Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Um artigo para elevar o astral

Um artigo para elevar o astral

O jornal "Valor Econômico" publicou um artigo do ex-presidente Lula que deveria ser lido especialmente pelos ilustres representantes da oposição, esses que diariamente tentam desqualificar o Brasil que está sendo construído.
Nem tanto porque ele apresenta fatos inquestionáveis sobre a evolução social e econômica do país, nem porque é um contraponto formidável ao pessimismo incontrolável da turma do contra, mas principalmente porque mostra o sentimento que todo homem público, todo político, seja qual for a sua ideologia, tem de ter pela sua pátria: em cada linha de seu artigo, Lula extravasa otimismo e esperança no Brasil, sem oba-oba, mas como resultado de uma análise fria da realidade.
Fora isso, é impressionante a diferença de comportamento dos ex-presidentes Lula e FHC, um dos lideres da oposição catastrofista e porta-voz de um extenso arco reacionário: Lula é positivo, FHC é negativo; Lula é para cima, FHC é para baixo; Lula é felicidade, FHC é só rancor; Lula é uma paleta colorida, FHC é preto e branco; Lula é alegria, FHC é uma tristeza de dar dó.
A leitura é um prazer só:

Por que o Brasil é o país das oportunidades

Passados cinco anos do início da crise global, o mundo ainda enfrenta suas consequências, mas já se prepara para um novo ciclo de crescimento. As atenções estão voltadas para mercados emergentes como o Brasil. Nosso modelo de desenvolvimento com inclusão social atraiu e continua atraindo investidores de toda parte. É hora de mostrar as grandes oportunidades que o país oferece, num quadro de estabilidade que poucos podem apresentar.
Nos últimos 11 anos, o Brasil deu um grande salto econômico e social. O PIB em dólares cresceu 4,4 vezes e supera US$ 2,2 trilhões. O comércio externo passou de US$ 108 bilhões para US$ 480 bilhões ao ano. O país tornou-se um dos cinco maiores destinos de investimento externo direto. Hoje somos grandes produtores de automóveis, máquinas agrícolas, celulose, alumínio, aviões; líderes mundiais em carnes, soja, café, açúcar, laranja e etanol.
Reduzimos a inflação, de 12,5% em 2002 para 5,9%, e continuamos trabalhando para trazê-la ao centro da meta. Há dez anos consecutivos a inflação está controlada nas margens estabelecidas, num ambiente de crescimento da economia, do consumo e do emprego. Reduzimos a dívida pública líquida praticamente à metade; de 60,4% do PIB para 33,8%. As despesas com pessoal, juros da dívida e financiamento da previdência caíram em relação ao PIB.
Colocamos os mais pobres no centro das políticas econômicas, dinamizando o mercado e reduzindo a desigualdade. Criamos 21 milhões de empregos; 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza e 42 milhões alcançaram a classe média.
Quantos países conseguiram tanto, em tão pouco tempo, com democracia plena e instituições estáveis?
A novidade é que o Brasil deixou de ser um país vulnerável e tornou-se um competidor global. E isso incomoda; contraria interesses. Não é por outra razão que as contas do país e as ações do governo tornaram-se objeto de avaliações cada vez mais rigorosas e, em certos casos, claramente especulativas. Mas um país robusto não se intimida com as críticas; aprende com elas.
A dívida pública bruta, por exemplo, ganhou relevância nessas análises. Mas em quantos países a dívida bruta se mantém estável em relação ao PIB, com perfil adequado de vencimentos, como ocorre no Brasil? Desde 2008, o país fez superávit primário médio anual de 2,58%, o melhor desempenho entre as grandes economias. E o governo da presidenta Dilma Rousseff acaba de anunciar o esforço fiscal necessário para manter a trajetória de redução da dívida em 2014.
Acumulamos US$ 376 bilhões em reservas: dez vezes mais do que em 2002 e dez vezes maiores que a dívida de curto prazo. Que outro grande país, além da China, tem reservas superiores a 18 meses de importações? Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutuações externas, ajustando o câmbio sem artifícios e sem turbulência. Esse ajuste, que é necessário, contribui para fortalecer nosso setor produtivo e vai melhorar o desempenho das contas externas.
