só permite que ele construa uma palavra por minuto, e uma frase dita por aquela voz robótica cateterística leva portanto vários para ser concluída.
Porém mesmo essa comunicação está comprometida: seu músculo facial começou a se atrofiar, o que poderia calar para sempre um dos maiores cientistas do século 20, não fossem os esforços de empresas como a Intel.
Em 2011 Hawking entrou em contato com o co-fundador Gordon Moore, solicitando um sistema que permitisse uma comunicação mais rápida. Através de um novo sistema que capta movimentos não só da bochecha como também olhos e boca, a expectativa é de subir a composição de palavras para até 5 por minuto, e atingir um pico de 10 palavras por minuto.
O mais ambicioso projeto, entretanto, é chamado de iBrain: um dispositivo do tamanho de uma caixa de fósforos, desenvolvido originalmente para monitorar outros problemas neurológicos como apineia do sono, autismo e outros. Na última semana Hawking foi ligado ao aparelhinho, e enquanto imaginava amassar uma bola com a mão direita, os impulsos foram captados e através de um software específico, transformados em pontos numa escala.
A esperança é que no futuro o sistema possa traduzir os pensamentos de Hawking e outros que sofrem da mesma doença, e permitir que eles se comuniquem de forma fluída. Espero mesmo que as atuais pesquisas permitam que ele continue se comunicando, seria uma perda enorme se uma mente tão genial ficasse isolada do mundo.

domingo, 31 de março de 2013

DIVAGAÇÕES SOBRE OS JUMENTOS TRISTES


O que faz a motocicleta.

DIVAGAÇÕES SOBRE OS JUMENTOS TRISTES


Entre tantas cenas das cidades, chama atenção a tristeza dos jumentos, burros e cavalos nas beiras das estradas ou atravessando as avenidas, cabisbaixos, sorumbáticos, deprimidos, traduzindo a pior das sensações – o abandono.

Eles foram trocados por motocicletas e a zona rural agora só se movimenta a duas rodas.

Seria sadismo de minha parte dizer que os jumentos são masoquistas. Porém, a tristeza deles parece transmitir a saudade do dono e, lá no fundo, sentem falta do açoite e do capim.


Quando o homem dominou os animais e passou a usá-los como instrumento de trabalho, deu-se um salto fantástico na sociabilidade. Tão significativo quando o domínio do fogo.

Os cavalos de guerra e os jumentos tropeiros tiveram papel fundamental nas conquistas e no desenvolvimento econômico. A agricultura movida a tração animal fez evoluir a produtividade.

O transporte de cargas, nos lombos dos cavalos, burros e jumentos, ampliou o comércio, abriu rotas e dinamizou as trocas de mercadorias.

O que seria do ciclo do ouro, no Brasil, sem as marchas das mulas carregando tesouros pela Estrada Real, entre Minas Gerais e Parati (RJ), em verdadeiras operações de guerra?


Na “Apologia ao jumento”, Luiz Gonzaga canta assim:

“Arrastou lenha...
Madeira...pedra, cal, cimento , tijolo...telha
Fez açude, estrada de rodagem, carregou água pra casa do homem...fez a feira e serviu de montaria
O jumento é nosso irmão..”

Os animais de tração e carga foram também fundamentais na plantação da cana-de-açúcar e no fabrico da cachaça, “especiaria” trocada por escravos no tempo cruel do comércio de pessoas.


Nas guerras, antes dos motores e das bombas, os cavalos foram abrindo os caminhos que posteriormente desenhariam as estradas entre as cidades, mapeando os territórios conquistados.

Era a geopolítica traçada a patadas pelos quadrúpedes.

Bem antes disso, Jesus Cristo entrava triunfal em Jerusalém, montado em um jumento, durante a celebração da Páscoa.

No livro “A revolução dos bichos”, George Orwell lança mão da personagem Sansão, um cavalo forte, obediente, trabalhador, exemplo da representação do proletariado fiel, mas o primeiro a ser sacrificado quando os porcos assumiram o poder na fazenda outrora dominada pelo homem opressor.


