A nova vanguarda do atraso
José Serra, ex-prefeito e ex-governador de São Paulo - O Estado de S.Paulo
Zé, se aprochegue para o meu rancho. É pobre, mas os pelegos são confortáveis. Vamos tomar um mate e de quebra, conversar um pouco sobre essa sua charla nas páginas do Estadão.Com deve ter sentido, não vou usar o tu pois os paulistas e cariocas fica cabreiros com esse tratamento. O chimarrão é quente mas aproxima os diferentes. O "payador" e poeta maior Jayme Caetano Braum já disse que se os senhores do mundo sentassem à uma roda de chimarrão, haveria menos guerra.
Não sou economista; não fui, não sou e não serei candidato a presidência do Brasil; não sou o mais preparado para nada; não tenho experiência em lavagem de dinheiro, mas sou especialista em esquece-lo na algibeira quando a peça em que se insere vai à lavadoura de roupa; estou curtindo minha aposentadoria conquistada aos 65 anos de idade interpretando as baboseiras que tentam nos impingir através de pseudas análises bem fundamentadas em... falácias.
O articulista José Serra, no Estadão, só por isso não mereceria crédito, quanto menos resposta, mas - o mesmo "mas" que a imprensa usa para tornar ruim noticias boas - vou tentar deixar melhor ou mais claro o que foi colocado como um pecadão do PT, do Lula, do atual governo da minha (e acho de todos nós) presidenta Dilma.
Primeiro vou refrescar sua memória (do Zé) - permita-me tratá-lo assim já que somos quase da mesma idade e temos o superior incompleto o que não nos desqualifica já que somos de uma geração que pensa e consegue colocar as idéias que gestamos - ano 90 e início do novo milênio: foi um século perdido para o Brasil, não foi uma década. Tudo de bom que tínhamos construído com paciência, e muito dinheiro do povo foi visto ir embora, esboroar-se como um castelo de areia à beira mar. A famosa "Industria de Base" instalada à custa de muito esforço por diversos governos, inclusive da Ditadura Militar, foi-se por preço de banana., por pouco não perdemos a Petrobrás. A abertura ao comércio internacional para que estivéssemos presentes na "Globalização" sem nenhuma peia ou restrição que nos protegesse. As privatizações das Telecomunicações sem proteção alguma, feitas ambas - comércio e telecomunicações - de afogadilho no afã de criar um ilusionismo favorável aos desmandos e maracutaias que ocorreram.
Só isso já é indício suficiente para refrescá-lo e à sua memória. Mas creio que ainda você não se reconheceria nesta imagem. Quem estava a bater o martelo? Com um sorriso de satisfação no rosto? Quando vinha a publico sustentar teses para a abertura do comércio, não afirmava que a globalização era irreversível, que, entre outras coisas, devíamos tirar os subsídios dados à agricultura pois todas as Nações iriam fazer e que o comércio teria que ser "limpo"? Só não disse que quem estava mandando fazer aquilo, não tirou o subsídio de vários produtos e sobretaxou os nossos em um subsídio às avessas? Vamos relembrar que neste período houve um ataque frontal às leis trabalhistas tentando fazer a orientalização das relações trabalhistas (regime semi-escravo com baixos salários e nenhum benefício de que se ocupa a OIT? Os "formadores de (des)opinião" da mídia, lembro muito bem, alardeavam a quantidade de horas trabalhadas na China, os baixos salários e os pouquíssimos encargos sociais, tentando fazer que os nossos trabalhadores se sentissem um lixo ou um guaipeca e que o "normal" era o que ocorria lá?
Vou ser mais incisivo: quem estava à frente disso tudo? Nesse diálogo que mantenho com você posso dizer que eu não fui. Burro você não é, então já sabe de quem estou falando.
