Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O Brasil é devedor de Lula e chegou a hora de pagar

Chupado daqui: http://www.blogdacidadania.com.br/2016/01/o-brasil-e-devedor-de-lula-e-chegou-a-hora-de-pagar/
lula

Até os animais conhecem a gratidão. Cuide de um cãozinho ferido e ele o seguirá aonde quer que vá, e será fiel a você enquanto viver. A ingratidão, pois, é uma característica humana, assim como tantas outras deficiências morais da nossa espécie, ainda que, paradoxalmente, seja uma espécie capaz de produzir portentos de grandeza moral e intelectual.
Todos conhecem a premissa popular sobre a evasão dos “amigos” quando você está “por baixo” e o assédio de velhos e novos “amigos” quando você está “por cima”. Tratemos dela, pois.
Não sei se essa premissa sobre a falsidade humana se aplica a Lula, pois ainda é um dos políticos mais respeitados e populares do Brasil e do mundo, em que pese a campanha de aniquilação que vem sofrendo. Mas não se pode desconsiderar o fato de que vem sendo alvo de muita ingratidão.
E colocar ingratidão e Lula na mesma frase é revoltante porque esse homem devotou a vida a melhorar a situação dos brasileiros mais humildes. Para tanto, resistiu a ceder aos que o acolheriam de braços abertos se voltasse as costas ao povo e caísse nos braços da elite que o detesta de uma forma quase religiosa.
Não se espera que os ricos – que nada perderam sob a era Lula – reconheçam que ele, ao governar, melhorou a vida dos oprimidos sem tirar nada dos opressores – o que, talvez, tenha sido um erro. Mas não se pode aceitar que aqueles que tanto se beneficiaram da revolução social promovida pelo ex-presidente agora finjam que não é com eles.
Nesse aspecto, a guerra de aniquilação que a direita move contra Lula, na verdade é uma guerra contra todos os brasileiros que não estão incluídos na minúscula elite étnico-regional-financeira que, ao longo de 500 anos, manteve a grande maioria deste povo pobre ou remediado, ainda que alguns desses remediados acreditem que fazem parte da minoria abastada.
Acusar Lula de compactuar com malversação de dinheiro público é uma ignomínia porque foi justamente ele quem dotou o país de instrumentos para combater a corrupção de Estado. Foi justamente ele quem deu instrumentos à Procuradoria-Geral da República para incomodá-lo e à sua sucessora, quando todos os seus antecessores emascularam aquela instituição o quanto puderam.
A liberdade e os recursos que Lula deu à Polícia Federal lhe permitiram deixar de ser uma força cosmética para se tornar protagonista de enormes e caríssimas operações que chegaram próximas ao presidente e ao seu partido porque jamais a corporação foi tolhida, tendo recebido liberdade para investigar e até prender quem quer que fosse.
Ora, um presidente que quer instaurar um grandioso esquema de corrupção não iria, jamais, fazer o que fez Lula pelo fortalecimento dos órgãos de controle; antes, faria o que fizeram Fernando Henrique Cardoso, Sarney, Collor, os generais-presidentes e todos os governantes do Brasil que os antecederam. Ou seja: manietar esses órgãos.
Chegou, portanto, o momento de este país pagar sua dívida para com um homem que tanto melhorou a vida de todos – inclusive daqueles que o atacam. Chegou o momento de os setores pensantes da sociedade entenderem que não querem destruir o homem-Lula, mas o símbolo-Lula.
A pretensa destruição de Lula busca intimidar qualquer um que decida contrariar uma elite que só se manterá elite com a permanência da pobreza, da miséria e da ignorância. A pretensa destruição de Lula é um aviso: não governem para o povo ou serão destruídos.
Se Lula for derrotado – e “derrotado” quer dizer, no limite, preso e desmoralizado -, o pouco de idealismo que resta neste país será varrido. Os jovens, sobretudo, intuirão que não vale a pena confrontar sistema. Aliás, esse é um fenômeno que vem se ampliando entre a juventude, menos com aquele pequeno contingente de jovens pobres e engajados que luta contra o gigante capitalista.
Chegou, portanto, o momento de dar um basta a essa pasmaceira diante da tentativa de aniquilar o grande símbolo da esquerda no Brasil e e um dos maiores do mundo. Defender Lula não é uma ação política, é uma ação civilizatória. A partir daqui, então, este Blog exorta todos os brasileiros conscientes a não compactuarem com essa infâmia.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

As Cinco Regras de Ouro Para as Coisas do Alto

Mesmo dentro das instituições espirituais, o dinheiro e o poder podem corromper, todos sabemos à fartura.
Assim vemos sacerdotes, bispos, padres, pastores em discursos vazios de atos e imersos em um mar de lama, corrompendo-se pelo luxo, luxúria e poder.

