Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A estratégia tucana para privatizar a Petrobras



Por Cláudio Puty

Os tucanos passaram oito anos no poder tentando, de todas as formas, privatizar a nossa maior empresa, a Petrobras, criada em 1953 na esteira da campanha nacionalista ‘O petróleo é nosso.’

Agora, a pretexto de investigar supostas irregularidades na compra, pela estatal, de uma refinaria em Pasadena (Texas) em 2006, a oposição procura enfraquecer a imagem da empresa, uma das maiores conquistas do povo brasileiro. Essa é a principal função da CPI pedida no Senado. A estratégia antinacional traçada pelo Estado-Maior da oposição conservadora e levada a cabo pelo ‘general’ Aécio Neves é mostrar que os governos Lula e Dilma levaram a empresa à bancarrota. Entretanto, se nos dermos ao trabalho de comparar a desastrosa gestão da Petrobras durante a gestão FHC com os resultados obtidos por ela desde 2003, constataremos que a atual campanha da oposição não passa de cortina de fumaça para uma nova investida para a privatização da estatal. Tanto que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a defender essa medida, numa afronta à memória de seu tio, o general Felicíssimo Cardoso, um dos líderes da campanha pela criação da Petrobras.


O fato é que as ações de FHC no poder mostram coerência do tucanato com o ideário privatista. Em 1994, ainda como ministro da Fazenda de Itamar Franco, ele manipulou a estrutura de preços dos derivados de petróleo de forma que, nos últimos seis meses que antecederam a implantação do Plano Real, a Petrobras teve aumentos de combustíveis 8% abaixo da inflação, enquanto que as distribuidoras tiveram aumentos 32% acima da inflação. Com isso, houve uma transferência do faturamento da Petrobras para o cartel das distribuidoras, cerca de US$ 3 bilhões anuais. Já como presidente, FHC pressionou a Petrobras para que ela assumisse os custos da construção do gasoduto Brasil-Bolívia, obra que beneficiava a Enron e a Repsol, donas das reservas de gás boliviano. Ocorre que a taxa de retorno do gasoduto era 10% ao ano e o custo financeiro, 12%, mas a
Petrobras foi obrigada a desviar recursos da Bacia de Campos – com taxa de retorno de 80% – para investir nesse empreendimento. A empresa também teve que assinar uma cláusula que a obrigava a pagar pelo gás boliviano mesmo que não o comprasse. Com isso, pagou por cerca de 10 milhões de metros cúbicos sem ter conseguido vendê-los.

Em 1998 o governo federal impediu a Petrobras de obter empréstimos no exterior de emitir debêntures para a obtenção de recursos para novos investimentos. Ao mesmo tempo, FHC criou o Repetro (regime aduaneiro especial), isenção fiscal às empresas estrangeiras que importam equipamentos de pesquisa e lavra de petróleo, sem a devida contrapartida para as empresas nacionais. Com isso, cinco mil empresas brasileiras fornecedoras de equipamentos para a Petrobras quebraram, provocando desemprego e perda de tecnologia nacional. Em 2000, o então presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, levou Pelé a Nova York para o lançamento de ações da Petrobras na Bolsa de Valores de Wall Street. O governo vendeu, então, 20% do capital total da estatal e, posteriormente, mais 16%, pelo valor total de US$ 5 bilhões. No mesmo ano, os tucanos privatizaram a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) por meio de troca de ativos com a Repsol argentina, do grupo Santander, braço do Royal Scotland Bank Co. Nessa transação, a Petrobras deu ativos no valor de US$ 500 milhões e recebeu ativos no valor de US$ 500 milhões. Soma zero? Não, porque os ativos da estatal brasileira eram avaliados em US$ 2 bilhões e os que ela recebeu passaram a valer US$ 170 milhões, em razão da crise financeira da Argentina. Nada simboliza melhor esse período nefasto do que o naufrágio da plataforma P-36, com 11 mortes e prejuízos de US$ 2 bilhões.