Escrevendo com a faca enfiada no ventre do socialismo, Orwell ilustra no cavalo Sansão a crítica aos equívocos comunistas no Leste Europeu, onde as burocracias partidárias transformaram-se em castas elitizadas.

Mas é na Filosofia que o cavalo ganha os melhores requintes cognitivos. Contam os biógrafos, mas há quem tenha o episódio como lenda, que o filósofo alemão Friedrich Nietzsche saíra de um hotel em Turim, deparando com a cena que aprofundaria sua loucura.

Um cocheiro impaciente com o cavalo emperrado passara a chicotear impiedosamente o animal, chamando a atenção das pessoas ao redor da cena. Nietzsche interrompeu a sessão de espancamento e, aos prantos, abraçou-se ao pescoço do cavalo maltratado.

Após esse episódio o filósofo entrou em profunda clausura, silêncio e enlouquecimento, até falecer, em agosto de 1900.

Mudo e demente, o pensador do eterno retorno, da transmutação de todos os valores, dos ditirambos dionisíacos, da filosofia a marteladas, aquele que decretou a morte de Deus e instituiu o super-homem, o arauto do crepúsculo dos ídolos, o filósofo além do bem e do mal, o autor de “Anticristo”; enfim, o poderoso Nietzsche estava tomado por um dos sentimentos que ele mais repulsava – a compaixão.

Eis o homem!

Abraçado ao pescoço do cavalo, o filósofo chorava a dor do animal. Estaria ele humano demasiado humano?

Quando vejo os jumentos soltos nos acostamentos, com os olhos tristes, penso na dor do abandono. Tão cruel quanto o espancamento, a indiferença corta a carne e chicoteia a alma.


Depois de abraçar o cavalo, aos prantos, Nietzsche nunca mais voltou ao convívio social. Recolheu-se a si próprio, morrendo aos poucos na solidão dos seus pensamentos.

O olhar de Nietzsche enlouquecido, à imagem e semelhança do olhar dos jumentos tristes, traduz o abandono da razão, a desistência do humano, o desprezo do mundo e de si próprio, mergulhado no poço profundo e sem fim do niilismo.

Veja AQUI a montagem com as imagens de Nietzsche ao fim da vida.

http://blogdoedwilson.blogspot.com.br/2013/03/divagacoes-sobre-os-jumentos-tristes.html

quinta-feira, 28 de março de 2013

Terra oca


Seria a Terra oca?

