Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Entra hoje (08/02/2016) o ano do macaco, o ano novo chinês

Ano Novo China 2016 Macaco A 8 de fevereiro, a China entra no ano novo, o ano do macaco, quando os ocidentais cumprem já o segundo mês de 2016.
Nesta segunda-feira, os chineses entram no ano novo. Na China, há estas diferenças de entrada de ano, uma vez que as fases da Lua são consideradas pelo calendário chinês.
E por isso o ano novo, para os chineses, entra sempre em dias diferentes – ao mesmo tempo que diferentes animais regem o novo ano. Assim, em 2016 será o ano do macaco, um dos 12 animais do horóscopo.
Mas não é apenas a data que difere. A forma de comemoração naquele país asiático também não é igual à que se verifica no ocidente.
Enquanto em Portugal, por exemplo, se aguarda a meia-noite para abrir uma garrafa de champanhe e se desejar aos mais próximos os votos de um novo ano feliz, na China a celebração dura 15 dias.
Em Hong Kong, milhares de pessoas assistem a um desfile noturno, com danças e alegorias que recebem o novo ano. Noutras zonas do país, a efeméride, que tem grande simbolismo, é assinalada com fogo de artifício.
Os países do oriente seguem um calendário tradicional, distinto do ocidental. As disparidades entre estes calendários fazem com que a data de início de cada ano novo chinês se verifique sempre em dias diferentes, todos os anos.
Os chineses relacionam cada novo ano a um dos 12 animais que terão atendido ao chamamento do Buda, para uma reunião. Somente 12 ter-se-ão apresentado e Buda, em agradecimento, fez deles os signos da astrologia chinesa.
Os doze animais do Horóscopo chinês a que correspondem os anos chineses são, de acordo com a ordem que teriam se apresentado a Buda na lenda acima citada: rato, búfalo/boi, tigre, coelho, dragão, serpente, cavalo, carneiro/cabra, macaco, galo, cão e o porco.
Em 2016, será o ano do macaco. O ano do macaco regressará, depois, só em 2028.
http://ptjornal.com/entra-hoje-ano-do-macaco-ano-novo-chines-66866

domingo, 31 de março de 2013

DIVAGAÇÕES SOBRE OS JUMENTOS TRISTES


O que faz a motocicleta.

DIVAGAÇÕES SOBRE OS JUMENTOS TRISTES


Entre tantas cenas das cidades, chama atenção a tristeza dos jumentos, burros e cavalos nas beiras das estradas ou atravessando as avenidas, cabisbaixos, sorumbáticos, deprimidos, traduzindo a pior das sensações – o abandono.

Eles foram trocados por motocicletas e a zona rural agora só se movimenta a duas rodas.

Seria sadismo de minha parte dizer que os jumentos são masoquistas. Porém, a tristeza deles parece transmitir a saudade do dono e, lá no fundo, sentem falta do açoite e do capim.


Quando o homem dominou os animais e passou a usá-los como instrumento de trabalho, deu-se um salto fantástico na sociabilidade. Tão significativo quando o domínio do fogo.

Os cavalos de guerra e os jumentos tropeiros tiveram papel fundamental nas conquistas e no desenvolvimento econômico. A agricultura movida a tração animal fez evoluir a produtividade.

O transporte de cargas, nos lombos dos cavalos, burros e jumentos, ampliou o comércio, abriu rotas e dinamizou as trocas de mercadorias.

O que seria do ciclo do ouro, no Brasil, sem as marchas das mulas carregando tesouros pela Estrada Real, entre Minas Gerais e Parati (RJ), em verdadeiras operações de guerra?


Na “Apologia ao jumento”, Luiz Gonzaga canta assim:

“Arrastou lenha...
Madeira...pedra, cal, cimento , tijolo...telha
Fez açude, estrada de rodagem, carregou água pra casa do homem...fez a feira e serviu de montaria
O jumento é nosso irmão..”

Os animais de tração e carga foram também fundamentais na plantação da cana-de-açúcar e no fabrico da cachaça, “especiaria” trocada por escravos no tempo cruel do comércio de pessoas.


Nas guerras, antes dos motores e das bombas, os cavalos foram abrindo os caminhos que posteriormente desenhariam as estradas entre as cidades, mapeando os territórios conquistados.

Era a geopolítica traçada a patadas pelos quadrúpedes.

Bem antes disso, Jesus Cristo entrava triunfal em Jerusalém, montado em um jumento, durante a celebração da Páscoa.

No livro “A revolução dos bichos”, George Orwell lança mão da personagem Sansão, um cavalo forte, obediente, trabalhador, exemplo da representação do proletariado fiel, mas o primeiro a ser sacrificado quando os porcos assumiram o poder na fazenda outrora dominada pelo homem opressor.


Escrevendo com a faca enfiada no ventre do socialismo, Orwell ilustra no cavalo Sansão a crítica aos equívocos comunistas no Leste Europeu, onde as burocracias partidárias transformaram-se em castas elitizadas.