Mas nem todos são corrompidos! A estes que sua alma está transparente e com luz própria podemos devotar a admiração e também – só a eles – abrir os ouvidos e ouvir suas palavras, porque suas ações correspondem ao verbo.
E também somente a estes (que emanam coerência) deveria ser dado uma atribuição de condução em uma instituição espiritual, pois suas ações correspondem aos ensinamentos desse algo Maior que representam.

Quem pode discordar destas premissas?

Além da honestidade da palavra para com a ação, outras regras de conduta vem quando lançamos o olhar à vida dos grandes Mestres. Não foi a compaixão, a simplicidade, a tolerância, a incorruptibilidade e a transcendência o resumo de suas ações terrenas?
Não são estes, verdadeiramente, os fundamentos e a essência da filosofia espiritual que encontramos se olhamos os legados destes seres na Terra?
Não são estes os maiores ensinamentos – ou as regras de ouro – que se pode extrair da vida que levaram?
  • COMPAIXÃO: Amar ao próximo como a si mesmo, se colocar no lugar do outro, perdoar e compreender;
  • SIMPLICIDADE: Aversão ao endeusamento do dinheiro e do poder, amor ao que é puro e simples, e a busca de uma vida que espelhe este atributo aos discípulos;
  • TOLERÂNCIA: Nunca se permitir o ódio e o fanatismo, respeitar as posições do outro, nunca julgar;
  • INCORRUPTIBILIDADE: Não ceder ao canto da sereia terrena, à tentação do poder, à sedução do vil metal;
  • TRANSCENDÊNCIA: Buscar as coisas do alto e vivê-las verdadeiramente, sempre lutando para se tornar melhor, mais qualificado, mais reto.
Estes que hoje foram escolhidos como seus representantes na sua Igreja, o que lhe mostram? Seus pastores propagam simplicidade e amor? Ou luxo e intolerância?
Vê neles apego ao poder e ao ouro? Vociferam o discurso do ódio, da perseguição às minorias, exaltando os ânimos para a união pelo mal – pasmem – em nome da religião e de "Deus"?

Se sim, não tenha medo de fazer-se saber: são mercantilistas do Templo, vampiros devoradores do sangue dos mais pequenos, lavadores de cérebros fragilizados!

Não é este o maior pecado de todos? Em nome do alto: enriquecer, praguejar, corromper e separar os homens?
E para os fiéis que os seguem e veem tudo isso – ecos corrompidos e instrumentos destes falsários –há perdão?
É sua responsabilidade também se estas pessoas ocupam o púlpito!

Súditos fiéis:
Olhem os verdadeiros ensinamentos dos Mestres e vejam como eles trataram as minorias, os mais pequenos, os "pecadores" (mas cuidado com esta palavra julgadora!); olhem como lidaram com a riqueza material e como repudiaram todo poder terreno, só aceitando a liderança que viesse de suas ações direcionadas pelas bençãos do alto, sempre com pés no chão e uma simplicidade pacificadora.

Buscaram, enfim, viver profundamente o espiritual e, simplesmente, foram exemplo daquilo que pregaram!

Não é com estes elementos que, também, todos que buscam o transcendente e se curvam no altar deveriam agir? Não é com estas regras de ouro que deveriam construir a métrica a ser usada para impedir que os falsários dominem sua religião?

Foi-nos ensinado que enquanto há vida, há esperança e salvação – ou nossas mentes estão tão dominadas pelo mal (proferido, muitas vezes, em local sagrado pelos "grandes") que este verdadeiro ensinamento está perdido?

Qual caminho escolheremos?