Dos Mundos Paralelos
POR DOUGLAS JOSUE
A principios de 1970, la Administración del Servicio de Ciencia del Medio Ambiente (ESSA), perteneciente al Departamento de Comercio de los Estados Unidos, proporcionó a la prensa unas fotografías del Polo Norte tomadas por el satélite ESSA-7 el 23 de noviembre de 1968.
Una de las fotografías mostraba el Polo Norte cubierto por la acostumbrada capa de nubes; la otra, que mostraba la misma zona sin nubes, revelaba un inmenso agujero donde hubiera debido estar el Polo. El ESSA estaba lejos de sospechar que sus fotos rutinarias de reconocimiento atmosférico iban a contribuir a despertar una de las controversias más sensacionales y célebres de la historia de los OVNIS.
En el número de junio de 1970 de la revista Flying Saucers, el editor y ufólogo Ray Palmer reprodujo las fotos del satélite ESSA-7 junto con un artículo en el que manifestaba que el agujero de la foto era real.
Durante mucho tiempo, Ray Palmer y otros ufólogos habían creído que la Tierra es hueca, y que los OVNIS provienen y retornan a una civilización de seres superiores que está oculta en su interior inexplorado. En 1970, gracias al apoyo de una fotografía en que aparecía el enorme agujero del Polo Norte, Palmer pudo por fin asegurar que la super-raza subterránea existía y probablemente se podía llegar hasta ella a través de los agujeros de los polos Norte y Sur.
En los números siguientes de Flying Saucers apoyó su teoría resucitando otra antigua controversia sobre la “Tierra hueca”: la de las famosas expediciones del vicealmirante Richard E. Byrd a los polos Norte y Sur.
El primer testigo el vicealmirante Richard E. Byrd de la US Navy fue un distinguido aviador pionero y explorador polar que sobrevoló el Polo Norte el 9 de mayo de 1926 y dirigió numerosas expediciones a la Antártida, incluyendo un vuelo sobre el Polo Sur el 29 de noviembre de 1929. Entre 1946 y 1947, llevó a cabo la operación a gran escala llamada “High Jump” (Salto Alto), durante la cual descubrió y cartografió 1.390.000 km2 de territorio antártico.
Las famosas expediciones de Byrd entraron por vez primera en la controversia de la Tierra hueca cuando varios artículos y libros especialmente Worlds beyond the Poles (Mundos más allá de los Polos), de Amadeo Giannini pretendieron que Byrd había en realidad volado no por encima del Polo, sino hacia dentro de los grandes agujeros que llevan al interior de la Tierra. Ray Palmer, basándose principalmente en el libro de Giannini, introdujo esta teoría en el número de diciembre de 1959 de su revista y, a raíz de ello, mantuvo una voluminosa correspondencia al respecto.
Según Giannini y Palmer, el vicealmirante Byrd anunció en febrero de 1947, antes de un supuesto viaje de 2.750 km. a través del Polo Norte: “Me gustaría ver la tierra más allá del Polo. Esa área más allá del Polo es el centro del Gran Enigma.” Giannini y Palmer decían también que, durante su supuesto vuelo sobre el Polo Norte en 1947, el vicealmirante Byrd comunicó por radio que veía debajo de él, no nieve, sino áreas de tierra con montañas, bosques, vegetación, lagos y ríos y, entre la maleza, un extraño animal que parecía un mamut.
También, siempre según Giannini y Palmer, en enero de 1956, después de dirigir otra expedición a la Antártida, el vicealmirante Byrd había manifestado que su expedición había explorado 3.700 km. más allá del Polo Sur y, además, justo antes de su muerte, Byrd había dicho de la tierra más allá del Polo que era “un continente encantado en el cielo, tierra de misterio permanente”.
Esa tierra, según otras teorías, era la legendaria Ciudad del Arco Iris, cuna de una fabulosa civilización perdida.
Para Giannini y Palmer, los comentarios atribuidos al vicealmirante Byrd no hacían más que confirmar lo que ellos habían sospechado siempre: que la Tierra tiene una forma “extraña” en los Polos, algo parecido a un “donut”, con una depresión que, o bien se hunde muchos kilómetros en las entrañas de la Tierra, o forma un agujero gigante que pasa a través del eje de la Tierra, de un polo a otro.
Dado que, por razones geográficas, es imposible volar 2.750 km. Más allá del Polo Norte o 3.700 km. Más allá del Polo Sur sin ver agua, es lógico pensar que el vicealmirante Byrd debe haber volado hacia dentro de las enormes cavidades convexas de los polos, dentro del Gran Enigma del interior de la Tierra y que, si hubiera seguido adelante, habría llegado a la base secreta de los OVNIS que pertenecen a la super-raza oculta, quizás la legendaria Ciudad del Arco Iris que Byrd habría visto reflejada en el cielo.