A privatização da Petrobras foi revertida pelos governos do PT, mas agora os demo-tucanos pensam ter encontrado o pretexto ideal para colocá-la novamente na agenda. Para desespero da oposição, os números representados pela estatal são a melhor arma contra a estratégia de desmoralização. A produção média mensal de petróleo na camada de pré-sal atingiu a marca de 387 mil barris/dia, novo recorde. A estatal também bateu recorde de processamento de suas refinarias, com uma média de 2.151 mil barris de petróleo por dia. E também foi recorde a produção de diesel e gasolina com baixo teor de enxofre, com 24 milhões de barris de diesel e 14,8 milhões de barris de gasolina. Em relação ao gás natural, a Petrobras ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de metros cúbicos por dia (101,1 milhões).

Claudio Puty é deputado federal (PT-PA), vice-líder do governo no Congresso Nacional.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O papel do jornal Última Hora durante o golpe

Do Vermelho
Ana Flávia Marx
Na data em que é marcada por um dos episódios mais tristes da história brasileira, 50 anos do golpe militar, é inegável o papel da grande e velha imprensa neste ato. Contudo, há uma luz no fatídico episódio: o papel do jornal Última Hora, único grande jornal contrário ao golpe e o único que defendeu Jango.
jornal-samuel
Samuel Wainer observa a impressão de seu jornal
O jornal do chamado 'Profeta' Samuel Wainer, criado em 1953, a partir da negação da tese da “imparcialidade” e com o apoio do então presidente Getúlio Vargas, foi o primeiro alvo dos militares junto com a sede da União Nacional dos Estudantes. Com grande circulação nas camadas populares, os golpistas precisaram agir rápido para que o veículo não fosse pilar de alguma reação.
Diferente dos outros jornais que articularam junto com os militares e empresários o golpe, desde o seu início, Última Hora imprimia em suas páginas claro posicionamento político.

Em seus editoriais defendia incisivamente os trabalhadores, a democracia, o desenvolvimento e a soberania nacional. Portanto, sabia que em pleno período da guerra fria, as incertezas com a renúncia de Jânio Quadros trariam conflitos com forte influência da mão pesada dos Estados Unidos.

As evidências vinham da própria boca das lideranças, principalmente de esquerda, que Wainer tinha relações e mantinha constantes diálogos.

Menos de um mês antes do golpe, o dono do Última Hora reuniu se em sua casa com Miguel Arraes, que junto com Leonel Brizola e Luís Carlos Prestes, dialogava com amplos setores da esquerda. Depois de tomar algumas doses de uísque, Arraes disse à Wainer:

- “No dia 13, teu amigo Jango cai, acaba...”, disse estendendo uma das mãos com o polegar para baixo.
As forças de esquerda queriam mais de Jango. Julgavam-no muito conciliador, moderado demais para aqueles tempos de extrema polarização no cenário mundial, em que a economia brasileira sentia os efeitos da luta internacional. Na última viagem aos Estados Unidos, Lyndon B. Johnson mostrou o poderio bélico norte-americano ao presidente Jango em uma contundente forma de intimidação.

Última Hora era um agitador da reformas de base, programa de Jango, e buscava esclarecer com matérias e reportagens especiais sobre as principais reformas. Naquela época, a reforma agrária tinha 74% de apoio, segundo pesquisa Ibope feita em 1964, porém não divulgada.

O próprio presidente Jango tinha uma relação muito próxima com o jornal Última Hora. Uma prova disso é o diálogo, do começo de 1964, em que o presidente comunicou a Samuel Wainer que prenderia Humberto de Alencar Castello Branco, então chefe do Estado Maior do Exército.

A resposta do jornalista é que daria a manchete na primeira página, desde que o cárcere fosse efetivado, senão ficaria desmoralizado. E escutou do presidente:

- “Vou mandar prender o general Castello Branco. Quem está dizendo isso é o presidente da República.”
Depois de dar a grande manchete, quando o jornal não havia nem esquentado nas bancas, João Goulart recebia em audiência o chefe das forças armadas, que já encabeçava as articulações do golpe.

Mesmo com a barriga imposta pelo presidente, o editor do Última Hora manteve contato com o dirigente brasileiro, pelo menos até aquele momento.

No dia 31 de março, por telefone, Jango fez o convite para que Wainer fosse com ele para Brasília, que respondeu:
- 'Não, Jango, não vou. Tu vais defender a tua presidência, eu vou defender o meu jornal.'

