Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O Grande Inquisidor encontra Jesus Cristo



DEUS HIPOTÉTICO

Um religioso dirá que não faltam provas da existência de Deus e da sua influência em nossas vidas. Quem não tem a mesma convicção não pode deixar de se admirar com o poder do que é, afinal, apenas uma suposição. A hipótese de que haja um Deus que criou o mundo e ouve as nossas preces tem sobrevivido a todos os desafios da razão, independentemente de provas. Agora mesmo assistimos ao espetáculo de uma empresa multinacional às voltas com a sucessão no comando do seu vasto e rico império, e o admirável é que tudo – o império, a riqueza e o fascínio dos rituais e das intrigas da Igreja de Roma – seja baseado, há 2000 anos, em nada mais do que uma suposição.

Todas as religiões monoteístas compartilham da mesma hipótese, só divergindo em detalhes como o nome do seu deus. E todas tem causado o mesmo dano, em nome da hipótese. Não é preciso nem falar no fundamentalismo islâmico, que aterroriza o próprio islã. Há o fundamentalismo judaico, com sua receita teocrática e intolerante para a sobrevivência de Israel. O fundamentalismo cristão que representa o que há de mais retrógrado e assustador no reacionarismo americano, e as religiões neo-pentecostais que se multiplicam no Brasil, quase todas atuando no limite entre o curandeirismo e a exploração da crendice. A igreja católica pelo menos dá espetáculos mais bonitos, mas luta para escapar do obscurantismo que caracterizou sua história nestes 2000 anos, contra um conservadorismo ainda dominante. A hipótese de Deus não tem inspirado as religiões a serem muito religiosas.

Há aquela parábola do Dostoiévski sobre o encontro do Grande Inquisidor com Jesus Cristo, que volta à Terra – o filho da hipótese tornado homem – para salvar a humanidade outra vez, já que da primeira vez não deu certo. Os dois conversam na cela onde Cristo foi metido por estar perturbando a ordem pública, e o Grande Inquisidor não demora a perceber que a pregação do homem ameaçará, antes de mais nada, a própria Igreja, a religião institucionalizada e os privilégios do poder. Não me lembro como termina a parábola. Desconfio que, se fosse hoje, deixariam o Cristo trancado na cela e jogariam a chave fora.
Crônica de Luis Fernando Veríssimo, publicada hoje em vários jornais do Brasil.
Chupado daqui: http://diariogauche.blogspot.com.br/

sábado, 26 de janeiro de 2013

O vestido vermelho de Dilma



A turma do contra não gosta que Dilma use vermelho
(Foto: José Cruz/Abr)
A presidente Dilma Rousseff gosta das roupas vermelhas. Em muitas muitas ocasiões ela usou vestidos dessa cor. Ninguém, porém, teve a curiosidade de perguntar-lhe o motivo dessa preferência.
Dilma pode gostar de usar vermelho por razões variadas - ou por nenhuma razão em particular.
É isso que acontece com todos nós - temos preferências, apreciamos uma comida e rejeitamos outra, simpatizamos com uma pessoa que mora longe e não podemos nem ver o vizinho do lado, escutamos Chico Buarque e desligamos o rádio quando ele toca Ana Carolina, torcemos para o Palmeiras e odiamos o Corinthians.
Nada mais normal, assim é a vida.
O fim do mundo seria se não pudéssemos externar as nossas preferências, tivéssemos de esconder os nossos gostos, se fossemos obrigados a nos privar da leitura de Graciliano Ramos apenas porque alguma autoridade qualquer prefere Paulo Coelho.
No pronunciamento que fez na quarta-feira em rede nacional de rádio e televisão, a presidente Dilma estava de vermelho.
Não se sabe se por causa da cor escolhida, sua fala foi vigorosa, ela se  mostrou confiante, segura, como devem se apresentar os presidentes quando se dirigem à nação.
Algumas pessoas - a turma do contra - não gostaram de vê-la dizer as coisas que disse. 
É um direito delas, ninguém nega.
Essa mesma turma reagiu de modo absolutamente infantil ao discurso, como se não fosse algo perfeitamente normal a presidente se dirigir aos cidadãos de seu país para informá-los de uma determinada medida ou para prestar contas de seus atos. 
Não satisfeitas em expor publicamente todo o seu ridículo, elas foram além, ultrapassaram com sobra a barreira que delimita o homem de bom senso do completo idiota. 
Poderiam simplesmente dizer que acharam abominável o vestido vermelho usado pela presidente.
Em vez disso, como nunca antes na história deste pais, querem provar na Justiça que o vermelho usado por Dilma é uma exteriorização de sua índole ditatorial, de suas intenções maléficas, uma atualização de seu passado de guerrilheira - ou como preferem, "terrorista".
Ah, como seria bom para o país se essa turma do contra fosse daltônica...
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2013/01/o-vestido-vermelho-de-dilma.html

