Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011

terça-feira, 30 de junho de 2015

Com críticas aos jornais, Luciano Martins Costa se despede do Observatório

Por Luciano Martins Costa
No Observatório da Imprensa
Este observador vai interromper por tempo indeterminado suas análises diárias da imprensa brasileira através deste canal. Uma crise de gestão torna insustentável a manutenção desse trabalho, que vem sendo feito quase ininterruptamente, desde o dia 16 de julho de 2007. Ainda antes disso, este colaborador participou dos esforços para a criação e consolidação deste espaço para a crítica democrática da mídia desde seus primórdios, há mais de quinze anos.
Os motivos que levam à interrupção desta jornada são muitos, entre os quais não é possível fazer uma hierarquia de relevâncias. Talvez fosse possível contornar alguns deles, mas há uma causa que não pode ignorada: não há muito mais o que se analisar na mídia informativa brasileira.
Os principais veículos da imprensa se transformaram em panfletos políticos e vasculhar o noticiário em busca de jornalismo que valha uma referência tem sido como buscar um fio de cabelo no palheiro.
Naquela data de estreia, 16 de julho de 2007, uma segunda-feira, o Brasil já estava imerso em um escândalo político, mas o observador destacava que a Folha de S.Paulo era o único dos grandes diários de circulação nacional que ainda apontava o dedo para suspeitos de todos os matizes. Nas edições daquele final de semana e da segunda-feira, o jornal paulista havia aberto espaços proporcionalmente adequados tanto para os acusados que eram da aliança governista quanto para os da oposição.
Esse era o quadro do escândalo da época, segundo a visão do observador: “Enquanto o Globo e o Estado de S.Paulo dão claramente mais destaque para os casos de Renan Calheiros e da quadrilha que atuava na Petrobras, a Folha mantem sob os holofotes, com destaque, as irregularidades na CDHU – Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, que respinga no deputado Mauro Bragato, ex-secretário do governo Geraldo Alckmin”.
Como se pode constatar, pouca coisa mudou no cenário da imprensa nacional desde então. Corrupção era o tema de maior destaque, e no comando da seleção de futebol um técnico chamado Dunga boicotava jornalistas da emissora SporTV. Uma diferença: o Brasil comemorava a conquista da Copa América.
Boa sorte
Naquela ocasião, as revistas Veja e Época faziam jornalismo, ainda que já mostrassem sinais de certa tendência maniqueísta. A revista mensal Os Brasileiros se apresentava como um projeto que tentava reviver o modelo das reportagens de fôlego, cujo exemplo maior havia sido a revista Realidade, da Editora Abril. O então presidente Lula da Silva iniciava seu segundo mandato, e os jornais repercutiam as novas políticas sociais com estatísticas sobre desigualdades de todos os tipos.
Nesta terça-feira (30/6), o que se lê na imprensa hegemônica não guarda mais qualquer relação com jornalismo de qualidade. As manchetes dos três diários de circulação nacional fazem uma leitura enviesada de declarações da presidente Dilma Rousseff, evitando entrar no mérito de sua manifestação: a inquietante constatação de que a Justiça tem pautado suas ações no escândalo da Petrobras com base na delação de indivíduos cujo destino depende de sua disposição para justificar os pressupostos da investigação.
O propósito da visita da presidente aos Estados Unidos – reanimar as relações conturbadas pelo episódio de espionagem revelado dois anos atrás, encaminhar acordos sobre a questão climática e estimular investimentos – ficou em segundo plano. A única pauta que interessa à mídia tradicional do Brasil é a agenda da desconstrução da aliança que controla o Poder Executivo desde 2003.
Mas essa é uma questão que os leitores atentos reconhecem em cada linha do noticiário, em cada expressão dramática nas faces dos apresentadores dos telejornais de maior audiência. Os demais – aqueles que tomam por verdadeiro tudo que sai na imprensa – seguirão repetindo a linguagem chula dos pitbulls que trucidam a língua culta e subvertem a narrativa jornalística.
Este observador se retira, sem prazo para retornar.
Os primeiros artigos escritos para este Observatório da Imprensa tratavam de sustentabilidade e de propostas para superação da crise que desde então ameaçava o futuro dos jornais.
Esta derradeira observação não pode ser mais otimista, em relação à mídia tradicional, do que as daquele tempo. Mas sabemos todos que, uma vez colocada a lente da crítica sobre a imprensa, você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito.
http://jornalggn.com.br/noticia/com-criticas-aos-jornais-luciano-martins-costa-se-despede-do-observatorio

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Você acreditou nisso?