La posibilidad de que la Tierra sea hueca, de que se pueda entrar en ella a través de los polos Norte y Sur, y de que civilizaciones secretas florezcan en su interior, ha espoleado las imaginaciones desde tiempo inmemorial. Así, el héroe babilonio Gilgamesh visitó a su antepasado Utnapishtim en las entrañas de la Tierra; en la mitología griega, Orfeo trata de rescatar a Eurídice del infierno subterráneo; se decía que los faraones de Egipto se comunicaban con el mundo inferior, al cual accedían a través de túneles secretos ocultos en las pirámides; y los budistas creían (y creen todavía) que millones de personas viven en Agharta, un paraíso subterráneo gobernado por el rey del mundo.
El mundo científico no fue inmune a esta teoría: Leonard Euler, un genio matemático del siglo XVIII dedujo que la Tierra era hueca, que contenía un sol central y que estaba habitada; y el doctor Edmund Halley, descubridor del cometa Halley y astrónomo real de Inglaterra en el siglo XVIII también creía que la Tierra era hueca y albergaba en su interior tres plantas. Ninguna de estas teorías estaba sustentada científicamente, pero alternaban con varias obras de ficción sobre el mismo tema, las más importantes de las cuales eran Las Aventuras de Arthur Gordon Pym, de Edgar Allan Poe (1833), en la cual el héroe y su compañero tienen un terrorífico encuentro con seres del interior de la Tierra; y el Viaje al centro de la Tierra de Julio Verne (1864), en la cual un profesor aventurero, su sobrino y un guía penetran en el interior de la Tierra a través de un volcán extinguido en Islandia, y encuentran nuevos cielos, mares y reptiles gigantescos y prehistóricos que pululan en los bosques.
La creencia en una Tierra hueca estaba tan extendida que incluso Edgar Rice Burroughs, el célebre autor de Tarzán, se sintió obligado a escribir Tarzán en las entrañas de la Tierra (1929), en el que el famoso hijo de la selva va a Pellucidar, un mundo que se encuentra en la superficie interior de la Tierra y que está alumbrado por un sol central. La sombra más allá del tiempo (1936) de H.P.
Lovecraft transportó el tema a la época actual describiendo una raza antigua y subterránea que dominó la Tierra hace 150 millones de años y que, desde entonces, en el refugio de la Tierra interior, ha inventado aviones y vehículos atómicos, y domina el viaje en el tiempo y la percepción extrasensorial.
Estas y otras obras de ficción mantuvieron vivo el interés por la posibilidad de que la Tierra fuera hueca y de que escondiera otras civilizaciones. Así, cuando se avistaron los primeros 0VNIS en Estados Unidos en 1947 y la “ufomanía” azotó el país primero y el mundo después, surgieron dos teorías para explicarlos. Los OVNIS debían ser o bien naves extraterrestres de alguna galaxia lejana, o pertenecían a seres avanzadísimos que habitaban en el interior de la Tierra.
Estas teorías llevaron a recuperar las leyendas de las civilizaciones “perdidas” de la Atlántida y de Thule, en la creencia de que esta última se hallaba en el Ártico (no se debe confundir con Dundas, antes Thule, el enclave esquimal en Groenlandia, que es hoy una base aérea de los Estados Unidos y centro de comunicaciones). No obstante, se creía también que otra posible fuente de procedencia de los 0VNIS se hablaba en la Antártida.
Esta teoría surgió a raíz de la publicación del convincente libro de John G. Fuller, El viaje interrumpido (1966), en el que el autor relata la historia de Betty y Barney Hill, un matrimonio americano que, durante un tratamiento psiquiátrico debido a un inexplicable periodo de amnesia, recordó bajo hipnósis que habían sido raptados por extraterrestres, examinados en el interior de un platillo volador e informados de que los extraterrestres tenían bases en toda la Tierra, algunas en el fondo del mar y al menos una en la Antártida.
De este modo, cuando Ray Palmer publicó su controvertida teoría en 1970, los ufólogos y creyentes en la Tierra hueca quedaron a la expectativa. ¿Se trataba de las pruebas concluyentes?
Pero los argumentos que Palmer aducía se revelaron extremadamente endebles. Todas las investigaciones llevadas a cabo desde entonces no han logrado confirmar ninguna de las afirmaciones atribuidas por Giannini y Palmer al vicealmirante Byrd; ni siquiera se ha confirmado su vuelo sobre el Polo Norte en febrero de 1947 (lo cierto es que Byrd sobrevoló el Polo Sur en esa fecha, en el transcurso de la operación High Jump).
Incluso suponiendo que Byrd hiciera dichos comentarios, es más lógico creer que “la tierra más allá del Polo” y el “Gran Enigma” son formas de aludir a las regiones aún inexploradas, más que a continentes escondidos en el interior de la Tierra, y que el “continente encantado en el cielo” era únicamente una descripción de un fenómeno corriente en las latitudes antárticas: una especie de espejismo que trae el reflejo de tierras lejanas.
ESCRITO POR: DOUGLAS JOSUE
TWITTER: @mparalelos 
FACEBOOK: MundosParalelos1