Sentindo o “azedume” do golpe, Wainer foi naquele mesmo dia pedir asilo na embaixada do Chile. Como a maioria das pessoas, o jornalista acreditava que o golpe não duraria muito tempo e que seu jornal sobreviveria àqueles tempos atormentadores. Mas as sucursais do Última Hora viveram, de acordo com a realidade política de cada estado, situações diferentes.

O primeiro ato dos correligionários de Carlos Lacerda foi acabar com toda a infraestrutura do jornal. Com o empastelamento, o jornal voltou a circular no dia três de abril, somente com duas páginas, mas com os traços críticos da charge de Jaguar.

Em São Paulo, o jornal retomou a sua rotina depois de 21 dias. 'Quando voltou às bancas, perdera definitivamente a força de outros tempos, vergando-se à anemia que precipitaria sua venda e, mais tarde, a sua morte', escreveu o jornalista em suas memórias.

O jornal chegou a escrever que defendia 'o futuro contra a cobiça dos interesses monopolistas internacionais – o que de resto constitui o centro de toda essa onda conspirativa contra as nossas instituições democráticas'.

Viver em uma ditadura militar era uma missão impossível, como um peixe fora d’água. Sem democracia, que era seu leito e justamente a brecha que havia utilizado para fundar o jornal, sem poder dialogar com os trabalhadores que há mais de duas décadas saiam da área rural em direção às grandes cidades, o jornal que desafiava a ditadura com manchetes como 'Eleições, só de Miss',foi vendido no dia 21 de abril de 1972.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Ibope: Dilma tem 43% contra 15% de Aécio e 7% de Campos; especuladores se deram mal

publicado em 20 de março de 2014 às 19:13


Dilma mantém liderança nas intenções de voto, aponta Ibope
Do UOL, em São Paulo
20/03/201418h16
A presidente Dilma Rousseff (PT) mantém 43% das intenções de voto na primeira pesquisa realizada pelo Ibope em 2014. É a mesma taxa obtida no levantamento anterior do instituto, realizado em novembro.
O senador Aécio Neves (PSDB) variou de 14% para 15%. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ficou estável com 7%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (20) no blog Radar Político, do jornal O Estado de S.Paulo. O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios. As entrevistas foram realizadas entre 13 e 17 de março. A marge de erro é de dois pontos percentuais para baixo ou para cima. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-00031/2014.
De acordo com o blog, em um cenário com a inclusão de cinco pré-candidatos “nanicos”, Dilma fica com 40%, contra 13% de Aécio e 6% de Campos.
Somados, os adversários da presidente teriam 23% das intenções de voto, o que seria insuficiente para impedir a vitória de Dilma ainda no primeiro turno.
Testando hipóteses de segundo turno, o Ibope mostra que Dilma venceria Aécio por 47% a 20%. Contra Campos, Dilma seria eleita com 47% ante 16% do governador pernambucano.
Marina Silva
Segundo o Radar Político, o Ibope testou cenários em que Marina Silva aparece como candidata do PSB no lugar de Campos.
No primeiro turno, Dilma lidera com 41%, frente a 14% de Aécio e 12% de Marina. Em um eventual segundo turno, Dilma venceria com 45%, ante 21% da ex-ministra do Meio Ambiente.
PS do Viomundo: O povo especula, especula, especula… Vai ver, não era nada daquilo. Deu no Valor(abaixo) e imediatamente começou a especulação de que os investidores queriam isso ou aquilo, de que os empresários estavam reforçando o “volta, Lula”… Curiosamente, tudo é sempre baseado em fontes não identificadas. Pode ser tanto o dono da mercearia da esquina quanto o dono do Google, não faz diferença: amanhã tem mais boato na capa do jornal.