1-Você acreditou que o filho do Lula era dono da Friboi
2-Você acreditou que Alberto Youssef tinha sido assassinado no dia da eleição
3-Você acreditou que Dilma tinha cometido suicídio
4-Você acreditou que Lula estava aposentado por invalidez 
5-Você acreditou que a Dilma ia congelar a poupança
6-Você acreditou que o litro de gasolina ia custar 5 reais em novembro de 2014
7-Você acreditou que o PT trouxe haitianos para votar nas eleições
8-Você acreditou que o deputado Jean Wilys apresentou projeto de emenda à bíblia
9-Você acreditou que o dólar custaria 6 reais após as eleições
10-Você acreditou que a Petrobras estava quebrada
11-Você acreditou que Dilma implantaria um chip para controlar seus pensamentos
12-Você acreditou que a filha de Dilma era dona de mais de 20 empresas
13-Você acreditou que a Dilma havia criado uma lei que proibia investigação de acidentes aéreos
14-Você acreditou que Dilma usou um ponto eletrônico durante o debate presidencial
15-Você acreditou que Fidel Castro e que Aleida (filha de Che Guevara) recebiam aposentadoria do governo brasileiro
16-Você acreditou que o governo brasileiro gastou 4 milhões de reais na construção de um "Memorial do Funk"
17-Você acreditou que o PT criou o "Bolsa Prostituição"
18-Você acreditou que as urnas eletrônicas estavam adulteradas
19-Você acreditou que o governo gastaria 13 milhões para construir estátua do Lula
20-Você acreditou que a comitiva de senadores que foi a Venezuela não teve o pouso do avião autorizado
21-Você acreditou que o governo mandou fechar a pista de uma rodovia para evitar que os senadores brasileiros se locomovessem na Venezuela
22-Você acreditou que esses senadores foram "apedrejados"
23-Você acreditou que Lula tinha pedido Habeas Corpus
24-Você acreditou que os médicos cubanos eram guerrilheiros
Não seja bobão, pare de repetir boatos, se informe e repense porque fazem tantas fofocas mentirosas..

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Bala Juquinha tem produção suspensa e se despede depois de 64 anos

Primeira bala mastigável do Brasil, com receita de origem portuguesa, a tradicional Juquinha parou de ser produzida. Fábrica foi vendida, mas não se sabe se produção ainda será mantida