Mas é na Filosofia que o cavalo ganha os melhores requintes cognitivos. Contam os biógrafos, mas há quem tenha o episódio como lenda, que o filósofo alemão Friedrich Nietzsche saíra de um hotel em Turim, deparando com a cena que aprofundaria sua loucura.

Um cocheiro impaciente com o cavalo emperrado passara a chicotear impiedosamente o animal, chamando a atenção das pessoas ao redor da cena. Nietzsche interrompeu a sessão de espancamento e, aos prantos, abraçou-se ao pescoço do cavalo maltratado.

Após esse episódio o filósofo entrou em profunda clausura, silêncio e enlouquecimento, até falecer, em agosto de 1900.

Mudo e demente, o pensador do eterno retorno, da transmutação de todos os valores, dos ditirambos dionisíacos, da filosofia a marteladas, aquele que decretou a morte de Deus e instituiu o super-homem, o arauto do crepúsculo dos ídolos, o filósofo além do bem e do mal, o autor de “Anticristo”; enfim, o poderoso Nietzsche estava tomado por um dos sentimentos que ele mais repulsava – a compaixão.

Eis o homem!

Abraçado ao pescoço do cavalo, o filósofo chorava a dor do animal. Estaria ele humano demasiado humano?

Quando vejo os jumentos soltos nos acostamentos, com os olhos tristes, penso na dor do abandono. Tão cruel quanto o espancamento, a indiferença corta a carne e chicoteia a alma.


Depois de abraçar o cavalo, aos prantos, Nietzsche nunca mais voltou ao convívio social. Recolheu-se a si próprio, morrendo aos poucos na solidão dos seus pensamentos.

O olhar de Nietzsche enlouquecido, à imagem e semelhança do olhar dos jumentos tristes, traduz o abandono da razão, a desistência do humano, o desprezo do mundo e de si próprio, mergulhado no poço profundo e sem fim do niilismo.

Veja AQUI a montagem com as imagens de Nietzsche ao fim da vida.

http://blogdoedwilson.blogspot.com.br/2013/03/divagacoes-sobre-os-jumentos-tristes.html

quinta-feira, 17 de maio de 2012

CAIXA PATROCINA SEGUNDA EDIÇÃO DO FESTIVAL VOA VIOLA


Brasilia, 17 de Maio de 2012

Projeto demonstra a força do instrumento em diferentes segmentos da música brasileira
 
Começa nesta quarta-feira (23), em Porto Alegre (RS), a próxima etapa do Festival Voa Viola.  O evento, que está na sua segunda edição, é um projeto nacional que busca divulgar a força, variedade e o alcance da viola mostrando a diversidade do uso instrumento em apresentações que percorrem quatro capitais brasileiras, de maio a junho de 2012. Em Porto Alegre, o Voa Viola será realizado no Theatro São Pedro, às 21h. No dia 2 de junho, haverá apresentações em Manaus, no Teatro Amazonas, às 21h. No Rio de Janeiro, o espetáculo será apresentado dia 14, no Teatro Carlos Gomes, às 19h30. O Voa Viola é realizado com o patrocínio exclusivo da Caixa Econômica Federal.
 
Em 2010, a primeira edição do Festival Voa Viola levou, a quatro capitais brasileiras, violeiros selecionados e artistas convidados de todo o país. A seleção de trabalhos foi realizada por meio de edital público, com votação popular no portal do projeto. Puderam participar artistas de várias tendências musicais, desde que a viola fosse o instrumento de destaque em sua expressão artística. O resultado apresentou diferentes tipos de viola - caipira, de cocho, de fandango, de buriti e machete, assinalando várias tendências de uso do instrumento.
 
Portal:
O portal Voa Viola (www.voaviola.com.br) é o ambiente onde artistas e o público se encontram para falar e conhecer mais sobre o instrumento. O espaço é utilizado para discutir, trocar opiniões, ouvir música, conhecer novos violeiros e eleger os melhores trabalhos dentre aqueles inscritos para o festival. É no Portal, por meio da participação de todos nos chats, fóruns e durante as votações, que o festival Voa Viola começa a acontecer.
 
Serviço:
2ª Edição do Voa Viola
Programação:
Porto Alegre - 23 de maio de 2012 - Theatro São Pedro, 21h
(J. Prado e Marcos Henrique; Chão de Areia; Bilora; Rogério Gulin; Cida Moreira e Passoca)
Manaus - 02 de junho de 2012 - Teatro Amazonas, 21h
(Viola Arranjada; Felipe e Fernando; Edmilson Ferreira e Antonio Lisboa; Juliana Andrade; Chico César)
Rio de Janeiro - 14 de junho de 2012 / Teatro Carlos Gomes, 19h30
(Orquestra Paulistana de Viola Caipira; Marcelo Loureiro; Joilson e Juliano; Miltinho Edilberto; Egberto Gismonti)
 
Informações: Paula Corrêa (Assessoria) – (11) 8339-4867/ 2892 4867
 
Produção: Juliana Saenger – (61) 3036-6686/ 9214-3051
 
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal
Programação completa da CAIXA Cultural www.caixa.gov.br/caixacultural