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

PSDB é uma máquina de produzir pobres; Alckmin transforma pobres em miseráveis

O gráfico abaixo, com dados da Fundação Getúlio Vargas, explica os motivos que estão levando ao fim do PSDB. O partido que desalojou violentamente milhares de moradores do bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, e destina 25% dos leitos públicos para empresas privadas, tem a receita para produzir pobres e miseráveis.

O governo de Geraldo Alckmin, realizador dessas duas políticas sociais, é a experiência em tempo real do significado dos governos do PSDB e, de certa forma, explica o governo de Fernando Henrique em seus insucessos.
Alckmin foi mais longe no caso de Pinheirinho: transformou pobres em miseráveis. Famílias que tinham casas, hoje, um ano após essa tragédia tucana, estão na rua. O beneficiário da ação tucana, o financista Naji Nahas, que já foi preso por lavagem de dinheiro, ficou mais rico. E há ainda os ineptos que tentam explicar Lula por FHC.
Veja no quadro abaixo que, mesmo com o desenvolvimento social e o trabalho das famílias, durante o governo federal do PSDB, o número de pobres se manteve estável ou até aumentou. A partir de 2003, com o governo Lula, o número de pobres vai diminuindo. Viva o Arnaldo Jabor!!!
Foto: FGV ministério da fazenda
http://contextolivre.blogspot.com.br/2013/01/psdb-e-uma-maquina-de-produzir-pobres.html

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Genoíno entrega documentação para assumir cargo de deputado


Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O suplente de deputado federal José Genoino entregou hoje (2) à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados a documentação necessária para assumir a vaga aberta na Casa com a saída de Carlinhos Almeida (PT-SP). Almeida se elegeu prefeito de São José dos Campos e tomou posse ontem (1º).
A posse está prevista para amanhã, às 15h, em cerimônia coletiva reunindo 34 suplentes. O ex-presidente do PT não quis falar sobre como será a sua atuação como parlamentar federal. “Eu ainda não sou deputado. Eu só vou falar com a imprensa amanhã”.
José Genoino foi réu na Ação Penal 470, o processo do mensalão, e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de seis anos de prisão, em regime semiaberto. Com a posse, ele integrará uma lista de deputados condenados no processo do mensalão: João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PT-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). 

imagem de Diogo Costa
E assim está devidamente preservada a Constituição da República Federativa do Brasil. Enquanto não houver o transito em julgado de sentença penal condenatória, José Genoíno tem o inalienável direito constitucional de cumprir integralmente o mandato que lhe foi outorgado de forma livre, democrática e soberana pelo povo do Estado de São Paulo. O transito em julgado da sentença só existirá depois que os ministros do STF examinarem os recursos que a defesa de Genoíno impetrar na corte (embargos declaratórios e infringentes) e exararem o acórdão final. Após o transito em julgado, e de acordo com a Constituição de 88, cabe única e exclusivamente à Câmara dos Deputados cassar ou não o mandato outorgado pelo povo paulista à Genoíno.

José Genoíno, após o transito em julgado, estará com os seus direitos políticos suspensos até que durem os efeitos da sentença e que ele cumpra com esses efeitos. Isso não se confunde, em absoluto, com o exercício pleno do mandato popular que ele conquistou em outubro de 2010. Se a Câmara dos Deputados resolver cassá-lo, que se respeite a decisão. E se a Câmara resolver não cassá-lo, que José Genoíno cumpra fiel e rigorosamente o seu mandato até o dia 31 de janeiro de 2015. Ele passaria a cumprir a sentença, então, a partir de 1º de fevereiro de 2015. Isto é o que diz a Carta Magna e isso tem que ser respeitado.