FRANCISCO EDSON ALVES
Rio - Uma amarga notícia pegou de surpresa o mundo das guloseimas: a Juquinha, a mais famosa bala brasileira, exportada para pelo menos 60 países, parou de ser fabricada. A gostosa goma, que tinha o rosto de um menino lourinho como marca, reinou absoluta no mercado por seis décadas. As portas da empresa, em Santo André (SP), foram fechadas há pouco mais de um mês. No Rio, um dos principais estados consumidores do confeito, atacadistas já não têm mais estoques e nas vitrines, elas desapareceram.
O motivo do encerramento da produção da primeira bala mastigável do país seria a falta de interesse dos filhos do criador, o italiano Giulio Luigi Sofio, de 77 anos, que mora em Santo André (SP) e não quer comentar sobre o negócio, adquirido por ele do português Carlos Maia, em 1982.
Tradicional bala Juquinha não está mais nos estoques das lojas de doces do Rio
Foto:  Arte: O Dia Online
Segundo alguns dos últimos 18 funcionários demitidos mês passado, porém, a maior parte do maquinário da empresa — que chegou a ter mais de 200 empregados, produzir 600 toneladas de balas por mês e ter uma receita superior a R$ 15 milhões mensais, na Avenida dos Estados, em Santo André — já foi retirada. Um empresário carioca, que não seria do ramo alimentício, teria comprado a original e ultrassecreta fórmula da bala Juquinha de tutti-frutti, guardada a sete chaves.
“O empresário do Rio veio de helicóptero a Santo André, cheio de seguranças, no final de maio. Em pouco mais de dez minutos, levou, num cofre, a fórmula”, garante um ex-empregado. A mistura clássica do mimo, foi desenvolvida por cozinheiras de Carlos Maia, que começaram a escala de produção em tachos de cobre. Maia batizou a guloseima em homenagem a Juca, um amigo português.
Na Central do Brasil, os principais distribuidores da bala Juquinha lamentaram o fim da produção. “Vendíamos 200 fardos, cada um com 20 pacotes de 700 gramas, por mês. Hoje (sexta), temos menos de 50 pacotes nas prateleiras”, diz o gerente da Cia do Doce, Paulo dos Santos. “É uma pena. Herdei essa loja (Esplendor, na Lapa) dos meus pais, há 34 anos. A Juquinha era a bala que mais saía”, lamentou.
O aposentado José Alves, de 78 anos, diz que a bala Juquinha vai deixar saudades. “Quem não se lembra da famosa frase?: ‘quer enganar, dê bala Juquinha’. Ou seja, era a forma mais simples e divertida de se acalmar uma criança. Até hoje eu usava esse argumento com meu neto Olavo, de 4 anos”, diz. Agora, só resta a José e aos fãs da Juquinha, uma açucarada torcida pela possível volta da fabricação da bala. Um doce mistério. 
Fórmula secreta 
A Balas Juquinha Indústria e Comércio Ltda foi fundada em 1945 com uma outra razão social: Salvador Pescuma Russo & Cia Ltda. No início, dedicava-se apenas à fabricação de refresco em pó efervescente. Cinco anos depois, a empresa começou a fabricar balas mastigáveis. Pouco depois, a ‘docíssima e mole’ Juquinha virou febre no País, conquistando rapidamente o mercado.
O sucesso da tão falada bala foi ampliada ainda mais com Giulio Sofio na direção do empreendimento, comprado através de um simples anúncio num jornal, colocado por Carlos Maia, que, em 1979, atolado em dívidas, acabou vendendo para o italiano, a receita mágica, que deu origem a outros sabores como uva, abacaxi e coco. Atualmente, até os ex-funcinários foram orientados a não dar entrevistas sobre a delícia. 
Um antigo funcionário conta que, quem ousava bisbilhotar e tentar descobrir a composição da fórmula, era demitido. “Muitos ‘espiões’ foram descobertos e mandados embora ao longo dos 30 anos. O segredo sempre foi o principal pilar de sobrevivência da empresa”, diz X., 56 anos, desempregado desde abril. “Nem sei se sei fazer outra coisa. Só bala”, lamenta, preocupado com o futuro.
O auge das vendas ocorreu em meados da década de 90, quando, durante o então Plano Real, as balas Juquinha viraram troco nos supermercados, bares e restaurantes. “Naquela ocasião faturei três vezes mais que agora”, disse Giulio, em entrevista a uma revista de ecnonomia em 2005.
Desde então, o faturamento da fábrica caiu para R$ 8 milhões, passando sua produção de 600 toneladas por mês para menos de 100 toneladas. E veio registrando queda através dos anos, assim como o número de empregados. Em abril deste ano, conforme testemunhas, somente 18 pessoas operavam a linha de produção, que tinha modernos maquinários. Metade das balas era destinada ao mercado externo.
Segundo especialistas, a queda é atribuída, especialmente, a dois fatores: a falta de interesse dos descendentes de Giulio para tocar os negócios no ramo, e a competitividade no mercado. “A clandestinidade no setor atualmente alcança mais da metade da produção de balas, pirulitos e doces. Como competir com produtos até 40% mais baratos, embora tenham qualidade duvidosa? Os fabricantes informais não pagam impostos e por isso assumem cada vez mais a liderança de vendas”, justifica o economista Jaiber Assumpção.
Bala Juquinha para exportação
Foto:  Arte O Dia
Outras guloseimas esquecidas
Os mistérios que envolvem a transação da venda da marca Juquinha, parecem coisas de cinema. E é como num filme romântico e nostálgico que muita gente se lembra de outras balas e doces que fizeram parte de suas infâncias e que hoje não existem mais. Alguns produtos, como o Cliclete Ping-Pong da década de 70, foram até reeditados, mas nunca alcançaram o sucesso dos originais.
“Só de lembrar dos papéis de algumas balas, me vêm na lembrança coisas boas.Às vezes sinto até o cheiro das balas”, diz o estudante de administração, Rafael Alves, 44 anos, ao se referir à bala Soft. “Era uma delícia, mas perigosa. Quando engasgava, só socos nas costas resolviam”, lembra Rafael, às gargalhadas.
Quem não lambia os lábios por outras delícias, que sempre contrariavam a boa nutrição por causa do açúcar, mas que, no fundo, pouco importava aos jovens? É o caso do Pirulito Zorro. “Não me contentava só com um”, lembra a comerciante Judite Ferreira, 56 anos.
O eletricista Jordão Meireles, 47, enumera as “besteirinhas”, como seus pais classificavam os produtos, alguns com “gosto de remédio”. “Era viciado nas Balas Boneco, Banda, drops Dulcora e Sugus, por exemplo. Indispensáveis na minha lancheira escolar. Era atraído pelos comerciais na TV. Muitos em preto e branco”, recorda-se, mencionando os cigarros de chocolate da Pan, em que um menino simulava fumar.

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-06-13/bala-juquinha-tem-producao-suspensa-e-se-despede-depois-de-64-anos.html