O Brasil tem um sistema financeiro sólido e expandiu a oferta de crédito com medidas prudenciais para ampliar a segurança dos empréstimos e o universo de tomadores. Em 11 anos o crédito passou de R$ 380 bilhões para R$ 2,7 trilhões; ou seja, de 24% para 56,5% do PIB. Quantos países fizeram expansão dessa ordem reduzindo a inadimplência?
O investimento do setor público passou de 2,6% do PIB para 4,4%. A taxa de investimento no país cresceu em média 5,7% ao ano. Os depósitos em poupança crescem há 22 meses. É preciso fazer mais: simplificar e desburocratizar a estrutura fiscal, aumentar a competitividade da economia, continuar reduzindo aportes aos bancos públicos, aprofundar a inclusão social que está na base do crescimento. Mas não se pode duvidar de um país que fez tanto em apenas 11 anos.
Que país duplicou a safra e tornou-se uma das economias agrícolas mais modernas e dinâmicas do mundo? Que país duplicou sua produção de veículos? Que país reergueu do zero uma indústria naval que emprega 78 mil pessoas e já é a terceira maior do mundo?
Que país ampliou a capacidade instalada de eletricidade de 80 mil para 126 mil MW, e constrói três das maiores hidrelétricas do mundo? Levou eletricidade a 15 milhões de pessoas no campo? Contratou a construção de 3 milhões de moradias populares e já entregou a metade?
Qual o país no mundo, segundo a OCDE, que mais aumentou o investimento em educação? Que triplicou o orçamento federal do setor; ampliou e financiou o acesso ao ensino superior, com o Prouni, o FIES e as cotas, e duplicou para 7 milhões as matrículas nas universidades? Que levou 60 mil jovens a estudar nas melhores universidades do mundo? Abrimos mais escolas técnicas em 11 anos do que se fez em todo o Século XX. O Pronatec qualificou mais de 5 milhões de trabalhadores. Destinamos 75% dos royalties do petróleo para a educação.
E que país é apontado pela ONU e outros organismos internacionais como exemplo de combate à desigualdade?
O Brasil e outros países poderiam ter alcançado mais, não fossem os impactos da crise sobre o crédito, o câmbio e o comércio global, que se mantém estagnado. A recuperação dos Estados Unidos é uma excelente notícia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos estímulos do Fed. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil está entre os oito países do G-20 que tiveram crescimento do PIB maior que 2% em 2013.
O mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo destruía 62 milhões de empregos, segundo a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil criava 10,5 milhões de empregos. O desemprego é o menor da nossa história. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia.
Que país atravessou a pior crise de todos os tempos promovendo o pleno emprego e aumentando a renda da população?
Cometemos erros, naturalmente, mas a boa notícia é que os reconhecemos e trabalhamos para corrigi-los. O governo ouviu, por exemplo, as críticas ao modelo de concessões e o tornou mais equilibrado. Resultado: concedemos 4,2 mil quilômetros de rodovias com deságio muito acima do esperado. Houve sucesso nos leilões de petróleo, de seis aeroportos e de 2.100 quilômetros de linhas de transmissão de energia.
O Brasil tem um programa de logística de R$ 305 bilhões. A Petrobras investe US$ 236 bilhões para dobrar a produção até 2020, o que vai nos colocar entre os seis maiores produtores mundiais de petróleo. Quantos países oferecem oportunidades como estas?
A classe média brasileira, que consumiu R$ 1,17 trilhão em 2013, de acordo com a Serasa/Data Popular, continuará crescendo. Quantos países têm mercado consumidor em expansão tão vigorosa?
Recentemente estive com investidores globais no Conselho das Américas, em Nova Iorque, para mostrar como o Brasil se prepara para dar saltos ainda maiores na nova etapa da economia global. Voltei convencido de que eles têm uma visão objetiva do país e do nosso potencial, diferente de versões pessimistas. O povo brasileiro está construindo uma nova era – uma era de oportunidades. Quem continuar acreditando e investindo no Brasil vai ganhar ainda mais e vai crescer junto com o nosso país.