Nem nos EUA o poder judiciário tem atribuição de cassar mandatos de deputados federais! Houve um tempo, desgraçado tempo aqui em Pindorama, onde os poderes executivo e judiciário podiam cassar mandatos parlamentares... Era o tempo da ditadura, do regime de exceção, da tirania golpista que se apossou da soberania da vontade popular expressa mediante o sufrágio universal. Que nunca mais se repita a desgraça fascista sobre o Brasil. Que se cumpra com a Constituição. O STF não tem poder constitucional nenhum para cassar parlamentares, isso é um absurdo, praticar essa ignomínia é rasgar o texto constitucional em nome do arbítrio justiceiro. Espero, sinceramente, que a decisão ditatorial, tirânica, parcial e flagrantemente inconstitucional que o STF adotou na primeira fase do julgamento farsesco e de exceção da AP 470 seja revertido após a apreciação dos recursos cabíveis.

Força José Genoíno! Cumpra o mandato que o povo te outorgou e seja um fiel escudeiro, como sempre foi, do texto constitucional. A democracia brasileira saberá reconhecer e agradecer àqueles que sabem respeitá-la. Os fascistas que orem para São Artur da Costa e Silva... AI-5, mesmo que disfarçado, nunca mais!
Diogo Costa
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/genoino-entrega-documentacao-para-assumir-cargo-de-deputado#comment-1211092

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Senadores

Senadores se dizem contra 14º e 15º salários, mas só 12 devolvem benefício  http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/12/senadores-se-dizem-contra-14o-15o-salarios-mas-so-12-devolvem-beneficio.htm

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Acordem, gente!


Hora de agir


As últimas manchetes do Estadão são mais que suficientes para esclarecer qualquer dúvida que ainda houvesse sobre o papel da imprensa na história contemporânea do Brasil.
O antigo jornal da família Mesquita foi um dos principais incentivadores do golpe militar de 64. Antes, já havia defendido com unhas e dentes e oligarquia paulista. Hoje, continua na linha de frente montada pela oligarquia, acompanhado pelas Organizações Globo, Folha e Veja - entre os mais destacados -, para resistir ao estabelecimento de uma verdadeira democracia no país.
Não foi nenhum representante do PT ou da esquerda ou da base governista que afirmou, numa ocasião solene, que à imprensa brasileira cabia o papel de oposição ao governo, já que os partidos políticos se encontravam extremamente  debilitados. Quem disse isso foi a própria presidente da associação empresarial dos jornais - e, como se vê, os feitos recentes dos associados dão inteira razão à sua afirmação.
A imprensa brasileira, tecnicamente muito pobre, não tem feito outra coisa nos últimos anos a não ser produzir, ininterruptamente, "escândalos" com o objetivo de enlamear o governo trabalhista.
O trabalho ficou mais fácil depois que a Justiça jogou no lixo a Lei de Imprensa, que dava alguma proteção aos pobres coitados que eram atirados nessa imensa máquina de moer reputações que se transformaram os meios de comunicação do país.
É tudo muito simples e sem riscos. Basta esperar que algum inimigo de alguma autoridade vaze um documento, ou dê alguma declaração, qualquer bobagem, que no dia seguinte ela estará lá no alto da primeira página.
Isso é jornalismo?
Claro que não, embora essa prática odiosa tenha seus defensores, muitos dos quais "jornalistas" que, por interesses pessoais óbvios, classificam o produto dessas aberrações como exemplo de uma estranha "imprensa independente".
Aos partidos governistas, se eles tiverem algum interesse em continuar a desenvolver o projeto de transformação do Brasil num país moderno, resta apenas uma alternativa: enfrentar com todas as armas que tiverem à sua disposição esse oligopólio.
A presidenta Dilma, o ex-presidente Lula, todos os atingidos por essa trama sórdida, se quiserem sobreviver a ela, não podem mais, nem por um segundo, continuar inertes aos constantes ataques que têm sofrido.
É preciso reagir, antes que seja tarde.

http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2012/12/hora-de-agir.html

terça-feira, 4 de dezembro de 2012