Isso vai virar um shopping! foto feita em 13 de abril de 2011

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

As mulheres estão mais "porcas"?


Pisquila Wine
Sei que este post poderá alvoroçar feministas, mas fazer o quê se é um fato? Pelo que observo há algum tempo, a maioria das mulheres com 35 anos ou menos de idade, demonstram um alto índice de desmazelo quanto a limpeza e organização dos locais onde moram. Vejam bem, não estou falando de higiene pessoal e sim da limpeza e organização da casa. Quantas e quantas casas, que por questões ocasionais visitei, observei uma total bagunça e aspectos de sujeira reinantes. Isso não tem nada à ver com a libertação feminina, direitos iguais e blá, blá, blá e sim questão de educação mesmo. Antes se via apenas a pecha de bagunceiros lançada aos homens. Lembro muito da minha avó dizendo: "Homem é tudo bangunceiro, bicho porco!". Creio que hoje em dia, isso virou comum dos gêneros. É claro que a minha observação não tem nenhum rigor de pesquisa científica. É um "achismo" mesmo, mas baseado em observações reais do dia a dia. Por exemplo, é muito mais difícil encontrar uma mulher com mais de 35 anos que seja tão bagunceira e porque não dizer, "porca". O mesmo não se pode dizer das mocinhas de hoje em dia, a grande maioria "inimigas" dos trabalhos domésticos mínimos para se manter uma casa limpa. Dia desses, tive que entrar em uma república só para moças, para dar carona a uma amiga. Fiquei espantado com tanta sujeira. Nem as repúblicas dos meus tempos de estudante eram tão porcas. Não pensem que eu esteja com alguma neurose ou fobia quanto a sujeira, mas acredito que qualquer pessoa normal e que tenha um minimo de educação não se sentiria bem em um ambiente sujo, fétido e bagunçado. As louças suja e entulhadas na pia da cozinha, pareciam formar uma verdadeira torre de Pizza a implorar por uma lavada. Isso, fora as bitucas de cigarros espalhadas por toda a casa e roupas jogadas aqui e acolá, inclusive pelos cantos, no chão. Desisti de beber água pois não achei sequer um copo limpo. Acredito que na educação está a chave da questão. A partir dos anos 80 começou a ocorrer uma transformoção muito grande nas relações sociais, trabalhistas e econômica no mundo inteiro e que veio redundar na famosa "globalização". Com isso, a instantaneidade da informação, a rapidez de disseminação das informações, veio a sacrificar a qualidade e o conteúdo das coisas. E nesse aspecto, quem mais sofreu foi a educação em geral, principalmente no seio familiar, onde mais e mais foi deixado de lado ensinar aos filhos os bons modos, a gentileza, a importância da limpeza e higiene e a necessidade da organização no cotidiano da vida. A própria competição pela sobrevivência diária, também pode estar contribuindo para isso, onde as pessoas não têm mais tempo de cuidar da própria casa onde vivem. No entanto, só isso não justifica a situação. O fato é que as mulheres atualmente, principalmente as mais jovens, em matéria de sujeira e bagunça podem dar as mãos à maioria dos homens.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Hipocrisia brasileira


Festinha privê


O governo federal anunciou ontem a redução das tarifas de energia elétrica para empresas e famílias. Não me lembro de iniciativa semelhante, mas sim do racionamento imposto ao país no governo FHC. Impressiona como as coisas mudaram ao longo desses anos. Parece que saímos da idade das trevas para finalmente começarmos a enxergar o mundo como ele é - ou deveria ser -, de cores exuberantes.
O governo Dilma tem promovido, sem explicitar o fato, as reformas que podem levar o Brasil ao Primeiro Mundo: corte nos tributos e na taxa básica de juros, investimentos na infraestrutura - especialmente a de logística -, construção de moradias, oferta farta e barata de crédito, desoneração da folha de pagamentos, foco no aprimoramento da gestão, combate à corrupção, mudanças na Previdência (a do funcionalismo público já efetuada; a dos cidadãos comuns em via de ser anunciada), entre outras coisitas mais.
É estranho que tal revolução silenciosa não seja nem notada nem destacada pelos tais analistas que abundam nas páginas dos jornalões, sempre dispostos a dar palpites em tudo.
Em vez disso, eles têm preferido comentar o julgamento do dito mensalão, como se a condenação de alguns políticos do PT fosse o suficiente para a desforra que tanto almejam.
O plano traçado há tanto tempo para dinamitar o partido e suas lideranças, porém, não avança por uma razão muito simples: ninguém, com exceção dessa meia dúzia de saudosistas dos velhos e bons tempos em que os neoliberais faziam do Brasil o seu parque de diversões, está dando a mínima para o julgamento.
No roteiro escrito por esses golpistas acovardados, nesta altura do campeonato as praças estariam cheias, com as multidões clamando pelo sangue dos réus, uma onda de indignação moral teria tomado conta do país  e os infames usurpadores do poder cumpririam seus mandatos feito zumbis, contando as horas para passar o bastão aos representantes dos homens bons.
Como é a arte que imita a vida e não o contrário, essa turma terá de se contentar em promover festinhas privês e não públicas para comemorar a vitória que conquistará em breve, graças a um tribunal que não foge do estereótipo da Justiça brasileira, estigmatizada pelas severas punições que costuma aplicar apenas em pobres, pretos, putas e, agora, petistas.
E enquanto estiverem trocando cumprimentos pelo sucesso da campanha, emparedados pelo medo de se expor à luz do sol, nas ruas, nas casas, nos escritórios, nas fábricas e nos campos o Brasil estará festejando outra coisa muito maior, muito mais valiosa, muito mais duradoura, que são esses primeiros passos que dá em busca de superar de uma vez por todas a ignomínia de ser um dos países com a maior desigualdade social  e econômica do mundo.
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2012/09/festinha-prive.html