Há tanta perdição quanta salvação dentro da religiosidade!
http://transcendencia1.blogspot.com.br/

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Frango com polenta do ABC, fecha as portas

São Judas, estrela da rota do frango com polenta do ABC, fecha as portas

Inaugurado em 1949, o prédio onde funcionava o tradicional Restaurante São Judas foi vendido pela família Demarchi. Em razão dos prejuízos acumulados, o mais antigo estabelecimento da Rota do Frango com Polenta fechou as portas para o público e tem destino incerto.
O restaurante São Judas Tadeu, inaugurado em 1949, fechou as portas neste mês
MAGÊ FLORES
DE SÃO PAULO
07/01/2016  14h12
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Em 1949, os caçadores que passavam por São Bernardo do Campo, no ABC paulista, avisavam dona Santa Demarchi: "Queremos almoçar na volta da caçada. A senhora pode matar um frango e preparar para nós?".
Os frangos, criados no quintal, eram temperados com muitas ervas e preparados em molho de tomate, e servidos sobre uma polenta mole.
Com o tempo, aqueles caçadores passaram a levar as famílias, nos fins de semana, e dona Santa colocou mais mesas no espaço. Foram várias ampliações até o restaurante São Judas chegar a seus atuais 16 mil metros quadrados (pouco mais que o equivalente a dois campos do estádio do Morumbi).
Até o dia 1o de janeiro, no salão do primeiro andar poderiam almoçar 2.850 pessoas. Com os andares superiores, que a família Demarchi abria para eventos, seriam até 4.200 clientes.
"Não existem mais restaurantes com esse tamanho, e com os custos que isso demanda. Hoje as casas são pequenas, com alta rotatividade", diz Vinícius Demarchi, 31, neto de dona Santa.
O restaurante, um dos maiores do país, fechou as portas definitivamente na semana passada. "A crise afetou o ABC paulista e também o São Judas. Há anos os resultados vêm diminuindo e fechar as portas foi a melhor decisão", explica Demarchi, que, por anos, foi gerente operacional da casa. No Facebook e em sites de avaliação como o Tripadvisor, clientes também avaliavam que a qualidade da comida caiu.
O caçula da terceira geração tem na memória números áureos do restaurante.
Em 2005, a casa atendia 65 mil clientes por mês. Em 2010, eram servidas entre cinco e seis toneladas de frango por semana. "Nos anos 1990, em um Dia das Mães, atendemos 11 mil pessoas em um único dia."
Mas os números mudaram ultimamente. A frequência passou a ser de 18 mil clientes por mês.
Também mudou a receita mais famosa, de acordo com os pedidos da própria clientela: a carne ensopada passou a ser frita, assim como a polenta.
O frango à passarinho ficava na salmoura antes de entrar nas grandes fritadeiras, de 200 litros cada uma, e por lá ficava por cerca de dez minutos, até ganhar um tom dourado. "O segredo era a alta temperatura [de 200ºC] do óleo. Como as fritadeiras eram grandes, não havia perda de calor com a entrada das porções."
O sucesso da receita atraía gente de longe (e alguns famosos) para a região, que passou a ser conhecida como rota do frango com polenta –integrada por outras casas que seguiram o sucesso do São Judas e abriram por ali.
"Vieram Maradona, Pelé e muitos artistas", diz Demarchi –também se apresentaram na casa nomes como Milton Nascimento, Toquinho, Sérgio Reis e Chitãozinho e Xororó. "Só nunca conseguimos trazer o rei Roberto Carlos."
O São Judas também era conhecido por ser sede de reuniões de políticos, principalmente com o ex-presidente Lula, morador de São Bernardo do Campo. Em 2006, por exemplo, a colunista Mônica Bergamo informou que, em um jantar de arrecadação de fundos para o PT, a casa tirou do cardápio sua tradicional salada de lula.
"Muita gente fala isso, mas nos últimos anos acho que ele deve ter entrado duas ou três vezes lá."
A sede do restaurante, que tem duas franquias, foi vendida a um grupo "com interesses mobiliários". "A intenção da família, que esteve a vida inteira nesse ramo, é de abrir outra coisa. Mas não nesse momento do mercado", diz Demarchi.
As franquias (uma em Jundiaí e outra em um shopping de São Bernardo) devem permanecer abertas.