Leia também:
Ministra diz ao Viomundo que estudos provam que Bolsa Família não é Bolsa Preguiça

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Um artigo para elevar o astral

Um artigo para elevar o astral

O jornal "Valor Econômico" publicou um artigo do ex-presidente Lula que deveria ser lido especialmente pelos ilustres representantes da oposição, esses que diariamente tentam desqualificar o Brasil que está sendo construído.
Nem tanto porque ele apresenta fatos inquestionáveis sobre a evolução social e econômica do país, nem porque é um contraponto formidável ao pessimismo incontrolável da turma do contra, mas principalmente porque mostra o sentimento que todo homem público, todo político, seja qual for a sua ideologia, tem de ter pela sua pátria: em cada linha de seu artigo, Lula extravasa otimismo e esperança no Brasil, sem oba-oba, mas como resultado de uma análise fria da realidade.
Fora isso, é impressionante a diferença de comportamento dos ex-presidentes Lula e FHC, um dos lideres da oposição catastrofista e porta-voz de um extenso arco reacionário: Lula é positivo, FHC é negativo; Lula é para cima, FHC é para baixo; Lula é felicidade, FHC é só rancor; Lula é uma paleta colorida, FHC é preto e branco; Lula é alegria, FHC é uma tristeza de dar dó.
A leitura é um prazer só:

