Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

José Dirceu


Mais uma vez, a decisão da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal de me condenar, agora por formação de quadrilha, mostra total desconsideração às provas contidas nos autos e que atestam minha inocência. Nunca fiz parte nem chefiei quadrilha.

Assim como ocorreu há duas semanas, repete-se a condenação com base em indícios, uma vez que apenas o corréu Roberto Jefferson sustenta a acusação contra mim em juízo. Todas as suspeitas lançadas à época da CPI dos Correios foram rebatidas de maneira robusta pela defesa, que fez registrar no processo centenas de depoimentos que desmentem as ilações de Jefferson.

Como mostra minha defesa, as reuniões na Casa Civil com representantes de bancos e empresários são compatíveis com a função de ministro e em momento algum, como atestam os testemunhos, foram o fórum para discutir empréstimos. Todos os depoimentos confirmam a legalidade dos encontros e também são uníssonos em comprovar que, até fevereiro de 2004, eu acumulava a função de ministro da articulação política. Portanto, por dever do ofício, me reunia com as lideranças parlamentares e partidárias para discutir exclusivamente temas de importância do governo tanto na Câmara quanto no Senado, além da relação com os estados e municípios.

Sem provas, o que o Ministério Público fez e a maioria do Supremo acatou foi recorrer às atribuições do cargo para me acusar e me condenar como mentor do esquema financeiro. Fui condenado por ser ministro.

Fica provado ainda que nunca tive qualquer relação com o senhor Marcos Valério. As quebras de meus sigilos fiscal, bancário e telefônico apontam que não há qualquer relação com o publicitário.

Teorias e decisões que se curvam à sede por condenações, sem garantir a presunção da inocência ou a análise mais rigorosa das provas produzidas pela defesa, violam o Estado Democrático de Direito.

O que está em jogo são as liberdades e garantias individuais. Temo que as premissas usadas neste julgamento, criando uma nova jurisprudência na Suprema Corte brasileira, sirvam de norte para a condenação de outros réus inocentes país afora. A minha geração, que lutou pela democracia e foi vítima dos tribunais de exceção, especialmente após o Ato Institucional número 5, sabe o valor da luta travada para se erguer os pilares da nossa atual democracia. Condenar sem provas não cabe em uma democracia soberana.

Vou continuar minha luta para provar minha inocência, mas sobretudo para assegurar que garantias tão valiosas ao Estado Democrático de Direito não se percam em nosso país. Os autos falam por si. Qualquer consulta às suas milhares de páginas, hoje ou amanhã, irá comprovar a inocência que me foi negada neste julgamento.

São Paulo, 22 de outubro de 2012

José Dirceu

sábado, 20 de outubro de 2012

EnÇerra

O metrô de Serra

Foto tirada no sábado, 20 de outubro de 2012, do que é para ser a entrada da estação Morumbi do metrô (Linha 4-Amarela), na esquina das avenidas Francisco Morato e J.J. Saad. Como dá para perceber pelo mato, a obra está abandonada, entregue ao sol e à chuva, se degradando com o tempo.
O candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra, promete entregar 25 km de linhas de metrô e 23 estações se for eleito.
A Companhia Metropolitana de São Paulo é uma companhia estadual, não municipal.
O ritmo de construção do metrô paulistano é de menos de 1,5 km por ano.
A Linha Amarela-4, essa da foto, está sendo construída desde o ano 2000 e hoje, mais de 12 anos depois, apenas 5,2 km do total de 12,4 km estão em funcionamento.
Sete pessoas morreram na construção dessa linha, quando, em 2007, uma cratera se abriu na obra da estação Pinheiros.
José Serra era o governador paulista.
Os tucanos governam o Estado de São Paulo há 17 anos.
Nesse tempo todo, construíram apenas ridículos 25 km de linhas de metrô.
O metrô de São Paulo é o exemplo mais que acabado de sua incompetência administrativa.
Os transportes públicos paulistanos estão em situação caótica, são uma vergonha para uma das maiores cidades do mundo, com um orçamento previsto de R$ 42 bilhões - maior que muitos países do mundo.
As promessas que Serra faz em sua propaganda eleitoral sobre o metrô são cínicas e mentirosas.
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2012/10/serra-e-o-metro.html

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

AO POVO BRASILEIRO



No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do 30º Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.
Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.
Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.
Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.
Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.
Na madrugada de dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.
A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.
Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.
Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.
Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.
Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.