http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/02/um-texto-para-elevar-o-astral.html

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Câncer de Próstata

Câncer de Próstata - O Vilão Explicado e Novidades para Dieta e Prevenção.

Câncer de Próstata
O que é?
É um tumor (ou neoplasia) que atinge a próstata. Cerca de 99% dos casos são de um tipo chamado adenocarcinoma. Nesse tipo de doença as lesões são assintomáticas nas fases precoces, com sintomas surgindo apenas quando já ocorrerau disseminação local ou a distância.
É uma neoplasia que atinge cerca de 1 a cada 6 homens após os 50 anos e que possui forte componente genético ou familiar. Quanto mais familiares com câncer prostático maior a possibilidade de um indivíduo na mesma família desenvolvê-lo.
Quais os sintomas?
Os sintomas do câncer não surgem nas fases iniciais, quando ele ainda é curável. Assim, os sintomas referem-se as fases avançadas da neoplasia e  incluem os problemas de obstrução do fluxo urinário (como jato fraco, retenção urinaria, dificuldade para iniciar a micção); dor óssea e fraturas patológicas, além de alguns quadros menos comuns como trombose de vasos.
O toque retal é bastante útil para o diagnóstico e deve sempre estar associado a avaliação do PSA. A constatação da presença de crescimento prostático benigno (HPB ou Aumento Prostático), não exclui a presença de tumor prostático, já que 10 – 30% dos homens podem apresentar uma neoplasia oculta.
A realização regular desses exames, contudo, é a melhor garantia de diagnóstico oportuno dos tumores prostáticos, já que não podemos contar com o surgimento de sintomas na fase em que o tumor ainda é curável, a fase precoce ou inicial.
Como é feito o diagnóstico?
A suspeita do diagnóstico é feita pelo exame de PSA elevado ou pelo exame de toque da próstata com a presença de nódulos ou endurecimentos.
Em linhas gerais consideramos como valor máximo PSA=2,5. Esse limite pode variar bastante se considerarmos os extremos de idade e os fatores genéticos envolvidos no desenvolvimento do câncer de próstata, mas deve ser o guia para uma suspeita consistente do tumor na maioria dos pacientes.
Com a suspeita levantada pelo PSA e/ou pelo Exame da Próstata, o paciente deve ser submetido à Biópsia da Próstata, sob sedação. Esse procedimento é realizado sem a necessidade de internação, com o paciente sedado, retirando-se de pelo menos 12 fragmentos de tecido prostático. Cada fragmento é encaminhado para um patologista experiente que através do microscópio poderá dizer se alguma das amostras apresentam caracteríscas de neoplasia maligna.
Caso o diagnóstico seja de tumor,  ele será classificado com uma nota que varia de 6 a 10, chamada Escore de Gleason.
Tumores Gleason 6 são os menos agressivos. Tumores Gleason 7, tem agressividade intermediária e tumores com nota 8,9 e 10, são considerados agressivos.
Principais causas
As causas do Câncer de Próstata não são totalmente esclarecidas, de forma que não há conhecimento consistente sobre a biologia de seu  surgimento.
O que se constata com segurança é que o passar dos anos predispõe ao seu surgimento, tornando-o pouco comum em homens com menos de 50 anos, mas atingindo um pico de diagnóstico aos 72 anos. 
Sabemos também que a incidência do tumor é baixa em asiáticos (que nascerem e que vivem na Ásia).
A genética, por sua vez, tem um papel muito relevante no surgimento dos cânceres de próstata. Aproximadamente 9% de todos os casos e 40% dos casos de câncer de homens muito jovens tem origem familiar ou hereditária.