Por que o Brasil é o país das oportunidades

Passados cinco anos do início da crise global, o mundo ainda enfrenta suas consequências, mas já se prepara para um novo ciclo de crescimento. As atenções estão voltadas para mercados emergentes como o Brasil. Nosso modelo de desenvolvimento com inclusão social atraiu e continua atraindo investidores de toda parte. É hora de mostrar as grandes oportunidades que o país oferece, num quadro de estabilidade que poucos podem apresentar.
Nos últimos 11 anos, o Brasil deu um grande salto econômico e social. O PIB em dólares cresceu 4,4 vezes e supera US$ 2,2 trilhões. O comércio externo passou de US$ 108 bilhões para US$ 480 bilhões ao ano. O país tornou-se um dos cinco maiores destinos de investimento externo direto. Hoje somos grandes produtores de automóveis, máquinas agrícolas, celulose, alumínio, aviões; líderes mundiais em carnes, soja, café, açúcar, laranja e etanol.
Reduzimos a inflação, de 12,5% em 2002 para 5,9%, e continuamos trabalhando para trazê-la ao centro da meta. Há dez anos consecutivos a inflação está controlada nas margens estabelecidas, num ambiente de crescimento da economia, do consumo e do emprego. Reduzimos a dívida pública líquida praticamente à metade; de 60,4% do PIB para 33,8%. As despesas com pessoal, juros da dívida e financiamento da previdência caíram em relação ao PIB.
Colocamos os mais pobres no centro das políticas econômicas, dinamizando o mercado e reduzindo a desigualdade. Criamos 21 milhões de empregos; 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza e 42 milhões alcançaram a classe média.
Quantos países conseguiram tanto, em tão pouco tempo, com democracia plena e instituições estáveis?
A novidade é que o Brasil deixou de ser um país vulnerável e tornou-se um competidor global. E isso incomoda; contraria interesses. Não é por outra razão que as contas do país e as ações do governo tornaram-se objeto de avaliações cada vez mais rigorosas e, em certos casos, claramente especulativas. Mas um país robusto não se intimida com as críticas; aprende com elas.
A dívida pública bruta, por exemplo, ganhou relevância nessas análises. Mas em quantos países a dívida bruta se mantém estável em relação ao PIB, com perfil adequado de vencimentos, como ocorre no Brasil? Desde 2008, o país fez superávit primário médio anual de 2,58%, o melhor desempenho entre as grandes economias. E o governo da presidenta Dilma Rousseff acaba de anunciar o esforço fiscal necessário para manter a trajetória de redução da dívida em 2014.
Acumulamos US$ 376 bilhões em reservas: dez vezes mais do que em 2002 e dez vezes maiores que a dívida de curto prazo. Que outro grande país, além da China, tem reservas superiores a 18 meses de importações? Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutuações externas, ajustando o câmbio sem artifícios e sem turbulência. Esse ajuste, que é necessário, contribui para fortalecer nosso setor produtivo e vai melhorar o desempenho das contas externas.
O Brasil tem um sistema financeiro sólido e expandiu a oferta de crédito com medidas prudenciais para ampliar a segurança dos empréstimos e o universo de tomadores. Em 11 anos o crédito passou de R$ 380 bilhões para R$ 2,7 trilhões; ou seja, de 24% para 56,5% do PIB. Quantos países fizeram expansão dessa ordem reduzindo a inadimplência?
O investimento do setor público passou de 2,6% do PIB para 4,4%. A taxa de investimento no país cresceu em média 5,7% ao ano. Os depósitos em poupança crescem há 22 meses. É preciso fazer mais: simplificar e desburocratizar a estrutura fiscal, aumentar a competitividade da economia, continuar reduzindo aportes aos bancos públicos, aprofundar a inclusão social que está na base do crescimento. Mas não se pode duvidar de um país que fez tanto em apenas 11 anos.
Que país duplicou a safra e tornou-se uma das economias agrícolas mais modernas e dinâmicas do mundo? Que país duplicou sua produção de veículos? Que país reergueu do zero uma indústria naval que emprega 78 mil pessoas e já é a terceira maior do mundo?
Que país ampliou a capacidade instalada de eletricidade de 80 mil para 126 mil MW, e constrói três das maiores hidrelétricas do mundo? Levou eletricidade a 15 milhões de pessoas no campo? Contratou a construção de 3 milhões de moradias populares e já entregou a metade?
Qual o país no mundo, segundo a OCDE, que mais aumentou o investimento em educação? Que triplicou o orçamento federal do setor; ampliou e financiou o acesso ao ensino superior, com o Prouni, o FIES e as cotas, e duplicou para 7 milhões as matrículas nas universidades? Que levou 60 mil jovens a estudar nas melhores universidades do mundo? Abrimos mais escolas técnicas em 11 anos do que se fez em todo o Século XX. O Pronatec qualificou mais de 5 milhões de trabalhadores. Destinamos 75% dos royalties do petróleo para a educação.
E que país é apontado pela ONU e outros organismos internacionais como exemplo de combate à desigualdade?
O Brasil e outros países poderiam ter alcançado mais, não fossem os impactos da crise sobre o crédito, o câmbio e o comércio global, que se mantém estagnado. A recuperação dos Estados Unidos é uma excelente notícia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos estímulos do Fed. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil está entre os oito países do G-20 que tiveram crescimento do PIB maior que 2% em 2013.
O mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo destruía 62 milhões de empregos, segundo a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil criava 10,5 milhões de empregos. O desemprego é o menor da nossa história. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia.
Que país atravessou a pior crise de todos os tempos promovendo o pleno emprego e aumentando a renda da população?
Cometemos erros, naturalmente, mas a boa notícia é que os reconhecemos e trabalhamos para corrigi-los. O governo ouviu, por exemplo, as críticas ao modelo de concessões e o tornou mais equilibrado. Resultado: concedemos 4,2 mil quilômetros de rodovias com deságio muito acima do esperado. Houve sucesso nos leilões de petróleo, de seis aeroportos e de 2.100 quilômetros de linhas de transmissão de energia.
O Brasil tem um programa de logística de R$ 305 bilhões. A Petrobras investe US$ 236 bilhões para dobrar a produção até 2020, o que vai nos colocar entre os seis maiores produtores mundiais de petróleo. Quantos países oferecem oportunidades como estas?
A classe média brasileira, que consumiu R$ 1,17 trilhão em 2013, de acordo com a Serasa/Data Popular, continuará crescendo. Quantos países têm mercado consumidor em expansão tão vigorosa?
Recentemente estive com investidores globais no Conselho das Américas, em Nova Iorque, para mostrar como o Brasil se prepara para dar saltos ainda maiores na nova etapa da economia global. Voltei convencido de que eles têm uma visão objetiva do país e do nosso potencial, diferente de versões pessimistas. O povo brasileiro está construindo uma nova era – uma era de oportunidades. Quem continuar acreditando e investindo no Brasil vai ganhar ainda mais e vai crescer junto com o nosso país.

http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/02/um-texto-para-elevar-o-astral.html

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Câncer de Próstata

Câncer de Próstata - O Vilão Explicado e Novidades para Dieta e Prevenção.