Vinhedo, 09 de outubro de 2012
José Dirceu

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

As mulheres estão mais "porcas"?


Pisquila Wine
Sei que este post poderá alvoroçar feministas, mas fazer o quê se é um fato? Pelo que observo há algum tempo, a maioria das mulheres com 35 anos ou menos de idade, demonstram um alto índice de desmazelo quanto a limpeza e organização dos locais onde moram. Vejam bem, não estou falando de higiene pessoal e sim da limpeza e organização da casa. Quantas e quantas casas, que por questões ocasionais visitei, observei uma total bagunça e aspectos de sujeira reinantes. Isso não tem nada à ver com a libertação feminina, direitos iguais e blá, blá, blá e sim questão de educação mesmo. Antes se via apenas a pecha de bagunceiros lançada aos homens. Lembro muito da minha avó dizendo: "Homem é tudo bangunceiro, bicho porco!". Creio que hoje em dia, isso virou comum dos gêneros. É claro que a minha observação não tem nenhum rigor de pesquisa científica. É um "achismo" mesmo, mas baseado em observações reais do dia a dia. Por exemplo, é muito mais difícil encontrar uma mulher com mais de 35 anos que seja tão bagunceira e porque não dizer, "porca". O mesmo não se pode dizer das mocinhas de hoje em dia, a grande maioria "inimigas" dos trabalhos domésticos mínimos para se manter uma casa limpa. Dia desses, tive que entrar em uma república só para moças, para dar carona a uma amiga. Fiquei espantado com tanta sujeira. Nem as repúblicas dos meus tempos de estudante eram tão porcas. Não pensem que eu esteja com alguma neurose ou fobia quanto a sujeira, mas acredito que qualquer pessoa normal e que tenha um minimo de educação não se sentiria bem em um ambiente sujo, fétido e bagunçado. As louças suja e entulhadas na pia da cozinha, pareciam formar uma verdadeira torre de Pizza a implorar por uma lavada. Isso, fora as bitucas de cigarros espalhadas por toda a casa e roupas jogadas aqui e acolá, inclusive pelos cantos, no chão. Desisti de beber água pois não achei sequer um copo limpo. Acredito que na educação está a chave da questão. A partir dos anos 80 começou a ocorrer uma transformoção muito grande nas relações sociais, trabalhistas e econômica no mundo inteiro e que veio redundar na famosa "globalização". Com isso, a instantaneidade da informação, a rapidez de disseminação das informações, veio a sacrificar a qualidade e o conteúdo das coisas. E nesse aspecto, quem mais sofreu foi a educação em geral, principalmente no seio familiar, onde mais e mais foi deixado de lado ensinar aos filhos os bons modos, a gentileza, a importância da limpeza e higiene e a necessidade da organização no cotidiano da vida. A própria competição pela sobrevivência diária, também pode estar contribuindo para isso, onde as pessoas não têm mais tempo de cuidar da própria casa onde vivem. No entanto, só isso não justifica a situação. O fato é que as mulheres atualmente, principalmente as mais jovens, em matéria de sujeira e bagunça podem dar as mãos à maioria dos homens.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Hipocrisia brasileira


Festinha privê


O governo federal anunciou ontem a redução das tarifas de energia elétrica para empresas e famílias. Não me lembro de iniciativa semelhante, mas sim do racionamento imposto ao país no governo FHC. Impressiona como as coisas mudaram ao longo desses anos. Parece que saímos da idade das trevas para finalmente começarmos a enxergar o mundo como ele é - ou deveria ser -, de cores exuberantes.
O governo Dilma tem promovido, sem explicitar o fato, as reformas que podem levar o Brasil ao Primeiro Mundo: corte nos tributos e na taxa básica de juros, investimentos na infraestrutura - especialmente a de logística -, construção de moradias, oferta farta e barata de crédito, desoneração da folha de pagamentos, foco no aprimoramento da gestão, combate à corrupção, mudanças na Previdência (a do funcionalismo público já efetuada; a dos cidadãos comuns em via de ser anunciada), entre outras coisitas mais.
É estranho que tal revolução silenciosa não seja nem notada nem destacada pelos tais analistas que abundam nas páginas dos jornalões, sempre dispostos a dar palpites em tudo.
Em vez disso, eles têm preferido comentar o julgamento do dito mensalão, como se a condenação de alguns políticos do PT fosse o suficiente para a desforra que tanto almejam.
O plano traçado há tanto tempo para dinamitar o partido e suas lideranças, porém, não avança por uma razão muito simples: ninguém, com exceção dessa meia dúzia de saudosistas dos velhos e bons tempos em que os neoliberais faziam do Brasil o seu parque de diversões, está dando a mínima para o julgamento.
No roteiro escrito por esses golpistas acovardados, nesta altura do campeonato as praças estariam cheias, com as multidões clamando pelo sangue dos réus, uma onda de indignação moral teria tomado conta do país  e os infames usurpadores do poder cumpririam seus mandatos feito zumbis, contando as horas para passar o bastão aos representantes dos homens bons.
Como é a arte que imita a vida e não o contrário, essa turma terá de se contentar em promover festinhas privês e não públicas para comemorar a vitória que conquistará em breve, graças a um tribunal que não foge do estereótipo da Justiça brasileira, estigmatizada pelas severas punições que costuma aplicar apenas em pobres, pretos, putas e, agora, petistas.
E enquanto estiverem trocando cumprimentos pelo sucesso da campanha, emparedados pelo medo de se expor à luz do sol, nas ruas, nas casas, nos escritórios, nas fábricas e nos campos o Brasil estará festejando outra coisa muito maior, muito mais valiosa, muito mais duradoura, que são esses primeiros passos que dá em busca de superar de uma vez por todas a ignomínia de ser um dos países com a maior desigualdade social  e econômica do mundo.
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2012/09/festinha-prive.html

sábado, 11 de agosto de 2012

Nada pelo Social, assim é em São Paulo


Kassab, nada pelo social

Fachada da escola de mecânicos: Kassab não perdoa, fecha
Reproduzo abaixo artigo do L.A. Pandini, publicado em seu ótimo blog PandiniGP.
É de chorar o que Kassab, Serra, Alckmin e assemelhados fazem com São Paulo.
As eleições estão aí. Já é mais que hora de mandar esses picaretas embora.
Qualquer minuto a mais com eles no poder é um risco para a cidade, para os munícipes, para o ambiente, para a vida.

Kassab fecha Escola de Mecânica de Interlagos

Tristeza, raiva, impotência, sentimento de perda, pesar. É o que sinto no momento por duas coisas: a destruição do autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e o tema da mensagem abaixo, enviada pelo amigo Sérgio Berti.

Como se não bastasse tudo de errado que esta nova administração do Autódromo tem feito contra os automobilistas paulistas, agora eles fecharam a Escola de Mecânicos de Interlagos. 
Saibam todos que o Prof. Elibama (ou apenas Prof. Eli) , diretor da Escola, não ensinava apenas a profissão aos jovens. Ele ensinava muito mais, ensinava Cidadania e Organização. 
Várias vezes, em que eu passava em frente a escola, via o grupo de alunos, parte dos 3 mil já formados, hasteando a Bandeira e cantando Hino Nacional Brasileiro antes de iniciarem suas atividades diárias. Além disso, o Professor e seus assistentes encaminhavam vários destes jovens ao seu primeiro emprego. 
É uma pena. Perdermos um bom projeto social da região de Interlagos pela ganância financeira dos novos administradores do autódromo.
Façam uma visita às instalações da Escola e vejam o quanto estes alunos aprendiam sobre organização, limpeza, cidadania e “mecânica”.
Segue abaixo o contato do prof. Eli para quem quiser confirmar as informações acima: cel. 9 9454-9566 - elibamacastro@gmail.com) 