Há uma desindustrialização em marcha no Brasil. Além do encolhimento do setor em relação ao PIB (faz mais de uma década), há uma desintegração crescente de cadeias produtivas, tornando algumas atividades industriais parecidas com as "maquiadoras" mexicanas. (os destaques são meus)
http://aposentadoinvocado1.blogspot.com/2012/01/comentario-do-leitor-respeito-do-que.html
José Serra, ex-prefeito e ex-governador de São Paulo - O Estado de S.Paulo
Zé, se aprochegue para o meu rancho. É pobre, mas os pelegos são confortáveis. Vamos tomar um mate e de quebra, conversar um pouco sobre essa sua charla nas páginas do Estadão.Com deve ter sentido, não vou usar o tu pois os paulistas e cariocas fica cabreiros com esse tratamento. O chimarrão é quente mas aproxima os diferentes. O "payador" e poeta maior Jayme Caetano Braum já disse que se os senhores do mundo sentassem à uma roda de chimarrão, haveria menos guerra.
Não sou economista; não fui, não sou e não serei candidato a presidência do Brasil; não sou o mais preparado para nada; não tenho experiência em lavagem de dinheiro, mas sou especialista em esquece-lo na algibeira quando a peça em que se insere vai à lavadoura de roupa; estou curtindo minha aposentadoria conquistada aos 65 anos de idade interpretando as baboseiras que tentam nos impingir através de pseudas análises bem fundamentadas em... falácias.
O articulista José Serra, no Estadão, só por isso não mereceria crédito, quanto menos resposta, mas - o mesmo "mas" que a imprensa usa para tornar ruim noticias boas - vou tentar deixar melhor ou mais claro o que foi colocado como um pecadão do PT, do Lula, do atual governo da minha (e acho de todos nós) presidenta Dilma.
Primeiro vou refrescar sua memória (do Zé) - permita-me tratá-lo assim já que somos quase da mesma idade e temos o superior incompleto o que não nos desqualifica já que somos de uma geração que pensa e consegue colocar as idéias que gestamos - ano 90 e início do novo milênio: foi um século perdido para o Brasil, não foi uma década. Tudo de bom que tínhamos construído com paciência, e muito dinheiro do povo foi visto ir embora, esboroar-se como um castelo de areia à beira mar. A famosa "Industria de Base" instalada à custa de muito esforço por diversos governos, inclusive da Ditadura Militar, foi-se por preço de banana., por pouco não perdemos a Petrobrás. A abertura ao comércio internacional para que estivéssemos presentes na "Globalização" sem nenhuma peia ou restrição que nos protegesse. As privatizações das Telecomunicações sem proteção alguma, feitas ambas - comércio e telecomunicações - de afogadilho no afã de criar um ilusionismo favorável aos desmandos e maracutaias que ocorreram.
Só isso já é indício suficiente para refrescá-lo e à sua memória. Mas creio que ainda você não se reconheceria nesta imagem. Quem estava a bater o martelo? Com um sorriso de satisfação no rosto? Quando vinha a publico sustentar teses para a abertura do comércio, não afirmava que a globalização era irreversível, que, entre outras coisas, devíamos tirar os subsídios dados à agricultura pois todas as Nações iriam fazer e que o comércio teria que ser "limpo"? Só não disse que quem estava mandando fazer aquilo, não tirou o subsídio de vários produtos e sobretaxou os nossos em um subsídio às avessas? Vamos relembrar que neste período houve um ataque frontal às leis trabalhistas tentando fazer a orientalização das relações trabalhistas (regime semi-escravo com baixos salários e nenhum benefício de que se ocupa a OIT? Os "formadores de (des)opinião" da mídia, lembro muito bem, alardeavam a quantidade de horas trabalhadas na China, os baixos salários e os pouquíssimos encargos sociais, tentando fazer que os nossos trabalhadores se sentissem um lixo ou um guaipeca e que o "normal" era o que ocorria lá?
Vou ser mais incisivo: quem estava à frente disso tudo? Nesse diálogo que mantenho com você posso dizer que eu não fui. Burro você não é, então já sabe de quem estou falando.
Há uma desindustrialização em marcha no Brasil. Além do encolhimento do setor em relação ao PIB (faz mais de uma década), há uma desintegração crescente de cadeias produtivas, tornando algumas atividades industriais parecidas com as "maquiadoras" mexicanas. (os destaques são meus)
http://aposentadoinvocado1.blogspot.com/2012/01/comentario-do-leitor-respeito-do-que.html
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