Câncer de Próstata
O que é?
É um tumor (ou neoplasia) que atinge a próstata. Cerca de 99% dos casos são de um tipo chamado adenocarcinoma. Nesse tipo de doença as lesões são assintomáticas nas fases precoces, com sintomas surgindo apenas quando já ocorrerau disseminação local ou a distância.
É uma neoplasia que atinge cerca de 1 a cada 6 homens após os 50 anos e que possui forte componente genético ou familiar. Quanto mais familiares com câncer prostático maior a possibilidade de um indivíduo na mesma família desenvolvê-lo.
Quais os sintomas?
Os sintomas do câncer não surgem nas fases iniciais, quando ele ainda é curável. Assim, os sintomas referem-se as fases avançadas da neoplasia e  incluem os problemas de obstrução do fluxo urinário (como jato fraco, retenção urinaria, dificuldade para iniciar a micção); dor óssea e fraturas patológicas, além de alguns quadros menos comuns como trombose de vasos.
O toque retal é bastante útil para o diagnóstico e deve sempre estar associado a avaliação do PSA. A constatação da presença de crescimento prostático benigno (HPB ou Aumento Prostático), não exclui a presença de tumor prostático, já que 10 – 30% dos homens podem apresentar uma neoplasia oculta.
A realização regular desses exames, contudo, é a melhor garantia de diagnóstico oportuno dos tumores prostáticos, já que não podemos contar com o surgimento de sintomas na fase em que o tumor ainda é curável, a fase precoce ou inicial.
Como é feito o diagnóstico?
A suspeita do diagnóstico é feita pelo exame de PSA elevado ou pelo exame de toque da próstata com a presença de nódulos ou endurecimentos.
Em linhas gerais consideramos como valor máximo PSA=2,5. Esse limite pode variar bastante se considerarmos os extremos de idade e os fatores genéticos envolvidos no desenvolvimento do câncer de próstata, mas deve ser o guia para uma suspeita consistente do tumor na maioria dos pacientes.
Com a suspeita levantada pelo PSA e/ou pelo Exame da Próstata, o paciente deve ser submetido à Biópsia da Próstata, sob sedação. Esse procedimento é realizado sem a necessidade de internação, com o paciente sedado, retirando-se de pelo menos 12 fragmentos de tecido prostático. Cada fragmento é encaminhado para um patologista experiente que através do microscópio poderá dizer se alguma das amostras apresentam caracteríscas de neoplasia maligna.
Caso o diagnóstico seja de tumor,  ele será classificado com uma nota que varia de 6 a 10, chamada Escore de Gleason.
Tumores Gleason 6 são os menos agressivos. Tumores Gleason 7, tem agressividade intermediária e tumores com nota 8,9 e 10, são considerados agressivos.
Principais causas
As causas do Câncer de Próstata não são totalmente esclarecidas, de forma que não há conhecimento consistente sobre a biologia de seu  surgimento.
O que se constata com segurança é que o passar dos anos predispõe ao seu surgimento, tornando-o pouco comum em homens com menos de 50 anos, mas atingindo um pico de diagnóstico aos 72 anos. 
Sabemos também que a incidência do tumor é baixa em asiáticos (que nascerem e que vivem na Ásia).
A genética, por sua vez, tem um papel muito relevante no surgimento dos cânceres de próstata. Aproximadamente 9% de todos os casos e 40% dos casos de câncer de homens muito jovens tem origem familiar ou hereditária.
Na prática funciona assim:
  • 1 Familiar com câncer = 2 a 3 vezes de aumento no risco
  • 2 Familiares com câncer = 4 vezes de aumento no risco
Algo novo que pode trazer algum impacto prático é uma possível ligação entre o câncer de próstata e os genes que causam o câncer de mama (BRCA1 e BRCA2). Pode ser recomendado, no futuro, o estudo desses genes em homens com histórico de câncer de mama na família.
Tratamento
O tratamento do câncer de próstata depende de uma avaliação completa que determine a mais provável localização do tumor. Muitos pacientes precisarão realizar cintilografia óssea, ressonância nuclear magnética de abdome e pelve, além de um cuidadoso exame físico.
Quando confirmamos a localização restrita à próstata, podemos oferecer tratamento curativo realizando-se sua extração cirúrgica ou a radioterapia (o que também inclui a indicação de braquiterapia - uma modalidade de radioterapia).
Os tratamentos realizados com injeções ou comprimidos de hormônios não tem intuito curativo quando utilizados isoladamente, não sendo indicados para pacientes com doença localizada na próstata.
Em linha gerais, a cirurgia é um tratamento que cura globalmente mais do que a radioterapia, mas traz o inconveniente de ser necessária internação com anestesia e trazer risco maior de diminuição da potencia sexual. A radioterapia, a despeito de curar um pouco menos, é mais confortável para o paciente e tem efeito menor na parte sexual.
Em algumas situações podemos classificar o câncer de prostata como uma modalidade de baixo risco chamada de Tumor Insignificante Esses pacientes têm grandes chances de não sofrerem qualquer efeito da neoplasia e, por isso, podem ser cuidadosamente acompanhados (chamamos essa conduta de Watchful Waiting ou WW)
Atualmente aida podemos contar com tratamentos como a crioablação prostática e uma promessa de tratamento totalmente não invasivo chamada HiFU, que ainda não é eficiente, mas poderá se impor nos próximos 10 anos.
A cirurgia robótica que chegou com grande pressão da indústria, possibilitou a evolução do tratamento cirúrgico por laparoscopia e tem mostrado excelentes resultados, comparáveis ao da cirurgia aberta clássica
Tratamentos Alternativos
No caso do câncer de próstata, para a cura do tumor, é necessário extraí-lo, ou destrui-lo com, irradiação, calor ou resfriamento. Em casos especiais, como vimos, não é errado apenas seguir os pacientes de forma cuidadosa.
Não há, contudo, um tratamento alternativo para a cura do câncer de próstata.
Como fazer a prevenção
Existem algumas evidências de que a modificação na dieta pode contribuir para a prevenção do câncer de próstata. As principais medidas incluem reduzir ao máximo a ingestão de ácido alfa-linoleico, que está presente na carne vermelha e na manteiga. Por outro lado procurar elevar a ingestão de isoflavonas e genisteina, presentes na soja.
Não há evidências de que o licopeno, o selênio e a vitamina E ajudem a prevenir o câncer de próstata, conforme mostrado em estudo publicado em 2010 com 32 mil voluntários.
A Finasteria e a Dutasterida  são drogas que podem diminuir o tamanho da próstata e, aparentemente,nos proteger contra o desenvolvimento dos tumores. Contudo, elas diminuem a libido e, supreendentemente, também podem despertar tumores agressivos. Devem ser usadas somente sob orientação médica.
por Cesar Camara, Urologista do HCFMUSP e Doutor em Ciências pela USP
http://jornalggn.com.br/blog/cesarcamara/cancer-de-prostata-o-vilao-explicado-e-novidades-para-dieta-e-prevencao

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Poema Místico de Ella Wilcox



São tantos deuses, são tantas crenças,
Tantos caminhos, tão sinuosos,
Mas só a arte de ser bondosos
É que nos falta em nosso planeta.
Eu sou a voz dos que não têm voz;
Por mim os mudos hão de falar;
Até o mundo tão surdo ouvir
O grito dos fracos, dos sem lugar. 

Das ruas, das gaiolas, dos cercados,
Das selvas e estábulos, os gemidos
Vindos dos meus irmãos revelam o crime
Dos poderosos contra os desvalidos 

É o amor a genuína religião,
E a mais sublime lei é o amor;
E o toque do tempo fará morrer
Tudo o que se criar no desamor. 

Que se envergonhem as mães mortais
Que jamais pensaram em ensinar
A tristeza que há nos olhos mudos,
A tristeza que não pode falar. 

Seja o pardal, homem — rei —que seja
Foram criados por um poder apenas;
O deus do todo, alma viva concedeu
A tudo o que tem pelo e que tem penas

E sou o protetor do meu irmão,
E seu combate, este eu vou travar;

De bicho e ave, as palavras eu direi
Até que o mundo venha a se aprumar.

Sim, somos a voz dos que não têm voz;
Por nós, os mudos hão de falar;
Até o mundo tão surdo ouvir
O grito dos fracos, dos sem lugar.

Ella W. Wilcox - Poetisa Rosacruz do Séc.: XIX

http://deixafluiravibracao.blogspot.com.br/2014/01/poema-mistico-de-ella-wilcox.html

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Altamiro Borges: Globo, Folha e Estadão “podem” acabar!

Globo, Folha e Estadão “podem” acabar!

Por Altamiro Borges Nos primeiros dias de 2014, a mídia tucana se superou na sua aposta catastrofista contra o governo Dilma Rousseff. Está...