Volto eu, LAP, para fazer justiça. A Escola de Mecânica do autódromo foi criada durante a gestão da prefeita Luiza Erundina, entre 1989 e 1992, na época filiada ao PT e atualmente exercendo seu quarto mandato como deputada federal pelo PSB. Um projeto social que desde sua implantação deu uma profissão, um futuro, a milhares de jovens. Muitos deles trabalham em oficinas e fábricas.
É isto que dá eleger como governantes seres que só pensam em si mesmos. São incapazes de pensar nos outros, no coletivo. Enxergam apenas números e estatísticas. Acham que o lucro é o bem maior a ser atingido. E, movidos por este raciocínio, fecham escolas e bibliotecas: porque não dão “lucro”.
São Paulo virou uma cidade talibã. Desde 2005, vivemos uma onda de proibições. Até alguns anos atrás, a avenida Paulista era repleta de artesãos e de artistas de rua que apresentavam números variados. Foram expulsos de lá – e de qualquer outro lugar: simplesmente não podem mais se apresentar nas ruas.
Algum tempo atrás, passei pela esquina da Xavier de Toledo com a São Luiz, no centro. Atentei para o vazio onde durante décadas havia uma grande banca de jornal que funcionava como sebo. E vi o dono da banca sentado em uma cadeira, tendo ao lado um caixote sobre o qual havia uns poucos livros e revistas.
- Um caminhão da prefeitura levou a banca embora com tudo dentro – explicou o homem. Fizeram tudo de madrugada.
Segundo ele, houve, durante a gestão de Marta Suplicy (2001-2004), um projeto de regulamentar os sebos que funcionavam na rua, em bancas de jornal. A iniciativa caiu no vazio e, em dado momento, o atual prefeito resolveu aproveitar esse pretexto para fazer uma das coisas que mais gosta: proibir algo – no caso, a existência das bancas-sebo, tradicionalíssimas no centro de São Paulo (graças a elas, compus boa parte do acervo de livros e revistas que possuo hoje). Na mesma época em que eu soube dessa história, Kassab pretendia proibir a existência de bancas de jornal no centro. Alegação: muitas delas, quando fechadas, eram usadas por ladrões para ficarem de tocaia, à espera de vítimas. Sem comentários.
O mais desolador é ver que a população supostamente esclarecida de São Paulo aceita todas estas proibições de maneira passiva, como se fosse esta a natureza das coisas. É uma das razões que tornam São Paulo cada vez mais insuportável de se viver. Não é à toa que pesquisa recente mostrou que 57% dos habitantes iriam embora daqui, se pudessem – e os congestionamentos que se formam nas saídas da cidade na véspera de qualquer final de semana ou feriado não deixam dúvidas sobre isto.
Estou entre os 57%. Vai demorar alguns anos mas, assim que puder, vou embora daqui. Que fiquem com São Paulo os habitantes retratados neste post, escrito três anos atrás.
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cada atleta uma medalha


Antipauta olímpica: o quadro de medalhas

O quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos é uma cascata. Mais: é um filho da Guerra Fria. Ele nasceu em 1956, nos Jogos de Melbourne, fruto da primeira presença da União Soviética no evento, em Helsinque, em 1952. Os soviéticos mostraram que não estavam para brincadeiras, ganhando um monte de medalhas, em esportes de ponta, como futebol, vôlei, ginástica e nas provas de atletismo.
Diante de estreia tão ameaçadora em plena era macartista, os americanos resolveram fazer algo a respeito e os seus jornais inventaram o quadro de medalhas, aproveitando as informações tradicionalmente divulgadas pelo COI. Era uma maneira de dar uma abaixada na bola nos “vermelhos”, pois os sobrinhos do Tio Sam e seus aliados estavam presentes em mais esportes do que os soviéticos e o pessoal da chamada “Cortina de Ferro” – portanto, ganhavam mais medalhas.
O problema com a contagem do COI é que ela contém um erro metodológico – nas provas individuais, o Comitê atribui uma medalha por atleta – e, portanto, por país -, mas não faz o mesmo com os esportes coletivos, que contam apenas uma medalha, embora todos os atletas recebam a sua, como nos esportes individuais. Para os jornais americanos (e de todo o “mundo livre” – por favor, não ria, era assim durante a “Guerra Fria” – como o Brasil), esse erro veio bem a calhar, pois os russos, desde o início, mostraram-se fortíssimos no futebol (onde competiam com suas equipes principais, disfarçadas de times militares) e no vôlei (este, a partir de 64). Os americanos dominavam o basquete, é certo, mas os russos, já a partir de 52, começaram a competir seriamente, sempre faturando suas medalhinhas.
Assim, minha proposta de antipauta é a seguinte: os jornais brasileiros passarem a contar tantas medalhas quantas for o número regulamentar de atletas que disputam as competições nos esportes coletivos. Assim, seriam contadas 11 medalhas no futebol, seis no vôlei de quadra, duas no vôlei de praia e cinco no basquete – só para falar dos principais, mas valeria também para badminton, hóquei sobre a grama, pólo aquático e outros. Tenho a impressão que o quadro não chegaria a mudar demais, mas, creio, ficaria bem mais justo.
http://bit.ly/MnzR4U