Na prática funciona assim:
  • 1 Familiar com câncer = 2 a 3 vezes de aumento no risco
  • 2 Familiares com câncer = 4 vezes de aumento no risco
Algo novo que pode trazer algum impacto prático é uma possível ligação entre o câncer de próstata e os genes que causam o câncer de mama (BRCA1 e BRCA2). Pode ser recomendado, no futuro, o estudo desses genes em homens com histórico de câncer de mama na família.
Tratamento
O tratamento do câncer de próstata depende de uma avaliação completa que determine a mais provável localização do tumor. Muitos pacientes precisarão realizar cintilografia óssea, ressonância nuclear magnética de abdome e pelve, além de um cuidadoso exame físico.
Quando confirmamos a localização restrita à próstata, podemos oferecer tratamento curativo realizando-se sua extração cirúrgica ou a radioterapia (o que também inclui a indicação de braquiterapia - uma modalidade de radioterapia).
Os tratamentos realizados com injeções ou comprimidos de hormônios não tem intuito curativo quando utilizados isoladamente, não sendo indicados para pacientes com doença localizada na próstata.
Em linha gerais, a cirurgia é um tratamento que cura globalmente mais do que a radioterapia, mas traz o inconveniente de ser necessária internação com anestesia e trazer risco maior de diminuição da potencia sexual. A radioterapia, a despeito de curar um pouco menos, é mais confortável para o paciente e tem efeito menor na parte sexual.
Em algumas situações podemos classificar o câncer de prostata como uma modalidade de baixo risco chamada de Tumor Insignificante Esses pacientes têm grandes chances de não sofrerem qualquer efeito da neoplasia e, por isso, podem ser cuidadosamente acompanhados (chamamos essa conduta de Watchful Waiting ou WW)
Atualmente aida podemos contar com tratamentos como a crioablação prostática e uma promessa de tratamento totalmente não invasivo chamada HiFU, que ainda não é eficiente, mas poderá se impor nos próximos 10 anos.
A cirurgia robótica que chegou com grande pressão da indústria, possibilitou a evolução do tratamento cirúrgico por laparoscopia e tem mostrado excelentes resultados, comparáveis ao da cirurgia aberta clássica
Tratamentos Alternativos
No caso do câncer de próstata, para a cura do tumor, é necessário extraí-lo, ou destrui-lo com, irradiação, calor ou resfriamento. Em casos especiais, como vimos, não é errado apenas seguir os pacientes de forma cuidadosa.
Não há, contudo, um tratamento alternativo para a cura do câncer de próstata.
Como fazer a prevenção
Existem algumas evidências de que a modificação na dieta pode contribuir para a prevenção do câncer de próstata. As principais medidas incluem reduzir ao máximo a ingestão de ácido alfa-linoleico, que está presente na carne vermelha e na manteiga. Por outro lado procurar elevar a ingestão de isoflavonas e genisteina, presentes na soja.
Não há evidências de que o licopeno, o selênio e a vitamina E ajudem a prevenir o câncer de próstata, conforme mostrado em estudo publicado em 2010 com 32 mil voluntários.
A Finasteria e a Dutasterida  são drogas que podem diminuir o tamanho da próstata e, aparentemente,nos proteger contra o desenvolvimento dos tumores. Contudo, elas diminuem a libido e, supreendentemente, também podem despertar tumores agressivos. Devem ser usadas somente sob orientação médica.
por Cesar Camara, Urologista do HCFMUSP e Doutor em Ciências pela USP
http://jornalggn.com.br/blog/cesarcamara/cancer-de-prostata-o-vilao-explicado-e-novidades-para-dieta-e-prevencao