domingo, 24 de março de 2013

Paulo Nogueira: FHC está vivendo na Versalhes dos Bourbons


Por alfeu

Do Diário do Centro do Mundo

FHC está vivendo na Versalhes dos Bourbons

PAULO NOGUEIRA
24 DE MARÇO DE 2013
Uma entrevista à revista Época mostra uma mente desconectada inteiramente da realidade.
I rest my case, como o detetive particular Philip Marlowe disse num romance de Raymond Chandler.
Desisto.
Desisto da possibilidade de que FHC e o PSDB se reconectem com a realidade.
entrevista que FHC concedeu esta semana à revista Época revela um caso perdido.
Os entrevistadores poderiam ter exigido mais dele? Acho que sim. Mas a minha impressão, ao terminar a leitura, é que o entrevistado não tinha nada mais a dar.
Essencialmente, FHC vive num mundo que já não existe. É como se ele, 200 anos atrás, falasse de Versalhes e da corte dos Bourbons, e não da Marselhesa, de Napoleão e de Robespierre.
O modelo de FHC é, ainda, os Estados Unidos, isso quando os americanos vivem um declínio sem precedentes em todos os aspectos – econômico, financeiro, militar, corporativo e moral.
Pior: as loas aos Estados Unidos aparecem na mesma semana em que se completam dez anos da invasão do Iraque.
O mundo vai ficando, você percebe pela cobertura dos dez anos, com o mesmo sentimento de culpa parecido com o que emergiu pós-segunda guerra em relação aos judeus: como nós pudemos deixar isso acontecer?
Um país destruído, milhares de crianças mortas mortas por bombas ou por falta de medicamento, casos crescentes de má formação congênita em bebês como efeito colateral – e todo esse martírio com base em informações comprovadamente mentirosas segundo as quais o Iraque tinha armas de alto poder destrutivo.
Não tinha, e mesmo ali, no fragor da decisão de invadir, os serviços de inteligência dos Estados Unidos e da Inglaterra – as duas potências que comandaram o extermínio dos iraquianos – tinham já dados que colocavam sob imensa dúvida a existência de tais armas.
Ainda nestes dias, um veterano americano tornado inválido no Iraque também comoveu o mundo ao anunciar o suicídio: uma bala lhe tirou todos os movimentos.
E FHC evoca os Estados Unidos, o exaurido, sinistro modelo americano que levou destruição a virtualmente todas as partes até que não restasse outra vítima que não eles mesmos.
É só ver o que o modelo americano está fazendo, hoje, dentro dos próprios Estados Unidos: as neofavelas (acampamentos precários de gente que perdeu a casa), o desemprego, as constantes chacinas de desequilibrados armados porque a indústria das armas alimentada a paranoia de que sem revólveres ou rifles você está perdidamente desprotegido.
O mundo fala em desigualdade social, do novo papa ao novo presidente da China. O mundo entende que reduzi-la é fundamental para o futuro da humanidade.
E FHC fala com enlevo do país que disseminou as bases do 1% versus 99%, a pátria em que um candidato à presidência foi pilhado falando que não liga para metade da população – 47% — porque são pobres.
Fala ainda em “sentimento mudancista”, mas não em relação ao universo e sim a um ambiente interno que traria as sementes do triunfo de Aécio 10% Neves em 2014.
I rest my case.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/paulo-nogueira-fhc-esta-vivendo-na-versalhes-dos-bourbons

quinta-feira, 14 de março de 2013

CONSTRUÇÃO


Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado.