Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011

terça-feira, 24 de março de 2015

Steve Wozniak também tem medo da inteligência artificial: "É assustadora"

Mais um famoso executivo do mundo da tecnologia descreveu a inteligência artifical como um grande perigo à humanidade nos próximos anos. O cofundador da Apple, Steve Wozniak, disse que muito em breve os computadores tomarão o lugar das pessoas e que isto é motivo para todos se preocuparem.
Woz, de 64 anos, afirmou que várias previsões feitas em décadas passadas estão se tornando realidade, uma delas apontando para um futuro dominado por máquinas mais inteligentes que os seres humanos. Ele também destacou a opinião de outras personalidades que concordam que, nos próximos 30 anos, robôs e sistemas com alta capacidade de processamento de dados serão capazes de entender e responder de forma mais eficaz que os usuários de carne e osso.
"Assim como previram Stephen Hawking e Elon Musk, eu acredito que o futuro é assustador e muito ruim para as pessoas. Se estamos construindo essas plataformas para cuidar de tudo para nós, eventualmente elas poderão pensar mais rápido que nós e eliminar os seres humanos com sua lentidão para comandar as empresas de forma mais eficiente", disse.
Ele ainda acrescenta que os humanos poderão ser submissos aos equipamentos que eles mesmos criaram. "Será que seremos deuses? Animais de estimação? Ou seremos formigas que serão pisadas? Eu não sei o que dizer sobre isso... Mas quando cheguei a pensar a respeito sobre como serei tratado no futuro, se como um bicho de estimação para essas máquinas inteligentes... Bem, então vou tratar muito bem meu cão de estimação".
Em dezembro do ano passado, o físico britânico Stephen Hawking declarou que o desenvolvimento da inteligência artificial poderia significar o fim da raça humana. Para o cientista, as máquinas evoluiriam de uma forma tão grande e em ritmo crescente que os humanos, limitados pela evolução biológica lenta, não conseguiriam competir com esses gadgets e seriam substituídos nas empresas, escolas, lojas e outros locais que hoje dependem do atendimento de pessoas reais.
Por sua vez, Elon Musk, CEO da Tesla Motors, anunciou em janeiro de 2015 uma doação de US$ 10 milhões para o Future Life Institute, com o objetivo de ajudar um programa com foco no desenvolvimento benéfico da inteligência artificial para os humanos. Na época, Musk disse que a ideia é que o projeto assegure o domínio dos seres humanos sobre as máquinas e evitar que elas superem o nosso conhecimento.
Bill Gates também já manifestou um futuro nada animador para a humanidade no que diz respeito ao crescimento dos mecanismos baseados em inteligência artificial. O cofundador da Microsoft disse que a ferramenta pode substituir os trabalhdores de carne e osso e se tornar uma ameaça para humanidade. Ele também se mostrou assustado com o fato de que ninguém está muito preocupado com o que está acontecendo, e que esta área da tecnologia precisa de atenção redobrada para evitar um colapso.
Com informações do Business Insider.


Matéria completa: http://canaltech.com.br/noticia/steve-wozniak/Steve-Wozniak-tambem-tem-medo-da-inteligencia-artificial-E-assustadora/#ixzz3VFQyUwhB 
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sábado, 14 de março de 2015

A parte melhor? O intervalo.

por Informacao Incorrecta


Um cinema de terceira ordem na periferia, daqueles duma vez, com bancos de madeira, o rasto de luz que do projector parte o fumo da sala até chegar ao ecrã.

Parece de estar ainda lá. Um filme sem sentido, uma tragicomédia realizada com as sobras de outras películas. Só que o filme é a nossa realidade. Mas é tão mau que nem dá para acreditar.

A partir do dia 11 de Setembro de 2001 as coisas aceleraram: com uma regularidade impressionante, somos confrontados com eventos trágicos e ridículos. Não "trágicos ou ridículos", mas as duas coisas juntas.

Só alguns exemplos, em ordem casual: a morte de Bin Laden, o atentado de Madrid, aquele de Londres, de Boston, a Primavera Árabe, a "libertação" da Líbia, o ISIS, Charlie Hebdo. E agora a morte de Boris Nemtsov.

Pegamos na última, a morte do líder russo da oposição. Apesar de ainda não haver um relatório oficial, a versão que circula em Moscovo é que Nemtsov foi morto por muçulmanos da Chechênia que, desta forma, quiseram punir o político por causa da sua posição perante a peça Charlie Hebdo.

Como nota Paul Craig Roberts: "O que é isso? Um 11 de Setembro dos pobres?".
Pergunta pertinente.

Após o curto voo das seis balas que mataram o político, os media ocidentais logo apontaram o dedo. E ainda apontam. O culpado é Putin, não há dúvida. Não pode existir dúvida. Se um adversário de Putin morrer, só Putin pode ser o assassino. 1 + 1 = 2.

Mas não foi Putin. Porque o que os media esquecem de dizer é que Nemtsov não tinha nenhum peso político na Rússia de hoje. Nemtsov era um ex, e nada perigoso. Matar um (e não "o") líder da oposição sem poder e sem garras, à porta do Kremlin, seria a coisa mais estúpida que o Presidente da Rússia poderia ser feito. Com 86% das preferências dos Russos, matar Nemtsov para quê?

Se, por absurdo, fosse possível demonstrar a culpa de Putin, este deveria receber a pena máxima, não pelo homicídio em si mas para o grau de estupidez alcançado.

Mas a versão que circula em Moscovo? Não é melhor.

É verdade: Nemtsov tinha falado em favor de Charlie Hebdo, apoiava o bombardeio israelita na Faixa de Gaza e a sua mãe é judia. Num dos seus últimos escritos tinha sugerido que o "FBI russo" fosse empregue na luta contra o terrorismo islâmico na Chechênia, em vez de perturbar os russos liberais em Pátria.

Aparentemente, Nemtsov era o alvo perfeito para os fanáticos islamistas.

Mas Nemtsov não era pior do que outros líderes da oposição na Rússia.
Khodorkovsky pediu que todos os jornais da Rússia publiquem diariamente um desenho satírico do profeta Maomé. Moskvy Ganapolsky definiu os muçulmanos "não humanos". Julia Latynina abençoou os canhões israelitas que destruíram os árabes em Gaza. Esta é a oposição na Rússia (e depois ficamos espantados se Putin recolhe 86% das preferências?).

Nemstov não era pior nem mais perigoso do que os outros. Se a versão apoiada pelo Kremlin será aquela do radicalismo islâmico tchetcheno, estaremos mais uma vez perante uma versão (no mínimo) incompleta.

Paradoxalmente, será a versão que também o Ocidente acabará por abraçar. Haverá acusações no princípio ("Putin descarrega as culpas nos Tchetchenos"), mas no médio prazo vingará.
O presidente russo não irá abanar por causa do caso Nemtsev, pelo que ao Ocidente não resta que utilizar quanto de bom será possível extrair deste conto. E o bom é culpar os "radicais islâmicos" de tudo e mais alguma coisa para justificar as loucas despesas na guerra contra o ISIS e esta nova fase de "Guerra ao Terror".

Mas não deveria acabar assim, porque o assassinato dum político não é um pormenor, sobretudo quando o crime se torna uma arma (alegadamente) utilizada para atacar um adversário. Nemtsov já não era aquilo duma vez, o seu real poder era muito reduzido, mas a popularidade ainda era assinalável. Deveria ser esclarecida qual a verdadeira razão: sobretudo, deveria ser posta em claro a verdadeira origem do homicídio, se a responsabilidade for política, interior ou exterior à Rússia.   

Nós? Nós ficaremos mais uma vez com um filme de terceira categoria. Com um final confuso, sem sentido e actores bem pouco credíveis. Pelo que, a última palavra será dos "conspiracionistas", com teorias por vezes delirantes, por vezes acertadas, mas sempre acusados de ser visionários fora da realidade.

É verdade que a entrada neste cinema é gratuita, mas seria lícito esperar um pouco mais do que isso.


Ipse dixit.

Fontes: Paul Craig RobertsCome Don Chisciotte

http://informacaoincorrecta.blogspot.com.br/2015/03/a-parte-melhor-o-intervalo.html

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A revolta do Vintém

O aumento da passagem dos bondes foi de vinte réis, no início de 1880. Revoltadas, 4 mil pessoas foram até o Palácio Imperial, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, com um "Manifesto ao Imperador. Reunida depois no Campo de São Cristóvão, a multidão foi atacada pela cavalaria. Sucederam-se dias de confronto nas ruas da Corte. A "revolta dos Vintém" foi esmagada pelo Exército, que matou 10 pessoas. Não era só por 20 réis: ero o grito de um povo que já não suportava escravidão, insalubridade e um dia a dia difícil. Longe das praças agitadas, o Imperador Pedro II não percebeu a vida real:"nuca foi preciso atirar no povo. Mas que remédio? A lei tem que ser respeitada". Menos de uma década depois as leis mudariam e o próprio regime acabaria.

Chico Alencar, autor de Orações do coração: rezar a Ave-Maria e o Pai-nosso no mundo de hoje, Editora Vozes
Folhinha Coração de Jesus

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Discurso de Lula na comemoração dos 35 anos do PT


Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na noite de ontem (6) da comemoração dos 35 anos do Partido dos Trabalhadores. Ao lado da presidenta Dilma Rousseff, do convidado de honra da atividade, Pepe Mujica, de parlamentares, lideranças e da militância, Lula falou da fundação do partido, das transformações sociais ocorridas nos últimos 12 anos e de ações que o PT ainda deve adotar. Leia o discurso feito nesta sexta-feira (6) no Minascentro, em Belo Horizonte:
Querida companheira Dilma Rousseff, presidenta da República do nosso querido país; querido Pepe Mujica, presidente da República do Uruguai; querido companheiro Rui Falcão, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores; querido companheiro Fernando Pimentel, governador de Minas Gerais, em nome de quem cumprimento todos os demais governadores aqui presentes; querido companheiro Humberto, líder do PT no Senado, em nome de quem cumprimento todos os deputados, vereadores e senadores que estão aqui presentes; querido companheiro Aldo Rebelo, companheiro do PCdoB, em nome de quem cumprimento todos os companheiros convidados aqui presentes; companheiros ministros, companheiras ministras, companheiros militantes do nosso querido partido.
Eu, presidenta Dilma, não ouso, por hábito, ler discurso no encontro do PT. Mas eu, ontem, fiquei indignado. Tem dia que a gente fica mais indignado do que outros dias. E eu então tomei muito cuidado pra não tentar repassar aqui, nessa festa de 35 anos, a indignação que eu fiquei ontem. Porque seria muito mais simples a Polícia Federal ter convidado nosso tesoureiro pra se apresentar, do que ir buscá-lo em casa (aplausos). Seria muito mais simples dizer que eles estão repetindo o mesmo ritual que eu vejo nesse Brasil desde 2005, quando começou as denúncias que eles chamaram de mensalão. Toda quinta-feira – e na tua campanha também e na minha campanha também –, toda quinta-feira começa a sair boato, na sexta-feira sai a denúncia, é publicado pelas revistas e sai na televisão, no sábado continua saindo na televisão, no domingo massacre pela imprensa e na segunda-feira começa um outro assunto pra, na outra semana, começar tudo outra vez.
Então é um ritual, um ritual que está se repetindo. E na campanha a companheira Dilma foi vítima disso como poucas vezes eu vi alguém ser. E a utilização pela mídia não é o critério da informação, porque nós achamos que tudo que acontecer no país tem que ser informado. Mas o critério apontado pela mídia brasileira é o da criminalização do Partido dos Trabalhadores desde que nós chegamos (inaudível pelos aplausos). Eles trabalham com a convicção de que é preciso criminalizar o nosso partido, não importa que seja verdade ou não verdade. O que interessa é a construção da (inaudível) pra se construir uma narrativa.
Então eu pensei: se eu for falar tudo que eu penso, vai ser muito ruim, porque vai parecer que eu estou aqui falando com o fígado e eu não quero prejudicar o meu fígado aos 69 anos de idade (aplausos). Eu quero... Eu quero corrigir, porque acho que eu falei Aldo Rabelo. É Renato Rabelo, presidente do PCdoB. Renato, desculpa. É que você tá tão jovem que assim tá parecendo o Aldo Rabelo.
Companheiros e companheiras:
No dia 10 de fevereiro de 1980, algumas centenas de brasileiros e de brasileiras começaram a escrever uma das mais belas páginas da história política do nosso País.
  Naquele dia, companheiros vindos de todas as regiões, trabalhadores da cidade e do campo, intelectuais, estudantes, religiosos, militantes de esquerda, militantes sociais, nos reunimos para debater e aprovar o Manifesto da Fundação do Partido dos Trabalhadores.
  Era um tempo em que lutávamos por Democracia, enfrentando uma repressão que recaía de forma especialmente dura sobre os trabalhadores e nossos aliados. Um tempo em que estávamos conquistando, na prática e no aprendizado das lutas cotidianas, o direito de livre organização sindical e política da classe trabalhadora. Neste ambiente de lutas, com os pés firmes no chão e grandes sonhos na cabeça, nasceu o nosso querido partido.
  Quero recordar as primeiras palavras do nosso Manifesto de 1980. Quem sabe muitos de vocês não eram nascidos ainda. Aqui tem alguns que participaram deste manifesto. Dizia o manifesto, abre aspas:
“O Partido dos Trabalhadores surge da necessidade sentida por milhões de brasileiros de intervir na vida social e política do país para transformá-la.
A mais importante lição que o trabalhador brasileiro aprendeu em suas lutas é a de que a democracia é uma conquista que, finalmente, ou se constrói pelas suas mãos ou ela não virá.
As grandes maiorias que constroem a riqueza da nação querem falar por si próprias. Não esperam mais que a conquista dos seus interesses econômicos, sociais e políticos venham das elites e das classes dominantes.
O PT nasce da decisão dos explorados de lutar contra um sistema econômico e político que não pode resolver os seus problemas, pois só existe para beneficiar uma minoria de privilegiados.”
Fecha aspas (aplausos).
  É importante recordar essas palavras, de 35 anos atrás e muitas lutas depois, para fixar duas características essenciais do nosso partido: O partido nasceu para mudar e o PT nasceu para ser diferente.
  É isso que explica a nossa trajetória desde a fundação, por um punhado de idealistas comprometidos com as causas populares, até os dias de hoje, quando estamos governando este país que se tornou uma das maiores democracias e uma das maiores economias do mundo.
  Quantos partidos políticos chegaram aos 35 anos de existência com uma história de lutas e conquistas tão rica como a do nosso partido?
  E quantos partidos no Brasil, tendo conquistado o governo, conseguiram transformar de maneira tão intensa a realidade social, econômica e política em nosso país? Certamente, nenhum como o PT.
  Podemos falar com muito orgulho do nosso partido, porque fizemos e continuamos fazendo história neste país.
Companheiros e companheiras:
  É muito comum hoje... é muito comum hoje em dia as pessoas falarem em “nova política”, como se estivessem anunciando a invenção da roda.
  Por isso, quero lembrar outra passagem do nosso Manifesto de 35 anos atrás. Abre aspas:
  “O PT quer atuar não apenas nos momentos das eleições, mas, principalmente, no dia-a-dia de todos os trabalhadores, pois só assim será possível construir uma nova forma de democracia, cujas raízes estejam nas organizações de base da sociedade e cujas decisões sejam sempre tomadas pela maioria das pessoas.” (aplausos)
   Quem foi capaz de construir um partido de baixo pra cima, organizando núcleos nas fábricas, nos bairros e nas escolas, sabe muito bem o que foi fazer uma nova política neste país. (aplausos) 
  Desde a primeira prefeitura que elegemos, o PT introduziu uma nova forma de governar, com a participação direta da população nas decisões.
  O PT criou o Orçamento Participativo e abriu novos caminhos para a Democracia, por meio dos conselhos e das conferências para debater e efetivar políticas públicas.  
  A sociedade apropriou-se dessas práticas, aprendeu e cresceu com elas, qualificando sua relação com o poder público em todos os níveis. 
  Nova política foi combinar a atuação dos nossos deputados e vereadores com a presença nas ruas, nas greves e nas lutas populares.
  O PT participou da organização de movimentos sociais autônomos, que dinamizaram a Democracia e o processo político em nosso país.
  Estivemos na linha de frente do movimento pelas Diretas Já e pela plena redemocratização do país. Levamos à Assembleia Constituinte as propostas mais avançadas do campo popular e democrático.
  Elegemos prefeitos em grandes cidades, elegemos governadores, aprendemos a construir alianças, ampliando o diálogo com os diversos setores da sociedade.
  Disputamos três eleições presidenciais antes de alcançar a primeira vitória, acumulando ensinamentos e ampliando nossa articulação social em cada processo eleitoral.
  Foi a prática coerente dessa nova política, nas instituições e nas ruas, que consolidou o caminho para a vitória eleitoral do PT em 2002, quando o país escolheu o PT para governar.
  Nova política foi acabar com a fome neste país. Nova política foi garantir renda para a população e dinamizar (aplausos)... Nova política foi garantir renda para a população e dinamizar o mercado interno, abrindo uma era de desenvolvimento sustentado e inclusão social. O que fizemos nesses 12 anos honra a memória daqueles que viram, na criação do PT, a oportunidade histórica do povo brasileiro para tomar o destino em suas mãos.
  Companheiros da qualidade de Sérgio Buarque de Holanda, companheiros da qualidade de Apolônio de Carvalho (aplausos), companheiros da qualidade de Mário Pedrosa (aplausos), companheiros da qualidade de Lélia Abramo (aplausos), companheiros da qualidade de Henfil, da dona Helena Grecco (aplausos), companheiros da qualidade de Luiz Gushiken (aplausos), de Marcelo Déda (aplausos), entre tantos outros que sonharam conosco desde o início da jornada.
  O PT é motivo de orgulho e deve ser cada vez mais para cada militante das primeiras e das novas gerações. Cada um de nós pode andar de cabeça erguida e afirmar: nós construímos, contribuímos para mudar este país. Participamos, como povo brasileiro, da maior transformação política, social e econômica da história do país.
  A história do PT é o nosso maior patrimônio, e essa história ninguém, mesmo aqueles que mentem contra nós, não podem tirar, porque ela (inaudível pelos aplausos).
Companheiros e companheiras:

  Há pouco mais de 12 anos o PT começou a enfrentar seu maior desafio, cumprindo o destino de um partido que nasceu para mudar a realidade.
  Governar o Brasil, com as complexidades de um país historicamente marcado pela desigualdade, foi a missão que a sociedade nos confiou, em um voto carregado de esperança.
  A direção a seguir estava apontada, mais uma vez, companheiro Rui Falcão, em nosso manifesto de 35 anos atrás. Dizia, abre aspas:
  “O PT pretende chegar ao governo e à direção do Estado para realizar uma política democrática do ponto de vista dos trabalhadores, tanto no plano econômico quanto no plano social.” Fecha aspas.
  Seguimos essa orientação desde o primeiro dia de governo (aplausos). Houve, companheira Dilma, não se preocupe, não se impressione, houve medidas duras para corrigir os muitos problemas que herdamos. E você estava conosco já em 2003, tomando essas medidas duras. Houve medidas amargas, quando foi necessário, para garantir os avanços. Foi preciso reavaliar expectativas para lidar corretamente com a realidade do país e as responsabilidades do governo. Mas nunca deixou de haver diálogo democrático com todos os setores. Nunca um governo se abriu tanto à sociedade para receber propostas e reivindicações do povo brasileiro (aplausos).
  E nunca – jamais – traímos o compromisso com as camadas mais amplas da população, as que sempre foram relegadas no curso da história, aqueles ignorantes que o (inaudível) da sociologia tratou assim (inaudível pelos aplausos).
  Nesses 12 anos o povo brasileiro participou conosco do mais amplo processo de inclusão social deste país, no mais duradouro período de crescimento econômico com estabilidade.
  Nós temos de nos orgulhar de um governo que tirou, em 12 anos, 36 milhões de pessoas da extrema pobreza, que criou mais de 21 milhões de empregos com carteira assinada e que conseguiu incluir mais de 40 milhões na classe média.
  Temos de nos orgulhar de um governo em que, em 12 anos, o salário mínimo cresceu 74% em termos reais e que a renda das famílias mais pobres cresceu 66% (aplausos). De um governo que herdou um desemprego... Temos que nos orgulhar de um governo que herdou um desemprego de 12 e meio por cento ao ano. E a presidenta Dilma nos entregou, no final de 2014, o menor índice de desemprego da história do nosso país: 4,8% (aplausos).
  Temos de nos orgulhar de um governo em que o país dobrou a produção agrícola, garantiu comida farta na mesa do trabalhador e tornou-se um dos maiores exportadores mundiais de alimentos.
  Um governo que abriu a porta das universidades para os filhos dos trabalhadores, para os negros, para os índios, para os que jamais tiveram oportunidade.
Esses 12 anos de grandes mudanças marcarão para sempre a história do Brasil. Nós não podemos nos acomodar. Temos de compreender que foram os primeiros passos apenas de uma jornada que vai nos levar muito longe e que é preciso avançar para consolidar as conquistas.
Queridos companheiros e querida companheira Dilma:
Eu lembro que quando um povo que não gosta de nós chegou ao poder, a primeira coisa que eles falaram é que era preciso acabar com as coisas que Getúlio tinha feito no Brasil. A primeira coisa que disseram: “Precisamos acabar com as coisas do Getúlio, esquecer Getúlio Vargas”. Eles estão doidos pra nos esquecer, Dilma, eles estão doidos (aplausos). Acontece que nós tivemos uma disputa com eles dia 26 de outubro e, ao invés do povo querer nos esquecer, o povo preferiu eleger você presidenta da República (aplausos).
  Companheiros, uma coisa que eu não posso...  uma coisa que eu não posso deixar de falar pra vocês, porque eu converso com muita gente e às vezes eu vejo as pessoas fazendo críticas a alguma coisa, de algumas medidas que a companheira Dilma tomou logo no primeiro dia do mandato.
Eu lembro que, quando eu tive que tomar as medidas duras, quem tava comigo no governo – aqui tem muitos companheiros – ouvia todo dia eu dizer: “Companheiros, companheiros, olha, governar é como plantar uma jabuticaba. Ela demora pra dar, mas se a gente colocar água todo dia, ela vai ser forte” (aplausos).
E as pessoas, as pessoas não se dão conta. E eu aprendi essa lição: não tem nada pior na minha vida do que fazer a quimioterapia que eu fiz. Depois não teve nada mais grave na minha vida do que 33 sessões de radioterapia na minha garganta. Vocês não imaginam o que é. E eu tomava, era disciplinado. E fazia porque era necessário pra eu poder tá aqui, bonitão, falando com vocês hoje (aplausos).
  A companheira Dilma, a companheira Dilma, ela teve que tomar algumas medidas que eram necessárias e que vocês vão ter que tomar na vida de vocês. Medidas que nem sempre é aquilo que vocês querem. Mas vocês têm que pensar que, de vez em quando, a gente tem que parar, tomar fôlego e seguir a caminhada.
E pode ter certeza, Dilma, que esse povo continua, mesmo reclamando pelos corredores, tendo certeza que o que você vai entregar pra gente no futuro é muito melhor que muito mais coisas que (inaudível pelos aplausos). Faça o que você tiver que fazer... Faça o que tiver que fazer, porque um erro desastroso nosso, quem vai sofrer não somos nós. É o povo humilde desse país que nem tá aqui, que muitas vezes nem participa das coisas. E você tem obrigação não é de governar pro Lula ou pro Rui Falcão. É governar cuidando do povo brasileiro que precisa muito de você (aplausos).
Queridas companheiras e queridos companheiros:
O PT acaba de conquistar o quarto mandato consecutivo na Presidência da República. O PT será o partido mais longevo na história do país, mais longevo. Acho que só Dom Pedro governou mais do que nós (risos e aplausos). Mas eles não sabem que a gente ainda vai governar muito mais (aplausos). Este país vai... este país vai ter que incluir estes milhões e milhões de jovens que estão aí hoje, renegando a política, a vir participar da política. Porque nós temos a obrigação de dizer pra esses jovens que, se eles não gostam de política, eles vão ser governados por quem gosta. Então (inaudível pelos aplausos).
  Companheira Dilma, companheiras e companheiros e querido Pepe Mujica:
Foi talvez a mais difícil campanha eleitoral que já enfrentamos. Certamente, a mais suja. Aquela em que nossos adversários utilizaram as piores armas para tentar nos derrotar. Tentaram fraudar a vontade política da maioria, usando todos os seus recursos de comunicação para manipular, distorcer, falsear e até inventar episódios contra o nosso partido, nosso governo e a nossa candidata. 
  A quarta derrota eleitoral consecutiva despertou os mais baixos instintos dos nossos adversários. Tiveram a ousadia de pedir até recontagem dos votos, como se o Brasil ainda fosse aquela república das eleições feitas a bico de caneta.
  Tentaram impugnar a prestação de contas da nossa campanha e barrar a diplomação da nossa presidente. Tentaram criar um ambiente de inconformismo com o resultado que se recusam a aceitar democraticamente.
  Vencemos. O Brasil venceu mais uma vez, mas estejam certos: a luta está longe de acabar. Nossos adversários não podem dizer qual é o seu projeto, porque é antinacional, contrário ao desenvolvimento, é um projeto que exclui milhões de pessoas do processo econômico, político e social.
  Eles só podem atacar o PT e o nosso governo com as armas da irracionalidade e do ódio. Não têm, nunca tiveram autoridade para falar em nome da ética, mas é esse o campo que tentam desesperadamente nos atingir. Eles, que jamais investigaram a fundo uma denúncia de corrupção.  Eles, que varriam escândalos para debaixo do tapete. Eles, que alienaram o patrimônio da Nação no limite da irresponsabilidade.
   Foi o governo do PT que acabou com a impunidade que eles cultivaram por tanto tempo.  Nenhum outro governo fez mais para combater a corrupção neste país, conforme a presidenta Dilma deixou claro durante toda a campanha eleitoral.
  Mas vejam o que está ocorrendo em torno da Petrobrás (discurso interrompido por alguém da plateia elogiando Lula)... Ganhei meu dia (aplausos). Mas vejam o que está ocorrendo... Mas eu to lindo, eu to lindo, porque eu achei uma coisa generosa ela falar “lindo!”, mas eu não acreditei. Mas vejam o que tá ocorrendo no Brasil, em torno da Petrobras (discurso interrompido pela plateia saudando Lula)... Mas vejam o que está ocorrendo em torno da Petrobrás. Desde o início da campanha eleitoral, nossos adversários manipulam uma investigação institucional, com o objetivo de criminalizar o PT.
  Esta investigação, como todas as outras iniciadas em nosso governo, deve ser levada até o fim, esclarecendo os fatos, apontando os responsáveis e levando seja quem for para o julgamento. É isso que a sociedade espera e é isso que vem ocorrendo nos governos do PT, ao contrário do que ocorria no governo deles (aplausos).
  Nós estamos assistindo a repetição de um filme com final conhecido. Pessoas são acusadas, por meio da imprensa, com base em vazamentos seletivos de uma investigação à qual somente alguns têm acesso. Não há contraditório, não há direito de defesa. E quando o caso chegar às instâncias finais da Justiça, certamente o julgamento já foi feito pela imprensa, os condenados já foram escolhidos e restará apenas executar a sentença, como nós já vimos neste país.
  Nossos adversários não se incomodam que essa campanha já tenha causado enormes prejuízos à Petrobrás e ao país. O que eles querem, na verdade, é criminalizar o PT, paralisar o governo e continuar desgastando o nosso partido ao limite, sabe, que eles estão (inaudível).
  Mais uma vez eles falharam na tentativa de voltar ao poder pelo voto. Ao que tudo indica, companheira Dilma, não querem mais esperar outra derrota: partem claramente para a desestabilização, investem na crise, apostam no caos. Na falta de votos, buscam atalhos para o poder, manipulando a opinião pública e constrangendo as instituições.
  Eles vão, esteja certa, companheira Dilma – você e eu que somos muito novos ainda –, pode ficar certa: eles vão prestar contas à História sobre a maneira antidemocrática como vêm agindo (aplausos).
  Cabe ao PT denunciar essas manobras com firmeza, repelir a mentira, esclarecer a sociedade e agir de acordo com a gravidade da situação. A verdade é que foi o governo deles que tentou destruir a Petrobrás. E foi o nosso governo que a resgatou, retomou os investimentos que levaram à descoberta do Pré-Sal e fizeram da Petrobrás a maior produtora mundial de petróleo entre as empresas de capital aberto (aplausos).
A verdade – e é isso que está nos autos da investigação, mas não está nos jornais nem na TV – é que havia corrupção nos contratos que a Petrobrás assinou com empresas estrangeiras no tempo deles. E isso nunca foi e nem será investigado.
A verdade é que, apesar de todo o alarido, não há nenhuma prova contra o nosso partido nesse processo, nenhuma doação ilegal, nenhum desvio para o partido. Nada! O que eles querem é (inaudível) o dinheiro legal que o Partido dos Trabalhadores usou nas suas campanhas (aplausos).
  E estejam certos: se algo de concreto vier a ser encontrado, se alguém tiver traído a nossa confiança, que seja julgado e punido, dentro da lei. Porque o PT, ao contrário dos nossos adversários, não compactua e nem compactuará com a impunidade de quem quer que seja (aplausos).
Companheiras e companheiros:
  O resultado eleitoral nos obriga também a uma reflexão sincera sobre as dificuldades do PT para manter sua sintonia histórica com os anseios da sociedade brasileira. Não é possível ignorar esse desgaste. Não é possível a gente imaginar que tá tudo perfeito.
  Não é verdade que o PT tenha se transformado em um partido pior do que os outros, mais fisiológico ou mais sujeito aos desvios. O verdadeiro problema do PT é que ele vai se tornando cada vez mais, se a gente não tomar cuidado, um partido igual aos outros, deixando de ser um partido das bases para ir se tornando cada vez mais um partido de gabinetes (aplausos).
  Nós sabemos... Nós sabemos – e ninguém precisa achar que estamos criticando (inaudível) –, a estrutura à disposição de um deputado é maior do que a de um diretório estadual do partido na maioria dos estados do nosso país. A estrutura dos cargos do governo, também. E ao longo do tempo, isso alterou a vida interna do partido. Há muito mais preocupação em vencer as eleições, em manter e reproduzir mandatos, do que em participar da vida interna do nosso partido.
Eu tenho feito... (aplausos). Eu vim de uma reunião com o governo Rui Falcão e tenho uma reivindicação aos deputados e senadores que, pelo amor de Deus, tem um final de semana por mês para que o partido possa mandar-nos viajar para alguns cantos do país para que a gente possa fortalecer e continuar fortalecendo o nosso partido (aplausos). 
  As direções, tanto as regionais quanto a nacional, muitas vezes ficaram prisioneiras dessa lógica. Tornaram-se burocráticas e menos representativas da nossa base social. Militantes e dirigentes, às vezes, tornam-se profissionais da política e dos governos. Aquele sonho do partido de base, que estava no manifesto, aos poucos está se diluindo, porque a ideia da gente ir pra porta da fábrica, a gente ou vai pra repartição pública, ou vai pro gabinete de vereador, deputado... (aplausos)
  Falando francamente: muitos estão mais preocupados em manter – e se manter – nessas estruturas de poder do que em fazer a militância partidária que estava na origem do PT.
  Essa é a origem de vícios, como uma militância paga. Essa é a origem de vícios, como uma militância paga. Tem gente agora que só trabalha pra ganhar dinheiro. Ninguém mais segura faixa de graça, ninguém mais carrega as coisas de graça... A disputa por cargos em gabinetes. Eu fico imaginando o que o Falcão deve tá sofrendo agora, o que que a Dilma deve tá sofrendo, o que que (inaudível). “Olha, eu to à disposição” (inaudível). Tem gente que fala: “Olha, eu to aqui à sua disposição”.
Então eu acho, companheiros e companheiras, que essa é a origem de vícios, a militância paga. A disputa por cargos de gabinete, o investimento de grandes recursos em campanhas eleitorais. Tá ficando proibitivo fazer campanha política pra eleger as pessoas mais humildes desse país, porque ninguém consegue finanças pra fazer uma campanha. É por isso que nós precisamos acabar com o financiamento privado em campanha política. Acabar definitivamente (aplausos). Vícios que nós sempre criticamos na política tradicional.
  É nesse ambiente que alguns, individualmente, cometem desvios que nos envergonham diante da sociedade e perante a história do PT. É dessa forma que o exercício do poder, ao invés de fortalecer, acaba fragilizando um partido. 
  Não é fenômeno inédito. Aconteceu historicamente com grandes partidos populares ao redor do mundo. Mas penso que esse processo tá chegando ao limite no nosso partido e nós precisamos darmos fim nessa situação.
  Vamos lembrar o nosso manifesto. Não podemos esquecer que o PT nasceu para ser diferente. Resgatar esse espírito é o nosso desafio nesse momento.
  Não se trata de propor, de forma ingênua, a volta a um passado que não existe mais. O país mudou nesses 35 anos. Mudou graças ao PT, não aos que nos criticam de fora. Mudou porque cumprimos os objetivos que levaram à criação do partido.
  Hoje o país é outro, a realidade da classe trabalhadora é outra, a juventude é outra, as reivindicações e interesses da população, meu caro (inaudível), são outras. E estão num novo patamar, assim como as demandas para a ampliação de direitos e da Democracia.
  O PT precisa responder a essa nova realidade. Articular as demandas dos milhões de brasileiros que conquistaram emprego digno e que têm novas oportunidades. Que aprenderam a usar a renda e o crédito para realizar sonhos antigos e que têm, portanto, novos sonhos.
  Precisa ouvir e dialogar com toda uma geração de brasileiros que ainda era criança quando o povo nos levou à Presidência da República. Uma geração que não conhece a nossa história e não vai conhecê-la se não tivermos a inciativa de contar a eles como era este país nos tempos da ditadura, como era o Brasil antes de nós chegarmos ao governo em 2002.
  Precisamos dialogar com as novas demandas democráticas, no plano dos direitos das pessoas, demandas que acompanham a evolução da sociedade e que não eram tão claras a 35 anos atrás.
  É necessário ter muita clareza das mudanças que ocorreram, para elaborar um novo pacto político com a sociedade brasileira, um pacto que atenda às exigências de hoje e que aponte para o futuro.
  Não há respostas fáceis para essa questão. Temos de buscá-las em nossas raízes, porque, se chegamos até aqui, foi pelo que fizemos desde o começo da caminhada.
  Não há dirigente ou liderança individual capaz de apontar o caminho. Não em um partido democrático de massa, como o PT sempre se propôs a ser.
  O PT não é o seu presidente, não é a sua direção, não é o presidente da República, não é qual ou tal liderança. O PT são milhares de filiados e milhões de militantes anônimos (aplausos). São os setores da sociedade que se consideram representados pelo partido, participam do debate político e têm sido decisivos nos embates eleitorais. É aí que vamos encontrar a energia renovadora, para recriar o sonho original do nosso querido partido.
  Creio que é esse o debate que devemos fazer agora, quando iniciamos o processo de renovação da direção partidária.
  Temos a oportunidade, viu Falcão, a oportunidade histórica de elaborar, quem sabe, um novo Manifesto, capaz de traduzir nossos compromissos para os dias de hoje e para os próximos 35 anos.
   Isso exige humildade e coragem de cada um.  Humildade para reconhecer o que é preciso mudar, e coragem para continuar mudando.
  Temos a história ao nosso lado e o futuro diante de nós. O PT precisa estar, mais uma vez, à altura de suas origens, porta-voz da esperança, da democracia, da ética e da igualdade.
  Muito obrigado e viva o PT! (aplausos)
http://www.institutolula.org/discurso-de-lula-na-comemoracao-dos-35-anos-do-pt

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Documentos revelam duas décadas de buscas por óvnis nos EUA

Documentos revelam duas décadas de buscas por óvnis nos EUA

Thinkstock
Em um dos casos, objeto foi descrito como um pires - por isso a imprensa adotou a definição "disco voador"
O historiador amador John Greenewald passou quase duas décadas solicitando informações consideradas não confidenciais do governo dos Estados Unidos sobre objetos voadores não identificados (óvnis).
O resultado foi a postagem na internet de mais de 100 mil páginas de documentos sobre os inquéritos internos de óvnis da Força Aérea americana.
Veja abaixo cinco entre os principais pontos dos arquivos abertos pelo chamado Projeto Livro Azul. As revelações podem ser lidas no site http://projectbluebook.theblackvault.com.

1. O Projeto Livro Azul foi um projeto ambicioso

As origens do ambicioso projeto datam de junho de 1947, disse à BBC o pesquisador sobre óvnis Alejandro Rojas.
O editor da revista Open Minds disse que um respeitado empresário e piloto, Kenneth Arnold, estava sobrevoando sobre o Estado de Washington quando testemunhou vários objetos voadores não identificados.
Mais tarde, Arnold descreveu que os objetos "saltavam como pires". A imprensa adotou o termo, e passou a chamá-los de discos voadores.
Getty
Força Aérea dos EUA disse que estes destroços, recuperados em Roswell, no Novo México, pertenciam a um alvo radar
Este incidente - e vários outros, incluindo o possível pouso de um óvni em Roswell, no Novo México, no mesmo ano - levou a Força Aérea a lançar um órgão de investigação específico sobre o tema.
Nomeado Projeto Livro Azul e sediado na Base Aérea de Wright-Patterson, em Ohio, a ideia era que o programa fosse formado por apenas alguns funcionários. No entanto, o grupo investigou 12.618 registros de óvnis num período de duas décadas.

2. Projeto respondeu a um mal-estar público

Criado nos anos imediatamente seguintes à Segunda Guerra Mundial, o Projeto Livro Azul tinha a intenção de interromper a disseminação do mal-estar público diante do número crescente de relatos de visualizações de óvnis, incluindo sobre locais importantes como a Casa Branca e o Capitólio.
"Havia muita histeria do público, e para os militares e o governo na época, era uma grande ameaça", diz Greenewald. "Não importa se os óvnis eram alienígenas ou não, eles estavam causando pânico, então [o governo] tinha de controlar os nervos de todo mundo."
Embora sejam vistas com sarcasmo hoje, as ocorrências de avistamento de óvnis teriam sido discutidas por altos integrantes do governo americano nos anos 1940 e 1950.
"A questão foi levada muito a sério naquela época", disse Rojas. Chefes da CIA, a agência de inteligência americana, à época afirmavam publicamente que se tratava de um fenômeno real.
Em 1966, outra comissão da Força Aérea foi criada para analisar a fundo alguns dos casos do Projeto Livro Azul. Mais tarde, esse grupo divulgou um relatório que afirmou não ter encontrado evidências de óvnis.
O Livro Azul foi oficialmente encerrado em 1969.

3. Muitos dos casos não deram em nada

Apesar de muitas fontes confiáves - de almirantes da Marinha a pilotos militares e civis - terem relatado avistamento de óvnis, a maioria dos casos investigados pelo Projeto Livro Azul acabou envolvendo balões meteorológicos, gases de pântano, eventos meteorológicos e até mesmo inversões de temperatura.
Em Seattle, no Estado de Washington, em abril de 1956, uma testemunha descreveu ter visto um "objeto redondo, branco... [que] dava voltas e voltas", de acordo com os documentos. Posteriormente, os investigadores concluíram que se tratava de um meteoro e encerraram o caso.
Getty
Investigadores amadores dizem que a verdade sobre óvnis ainda precisa ser descoberta
Em janeiro de 1961, em Newark, New Jersey, uma testemunha relatou ter visto um objeto cinza escuro "do tamanho de um jato sem asas". Esse objeto, mais tarde, foi identificado como um avião.

4. Outros casos não são tão facilmente explicados

De acordo com Greenewald e Rojas, mais de 700 casos do Livro Azul não puderam ser explicados pelos investigadores. Muitos desses casos citaram dados ou provas insuficientes.
Mas mesmo alguns dos casos encerrados levantam mais perguntas do que respostas para os ufólogos. Em um deles, em 1964, um policial em Socorro, no Novo México, interrompeu uma perseguição a um suspeito após avistar uma aeronave estranha.
Ele seguiu o objeto - descrito como tendo uma insígnia vermelha estranha - e o viu aterrissar. Dois seres do tamanho de crianças saíram. O objeto, então, decolou, deixando queimaduras e vestígios no terreno.
"O Livro Azul rotulou [o caso] como inexplicável e, mesmo depois de todas estas décadas, ainda não conseguem explicá-lo", diz Greenewald.

5. Há ainda informações a serem descobertas sobre óvnis

Embora Greenewald tenha acumulado um arsenal de documentos do governo, ele diz haver muitos outros a que nem ele nem o público tiveram acesso.
Um pedido feito à Agência de Segurança Nacional rendeu centenas de páginas - mas as revelações estavam tão editadas que apenas algumas palavras apareciam em cada página, diz.
Outras entidades do governo americano - incluindo a CIA e a agência de inteligência de defesa - também realizaram investigações sobre óvnis que não foram divulgadas, diz Greenewald.
"Eu acho que o Projeto Livro Azul é apenas a ponta do iceberg", diz ele, acrescentando que vai continuar a pedir mais informações ao governo dos EUA.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/01/150124_eua_ovni_hb

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Mas quantas hidrelétricas os tucanos construíram?

Estou curioso.

Leio que próceres tucanos responsabilizam a presidenta Dilma Rousseff pela "grave" crise energética que destrói o país.

Na segunda-feira, para regozijo deles, uma parte do Brasil ficou sem energia elétrica por cerca de 40 minutos.

Como até esse pessoal sabe, apesar de passar quase toda a vida em ambientes refrigerados - que gastam uma enormidade de energia - a região Sudeste está no meio de uma onda de calor inimaginável.

E como até esse pessoal sabe, apesar de passar quase toda a vida conspirando contra o governo trabalhista, quanto mais alta a temperatura, mais alto o consumo de energia elétrica.


Estou curioso.

Leio que muitas obras para aumento do parque energético nacional estão atrasadas principalmente por ordens judiciais e trâmites burocráticos.

Ou seja, as hidrelétricas, termelétricas, usinas eólicas e linhas de transmissão estão sendo construídas. 

Uma hora ou outra elas estarão prontas.

Mas eu estou curioso.

Quero saber, por exemplo, quantas obras desse tipo foram feitas nos 8 anos em que FHC e sua turma - esse mesmo pessoal que agora afirma que o Brasil está à beira de um apagão energético - estiveram no comando da nação.

O que sei é que no reinado de FHC houve um tremendo racionamento de energia, que custou bilhões de dólares para a economia brasileira.

Mas continuo curioso.

Quero saber, por exemplo, porque a imprensa, que dá tanto destaque a esse pessoal que confunde falhas eventuais com geração de energia insuficiente, não fala nada, mas nadinha de nada, sobre a catástrofe iminente que a falta d'água ocasionará no Estado de São Paulo, governado pelos tucanos há duas décadas.

Será que essa tragédia anunciada é menos importante, nem digo do ponto de vista jornalístico, mas humanitário, do que um blecaute de alguns minutos, ocasionado por um defeito qualquer numa usina ou linha de transmissão?

Mas acho que a minha curiosidade nunca será satisfeita.

Para que isso ocorresse, seria preciso que o Brasil tivesse uma imprensa de verdade e uma oposição minimamente honesta.

Como, parece, isso é utopia, vou continuar curioso. 
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2015/01/mas-quantas-hidreletricas-os-tucanos.html

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O discurso de Fernando Pimentel na cerimônia de posse

da Agência Minas de Notícias
Solenidade de Transmissão de Cargo ocorreu, nesta quinta-feira (01/01), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, com a presença do novo secretariado e outras autoridades
Bom dia Minas Gerais!
Bom dia queridos amigos e amigas de todo Estado.
Bom dia a todos que vieram aqui.

A minha primeira palavra hoje para cada um de vocês aqui é obrigado, muito obrigado!

Se hoje assumo a missão de governar o nosso Estado pelos próximos quatro anos é porque o povo mineiro me trouxe até aqui.

E devo agradecer essa confiança que eu recebo com gratidão, mas também com enorme senso de responsabilidade. Obrigado mineiros e mineiras por sonharem junto comigo um Estado mais integrado, mais próspero, mais justo.
Obrigado a todos. Aos mais próximos. Aos meus familiares que estão aqui, minha irmã, meus filhos, Mathias e Irene, minha querida Carol, meus companheiros de militância, meu amigo e vice-governador Antônio Andrade, a todos que se empenharam pelo resultado que hoje celebramos, mas também obrigado aos mineiros e mineiras das regiões mais distantes que se uniram a nós e construíram esse triunfo que não é pessoal, mas é, sim, uma conquista coletiva, um governo eleito pelo anseio de participação de todos os mineiros e de todas as mineiras. Obrigado por compartilharem comigo seus desejos e suas esperanças. Nós estamos juntos nessa caminhada e assim continuaremos nesses próximos quatro anos, se Deus quiser.

Meus amigos e minhas amigas, os governos normalmente se definem e definem seu lugar na história pelos avanços que conseguem conquistar. São as transformações concretas, os benefícios palpáveis, as mudanças reais e objetivas para melhorar a vida das pessoas que constituem a marca de qualquer gestão, mas os governos possuem também aspectos simbólicos e o primeiro simbolismo dessa jornada, que agora se inicia, eu quis enfatizar com a minha própria chegada nessa cerimônia.

Não chego sozinho a este que é o mais honroso posto que um mineiro pode aspirar, o de representante da nossa querida Minas Gerais. Fiz questão de chegar a esse palácio, cruzando a Praça da Liberdade, ao lado de mineiros e mineiras de todas as regiões, de diferentes credos, de diferentes etnias e classes sociais.

Mineiros que foram ouvidos, que participaram ativamente da construção desse novo caminho que hoje se inicia, que compartilharam seus conhecimentos e suas experiências comigo. Mas, sobretudo, que desejam que essa terra seja mais generosa, mais aberta, mais carinhosa com nosso povo. Esperam de nós, homens públicos, retidão, presença e compromisso. Esperam um governo que seja realmente de todos.

Mais do que um gesto simbólico, nessa caminhada, eu assumo a posição para qual fui eleito lado a lado com esses mineiros e mineiras que representam todos os filhos da nossa terra. À dona Lavínia que está aqui, que veio lá do Norte, lá do São Francisco, quero dar a minha palavra de que seremos mais presentes e atenciosos com a região dela. Está aqui conosco a Kelly, do Aglomerado da Serra, e eu quero levar para ela e para todos o meu compromisso de levar aos bairros mais necessitados do nosso Estado, de todas as cidades, soluções para que todos tenham uma casa digna e o respeito que merecem. Está aqui conosco seu José Mário, produtor de queijo lá na Serra da Canastra, não é seu José Mário? Tivemos juntos lá. Quero garantir a ele, e ele tem que ter a certeza de que os produtores rurais do nosso Estado terão um governo que vai honrar a atividade deles.

A todos os mineiros e a todas as mineiras o compromisso nosso, meu e do Antônio Andrade, de que serão ouvidos sem nenhum tipo de discriminação. Eu disse na campanha e quero repetir aqui e agora, Minas Gerais não tem dono, não tem rei, não tem imperador. Engana-se quem imagina que pode subordinar a vontade dos mineiros. Soberano nessa terra é o povo que aqui habita e que faz desse Estado o coração do Brasil. Por isso, cheguei a essa solenidade da mesma forma com que percorri, eu e o Antônio Andrade, todo o Estado ao longo dessa campanha memorável de 2014, com humildade, com dedicação, ouvindo meus conterrâneos e caminhando, lado a lado, com todos os mineiros e mineiras.

Tenho a consciência de que o povo de Minas não escolheu uma pessoa, mas sim um ideal, o de um Governo mais próximo às pessoas, um governo do nós e não do eu, um governo de todos.

Meus amigos e minhas amigas, essa sacada aonde eu estou não é um ponto de chegada, não é um ponto de partida, não é trampolim para lugar nenhum. Esse é apenas mais um passo de uma caminhada longa, mais uma etapa da jornada que começou muito antes de nós e que não vai se encerrar conosco.

Portanto, aqui e agora, vamos render nossas homenagens a todos aqueles que lutaram por Minas e pelo Brasil, e que se sacrificaram pela liberdade, pela democracia e pelos Direitos Civis. Que a memória e o exemplo desses heróis nos inspirem na busca sempre, permanente, de um Governo aberto, democrático e participativo, que não ficará trancado nos gabinetes e nem será refém de planilhas e de números, um Governo de todos.

Ao longo desse ano nós repetimos diversas vezes e vou dizer de novo aqui: as ruas sabem muito mais do que os gabinetes. E a grande mensagem do povo mineiro nessas eleições foi de que todos somos iguais, todos temos o direito de participar, todos queremos e iremos influenciar as decisões do Governo. Nesse início do século XXI, o mundo atravessa grandes transformações, a sociedade está conectada e as pessoas nas redes sociais, em casa, no trabalho, nas escolas, possuem ferramentas tecnológicas que permitem expressar cada vez mais o que elas querem. Está todo mundo ávido por participar. Por isso, a forma de Governo tem que mudar. A mudança não é apenas a posse de um novo governador, mas é a criação de um novo conceito de governar.

O Governo do novo, do contemporâneo, do mundo em que vivemos não é aquele governo que se escora e se esconde atrás de castas sejam elas tecnocráticas, sejam elas do poder econômico. Um governo do novo é o que se reinventa e tem como premissa fundamental a de ouvir mais, de se abrir mais e de empodeirar os únicos e verdadeiros donos do poder, os cidadãos e as cidadãs de Minas Gerais.

Quero ser o governador que não será uma voz, mas, sim, um porta-voz, um porta-voz da vontade popular. Para isso, vamos criar e fortalecer canais de participação, de comunicação, de interferência e de influência nas decisões de poder. O governo do novo, o governo que queremos tem que atuar como uma grande e pulsante plataforma interligada interativamente com as pessoas.

Essa é a minha missão, esse é o meu compromisso: menos poder para o governo, mais poder para as pessoas. Menos poder para poucos, mais poder para todos. O futuro das pessoas não tem que estar nas mãos, às vezes arbitrárias, dos governos. Os governos é que têm que estar nas mãos das pessoas, através de soluções tecnológicas, de processos políticos que garantam a participação de todos e deem forma a esse desejo coletivo de colaborar e de participar.

Meus amigos e minhas amigas, eu quero reafirmar agora, nesse momento, os compromissos da jornada eleitoral que empreendemos juntos, eu e meu vice-governador, companheiro e amigo, Antônio Andrade. Faço, em nosso nome, mas também em nome de todos os que acompanharam essa coligação vitoriosa. Assumo o compromisso de valorizar e dialogar com o funcionalismo público do Estado. Assumo o compromisso de transformar os hospitais regionais não em projetos de propaganda, mas em equipamentos úteis em todas as regiões, e de expandirmos o atendimento médico para toda a população. Assumo a meta de levar escolas infantis e ensino técnico para todo o Estado. Assumo a tarefa de aumentar a eficiência e a eficácia do nosso aparato de segurança. Assumo o compromisso de dialogar, de forma transparente e republicana, com todos os prefeitos e ajudá-los na busca por soluções para suas cidades. Assumo, enfim, este que é o maior desafio da minha vida pública, consciente de que não é possível fazer tudo, mas com a determinação de fazer tudo que for possível.

Nós sabemos que vamos enfrentar uma quadra difícil em nosso país, em nosso Estado. Mas eu quero aqui renovar as minhas mais profundas esperanças em nossa terra, em Minas e no Brasil. Nessa manhã, ainda há pouco, na Assembleia Legislativa, mencionei a admirável construção política e sólida que foi Minas Gerais, construída a nossa terra, nosso território, nosso Estado. Nós não somos apenas Minas, mas também não somos só as Gerais. Nós somos um todo, porque somos Minas Gerais e Minas Gerais sempre foi maior do que os indivíduos.

Minas Gerais sempre foi mais forte quando assumiu e colocou o interesse de seu povo acima de qualquer outro. Quero iniciar uma nova etapa, a de um governo de todos para o bem de toda Minas Gerais. E mais do que nunca, eu vou contar e preciso contar com o apoio da nossa gente para compartilhar essa tarefa histórica: transformar nosso Estado em uma terra cada vez mais justa, mais próspera, mais solidária e mais fraterna.

Vamos todos juntos fazer o governo de todos e que Deus nos ilumine e guie nossos passos.

Viva Minas Gerais!

Muito obrigado!
http://jornalggn.com.br/noticia/o-discurso-de-fernando-pimentel-na-cerimonia-de-posse